
Obra Arco Iris de Toyota – Performance de Emilie Sugai
Foto Yeda Saigh
Antes de comentar sobre a minha segunda visita ao Parque Geminiani Momesso, é preciso dizer que o parque tem o nome do colecionador de arte e empresário paranaense Orandi Momesso. Ele disponibilizou 40 alqueires de sua fazenda no norte do estado onde havia uma plantação de soja e criou um parque deslumbrante de esculturas.
O projeto começou a ser desenvolvido há 15 anos: construir uma morada para grande parte da coleção de 5 mil itens que Orandi vem formando há 50 anos. “Minhas obras são meus amigos e tenho que criar um lugar para eles, esse é o meu proposito”, diz o colecionador e curador.
A inauguração da exposição no Parque Momesso “Espaço Arco-Íris”, de Yutaka Toyota, obra do artista nipo-brasileiro criou em função da comemoração do Centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão marca uma nova era no mundo das artes no Brasil. O monumento alusivo foi concebido para ser composto por duas partes iguais: uma foi implementada em 1995 na cidade de Yokohama e agora, 28 anos depois, a peça complementar é instalada no novo museu a céu aberto. A escultura de 10 metros celebra a união entre Brasil e Japão e ficará exposta no museu a céu aberto.
O Parque foi aberto para convidados em uma espécie de soft opening, no final de outubro, por ocasião da inauguração da instalação da obra mencionada acima.
O Parque faz parte do Instituto Luciano Momesso – ILM, instituição sem fins lucrativos, e ocupa uma área de um milhão trezentos e cinquenta e cinco mil metros quadrados que foram recuperados com centenas de espécies da Mata Atlântica, integrando-se à diversidade de fauna e da flora.
O convite me deixou novamente maravilhada!!! No dia da inauguração e passeando por lá percebi que é um projeto sem fim: Orandi tem planos de construir mais 10 pavilhões, fora os dois já existentes. O Parque já tem 60 esculturas e ele pretende colocar mais um número interminável de obras. A coleção atual de arte brasileira já conta com cerca de 5.000 obras.
Ele começou a construir o parque em 1980 e todas as esculturas estão muito bem colocadas ao longo dos caminhos pavimentados, e de várias lindas pontes de madeira.
O paisagismo, criado por Rodolfo Geiser, é realmente perfeito. Impossível imaginar, vendo o hoje o parque, que antes este espaço era uma imensa plantação de soja. Orandi realiza tudo com muito capricho; e ousaria dizer que, de fato, esse parque é a obra de sua vida!
Cada árvore plantada terá um QR code e todas foram catalogadas. Basta aproximar o seu celular para descobrir o nome e a espécie da árvore! Todas as esculturas são identificadas com placas ao lado. É muito agradável passear pelo parque.
Um dos vários projetos de Orandi é construir um hotel. O local já está escolhido, no alto de uma montanha com vista para o rio Tibagi, um rio encantador e o mais importante da região. Além disso, ele planeja também abrir um café próximo a um dos pavilhões.
Um outro projeto mais complexo envolve a construção subterrânea para abrigar sua importante coleção de urnas funerárias e pias batismais indígenas. A ideia é posicionar as urnas, que representam a morte, na parte escura, e as pias, que simbolizam a vida, na área iluminada. Uma interpretação que ele compartilhou comigo e que achei bem interessante é que as urnas simbolizam nossos indígenas, enquanto as pias representam os europeus e a religião católica.

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh
Pavilhoēs
Pavilhão Angelo Venosa, construído para uma escultura muito grande do escultor toda de concreto e vidro com uma vista maravilhosa para o parque, com obras de:
a-Iberê Camargo
b-Ernesto Fiori
c-Ivan Serpa fase negra e
c- 3 obras do Goeldi
Na Marquise do pavilhão tem duas obras de Ernesto de Fiori – Homem caminhando e Mulher em pé.

Foto Yeda Saigh
Casa Taipa– com obras de:
a-Liuba Wof
b-Paulo Monteiro
c-Francisco Stockinger

Foto Internet
Orandi nos contou que tem projetos de vários pavilhões:
1-Raphael Galvez
2-Urnas e Pias Batismais
3-Capela Ecumênica
4-Povos Originários
5-Pavilhão do Sagrado
6-Iole de Freitas
7-Mobiliário
8- A mão do Brasil
UFA!!! Haja fôlego!!! Parabéns Orandi!!

Foto Yeda Saigh
Para finalizar dois poemas do poeta paranaense Paulo Leminski:
“pelos caminhos
que ando
um dia vai ser
só não sei quando”
“nada se leva. A
não ser a vida
levada que a
gente leva.”
Boa Viagem!!