Paris, a cidade luz, continua a ser o programa número um para quem gosta de se maravilhar com uma arquitetura harmoniosa, com as diferentes exposições de artes plásticas, com aquela gastronomia clássica entre outros atributos que só se acham lá na capital da França.

O voo da Air France de 10h30 ocorreu de forma tranquila sem nenhuma reclamação.
No primeiro dia escolhemos almoçar no restaurante Ajami, um dos melhores árabes de Paris. Continua como sempre delicioso.
Sábado de manhã gosto muito de ir à feira da Place de l’Alma onde faço compras muito boas, desde aspargos frescos até cashemeres da Moldávia! Esta variedade é que faz deste programa imperdível.

Em seguida fomos ao Museu Guimet, que é ao lado da feira e sempre vale uma visita!

Almoçar no Atelier Robuchon continua a ser uma excelente pedida.

Em seguida, fomos visitar a interessante Maison Deyrolle situada no coração de Saint Germain de Près, na famosa rue du Bac número 46. Quando se entra na loja, tudo parece normal, um lugar para os amadores de jardins e plantas. No fundo, uma escada conduz à um nível superior. Animais empalhados maravilhosos misturados com conchas estranhas e delicadas, borboletas secas e rosas do deserto, esqueletos de répteis e de animais pré-históricos.

Nessa noite jantamos no restaurante do Hotel Bulgari, relativamente novo e, atualmente, fazendo muito sucesso. A comida é deliciosa, vale a pena experimentar.
No domingo fomos passear nos Invalides. O Hôtel National des Invalides é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luís XIV, em 1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus. A história do Dôme des Invalides está intimamente ligada à da França: foi a igreja onde ocorreu a missa real durante o reinado de Luís XIV, depois abrigou o túmulo de Napoleão I no século XIX e abrigou pilotos aliados na Segunda Guerra Mundial.

Fomos conhecer e se deliciar com o brunch no Hotel Royal Monceau- Raffes, hotel 5 estrelas de luxo reformado pelo designer de fama mundial Philippe Starck. Recomendamos firmemente.
De lá, a ideia foi passear em Saint Germain e depois tomar um café no Louise, ao lado do Deux Magots. Jantamos no Chez Francis, endereço mítico em Paris, a brasserie de luxo de referência, famosa pela vista deslumbrante da Torre Eiffel.
Experimentamos almoçar no novo restaurante da loja do Christian Dior, onde é necessário fazer reserva. É muito bonito e a comida ótima! O restaurante, carinhosamente chamado de Monsieur Dior, encarna a arte de viver francesa, impulsionada pela criatividade de Jean Imbert, refinada e generosa, combinando simplicidade e elegância.

Depois fomos fazer um tour nas lojas, e recomendo uma visita a Zadig Voltaire. Moda contemporânea de bom gosto e com preços bons.
A noite, foi a hora de ópera, um programa irresistível em Paris! Assistimos o Le Bâteau Phantôme na Comedie des Champs Elysée – o famoso Navio Fantasma, ópera em três atos de Richard Wagner. Espetáculo lindíssimo.

O famoso restaurante Relais Plaza Art Déco do Hôtel Plaza Athénée inicia um novo capítulo em sua história, sob a liderança do chef Jean Imbert. Através de sua visão surge o modelo perfeito de uma clássica brasserie parisiense com cozinha autêntica, simples e saborosa. Assim que foi inaugurado em 30 de dezembro de 1936, o Le Relais Plaza rapidamente se tornou um endereço icônico na Avenue Montaigne. Verdadeira instituição parisiense que recebe os maiores nomes, soube preservar a sua aura numa das últimas salas de jantar Art Déco da cidade. Jantamos lá e valeu a pena.

Fomos ver exposição Sarah Bernard, no Petit Palais, maravilhosa!! Para marcar o 100° aniversário da sua morte, o museu Petit Palais, em Paris, inaugurou uma exposição intitulada Sarah Bernhardt: e a mulher criou a estrela. A exposição destaca seu talento visionário como atriz, diretora, empresária, escultora e ícone da moda, além do seu passado como cortesã e os desafios que enfrentou contra as barreiras masculinas, os papéis de gênero e a moralidade da época. Ela visitou o Brasil em três ocasiões e foi recebida com adoração pela comunidade de imigrantes da França e pela elite que falava francês.

Curiosidade – Em 1905, na apresentação final da ópera Tosca no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, a protagonista deveria saltar de um parapeito para a morte. Colchonetes ocultos deveriam amortizar a queda da atriz, mas, por alguma razão, eles não estavam colocados corretamente e Bernhardt sofreu uma grave lesão no joelho. A lesão sofrida no Rio causou forte inchaço e ela não conseguiu sair para receber os aplausos. Mesmo assim, a atriz decidiu não postergar sua volta iminente de navio para Nova York. Por isso, ela acabou passando três semanas sem receber atendimento médico.
Apesar das dores crônicas e das limitações de mobilidade, Bernhardt manteve seu intenso itinerário de apresentações e organizou quatro “turnês de despedida”, como ela chamava.
Por fim, com o estado do joelho cada vez pior, Sarah Bernhardt precisou ter sua perna amputada quase à altura da pélvis, em 1915.
Almoçamos no Marius et Janette. Ótimo restaurante, decoração em estilo iate, repleta de varas de pescar, redes e escotilhas de cobre. O chef destaca os peixes e frutos do mar, com um cardápio que se renova diariamente, de acordo com o pescado.

Fotos Yeda Saigh
Fomos Quai d’Orsay ver exposição Manet/Degas muito interessante, mostra as obras primas de dois gigantes do impressionismo.

Assistimos também La Bohème na Opera Garnier, música e cantores maravilhosos, mas cenário de astronauta, confesso que achei muito estranho.
Depois fomos ao Musée Luxemburgo ver a exposição inédita sobre Léon Monet (1836-1917), irmão esquecido de Claude Monet (1840-1926). Químico de cores, industrial e colecionador baseado em Rouen, Léon Monet desempenhou um papel fundamental na carreira de seu irmão artista. Léon fundou a Société Industrielle de Rouen e decidiu apoiar ativamente seu irmão e seus amigos impressionistas. Isso provocou o início de uma notável coleção de arte moderna. A exposição reúne cerca de uma centena de obras, entre pinturas e desenhos de Monet, Sisley, Pissarro e Renoir, além de livros de cores, amostras de tecidos, gravuras japonesas, documentos de arquivo e inúmeras fotografias de família. O retrato dinâmico que Claude Monet pintou de seu irmão mais velho em 1874, uma ilustração vibrante do vínculo profundamente afetuoso dos irmãos, também é apresentado pela primeira vez. Recomendo bastante!
Almoçamos no terraço do Hotel Ritz, muito bom!
O edifício foi construído no começo do século XVIII, como um domicílio privado. Em 1854, foi adquirido pelos Irmãos Péreire, que o transformaram no escritório principal de sua instituição financeira, A fachada foi projetada por Jules Hardouin Mansart. Convertido em um hotel luxuoso por César Ritz, foi aberto em 1º de junho de 1898. Junto com os talentos culinários de Auguste Escoffier, Ritz fez do hotel um sinônimo de opulência e de bom gosto.
O Ritz virou o hotel favorito de muitas pessoas riquíssimas do mundo, e suítes luxuosas foram nomeadas a partir de seus notáveis patronos do passado; entre eles, Ernest Hemingway (a partir de quem um bar no hotel foi nomeado), F. Scott Fitzgerald, Marcel Proust, o rei Eduardo VII do Reino Unido, Elton John, Rodolfo Valentino, Charlie Chaplin, Greta Garbo, Coco Chanel. Chanel fez do Ritz sua residência por mais de trinta anos, até o dia de sua morte.

Em 1979, a família Ritz vendeu o hotel para o empresário egípcio Mohamed Al-Fayed, que o renovou e que, em 1988, acrescentou a Escola Ritz-Escoffier de Gastronomia Francesa. Foi onde seu filho de Mohamed, Dodi Al-Fayed, e sua companheira, Diana, Princesa de Gales, jantaram pela última vez.
Visitamos a Fundação Louis Vuitton O edifício da Fondation Louis Vuitton, iniciado em 2006, é um museu de arte e centro cultural patrocinado pelo grupo LVMH e suas subsidiárias. O museu de arte foi inaugurado em outubro de 2014.

A exposição era Warlol/Basquiat, “Basquiat x Warhol. Painting 4 Hands”, a mais importante já dedicada a esta produção conjunta, reunindo mais de 300 obras e documentos, incluindo 80 telas assinadas conjuntamente pelos dois artistas.

Fomos visitar no Hotel de la Marine os apartamentos suntuosos que foram totalmente restaurados, parece Versailles! É um magnífico conjunto arquitetônico criado no século XVIII por Ange-Jacques Gabriel, o primeiro arquiteto do Rei. Até 1798, abrigou o Garde-Meuble de la Couronne antes de se tornar, por mais de duzentos anos, a sede do Ministério da Marinha. Visitamos os apartamentos reformados do século XVIII, salas cerimoniais e restaurantes em um edifício totalmente restaurado pelo Centre des monuments nationaux.
Almoçamos no café La Perouse, lindo e ótimo, decoração muito bonita de barcos e mar de Cordélia de Castellane, também diretora artística da Dior Maison e da Baby Dior – cercou-se de uma equipe de alto nível para imaginar um lugar de incrível charme, inspirado nas viagens do explorador que deu nome ao restaurante. Assina para os Cafés Lapérouse uma decoração sumptuosa que combina influências do século XVIII, estampados coloridos e toques Art Deco, numa irresistível mistura de géneros ao estilo de Madeleine Castaing.

Fomos ao Théâtre de la Gayeté ver Fabrice Luchini que leu fábulas de La Fontaine e Pascal, inteligente, ótimo ator e bem engraçado.
Jantamos na Brasserie do hotel Bristol, ótimo! Com quatro estrelas Michelin premiadas o Le Bristol Paris é um must de excelência gastronômica.
Jantamos no Hotel Le Cheval Blanc, no restaurante Tout Paris, um refúgio verdejante com vista para o Sena e vistas deslumbrantes da Cidade Luz.

Por fim vimos uma exposição das malas de Louis Vuitton muito bonita!!

Boa Viagem!!