A Islândia é um país insular europeu onde vivem 343 mil habitantes. Está localizada na região norte do continente, a noroeste da ilha da Grã-Bretanha e a sudeste da Groenlândia. Tem uma paisagem exuberante, com vulcões, gêiseres, fontes termais e campos de lava. Suas imensas geleiras estão protegidas nos parques nacionais Vatnajökull e Snæfellsjökull.

Foto: Yeda Saigh
O Parque Nacional Vatnajökull, fundado em 2008, é o maior parque nacional da Europa, cobrindo cerca de 12 000 km² (12% da superfície da Islândia), onde se encontram o glaciar Vatnajökull, o atual Parque Nacional Skaftafell, o antigo Parque Nacional Jökulsárgljúfur.
A calota de gelo Vatnajökull é o segundo maior glaciar da Europa e abrange vários vulcões, incluindo dois dos mais ativos da ilha. As interações entre vulcões e o glaciar dão origem a vários fenômenos, incluindo o espetacular jökulhlaup – uma inundação súbita causada pela quebra da margem de um glaciar durante uma erupção subglacial. Este fenómeno, que é recorrente, expõe planícies de areia únicas no mundo, bem como redes fluviais e desfiladeiros cuja morfologia evolui a alta velocidade. A construção de quatro novos centros para visitantes foi prevista para 2012.
Em 2019 passou a integrar a lista de sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO.

Foto: Yeda Saigh
O glaciar Snaefellsjökull ocupa grande parte da península de Snaefellsnes em sua área mais ocidental. Devido ao seu tamanho, sua fauna nativa e sua atividade vulcânica, tornou-se uma das paisagens mais famosas da Islândia.
Embora seja difícil imaginar quando está coberto de neve e gelo, Snaefellsjökull é um dos pontos com mais atividade vulcânica da Terra. Tanto que inspirou o escritor Julio Verne a escrever seu livro “Viagem ao centro da Terra”.

Foto: Yeda Saigh
A capital Reykjavik é cercada pelas águas do Atlântico Norte. De terreno vulcânico, o país tem relevo montanhoso e planáltico, com a presença de fiordes na sua zona costeira e vulcões ativos em algumas áreas do seu território. A pesca e o turismo constituem duas das principais atividades econômicas do país.
A maioria da população vive na capital, Reykjavik, abastecida por energia geotérmica e sede de dois museus:
1 – Nacional, dedicado à história e cultura da Islândia
2 – Saga, recria intimamente momentos-chave da história da Islândia, momentos que determinaram o destino do povo islandês e que dão uma visão convincente de como os islandeses viveram durante mais de um milénio e que traçam a história viking da Islândia.
Fomos pela British Airways com escala em Londres. O vôo saiu pontualmente e chegamos em Londres às 6h30. Como nosso vôo para Reykjavik era só às 13:45 resolvemos ir tomar um café em Londres e dar uma volta na cidade, o que valeu muito a pena! Voltamos para o aeroporto revigorados! Chegamos a Reykjavik às 17h, onde nosso guia Marco – um português muito simpático e experiente – já nos esperava.

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Nos hospedamos no Hotel Edition, um dos melhores de Reykjavik: quarto espaçoso, confortável e com ótima estrutura. Jantamos no restaurante do hotel, muito bom, nos surpreendeu a qualidade da comida e do serviço!

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Depois subimos no bar no último andar, muito simpático, com música e com uma vista linda da cidade, inclusive da Harpa Concert Hall. Inaugurada em 2011, é a sede Opera de Reykjavik e parece uma colméia com sua arquitetura linda. Sua fachada é formada por hexágonos de vidro. Mesmo que você não vá assistir a nenhum concerto, vale a pena conhecer o belíssimo prédio moderno que contrasta com as construções ao seu redor. Está localizado próximo ao antigo porto à beira mar. e possui salas para reuniões, bares, restaurante, área para exposições, loja e, claro, a sala de concertos, recitais e conferências. Imperdível! Arquitetos:Henning Larsen Architects. Área construída: 28000 m²

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No primeiro dia fizemos um tour para conhecer Reykjavik. A cidade é encantadora, com seus 360 mil habitantes e atmosfera de vila de pescadores. Passeamos pelo porto velho, repleto de navios e histórias.

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A principal atividade econômica do país é a pesca. Desde 1886, o governo distribuiu cotas do mar para todos os islandeses, o que os alegrou muito. Mas alguns foram comprando as quotas de outros aumentando seu poder e riqueza. Hoje algumas poucas famílias se tornaram proprietários das maiores firmas de pesca do país.

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Visitamos a Basílika Krists Konungs, única igreja católica do país, construída pelo arquiteto Guðjón Samuelsson, que também construiu a famosa Hallgrímskirkja e a Akureyrarkirkja em Akureyri também na Islândia.
Fomos visitar a majestosa igreja luterana Hallgrímskirkja, ícone da cidade e primeira obra pública pós-independência (1944). Hoje 80% da Islândia é protestante. Foi inaugurada em 1986. O seu desenho foi projetado para simbolizar montanhas e glaciares crescendo pelas colunas hexagonais de basalto. Em suas partes mais altas, acima do seu campanário, oferece vistas esplêndidas da cidade.

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Seguimos para o parlamento Althingi, uma estrutura clássica do século XIX que se localiza na praça Austurvöllur, no centro da capital. Abriga o Alþingi, o parlamento islandês. O edifício foi projetado pelo arquiteto dinamarquês Ferdinand Meldahl e construído usando diábase cinzelada durante 1880 a 1881.
Curiosidade:
O parlamento mais antigo do mundo Thingvellir fica na Islândia no parque nacional. O parque é um local simbólico para a Islândia, pois foi ali que o Parlamento Islandês foi fundado em 930 d.C. Apenas no ano de 1798 o Parlamento foi transferido para Reykjavík

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Próxima parada foi o City Hall, de frente para o lago Tjornin, muito bonito com cisnes e patos. Passamos pela Laugavegur, rua principal cheia de lojas e bares, muito simpática.

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Descemos em direção a linda escultura Sun Voyager, um barco viking que representa o desejo de descobrir novas terras com esperanças de liberdade, do artista Jon Gunnar Arnason. Fica na principal marginal de Reykjavik, de frente para a maravilhosa montanha Esja ao lado da deslumbrante sala de concertos Harpa, toda de vidro, feita pelo famoso arquiteto Olafur Eliasson em 2008. Além de ser um ótimo arquiteto ele é artista plástico e faz exposições no mundo inteiro, Beijing, London, Stockolm, Veneza.

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Paramos para almoçar num Food Hall, muito legal, tudo muito bem arrumado, com várias escolhas de comida, desde pizza até Sushi!
De lá fomos para a Sky Lagoon, uma experiência incrível! primeiro você toma banho numa grande piscina natural de águas quente de borda infinita junto ao mar, dentro dessa piscina tem um bar mais protegido do forte vento, onde se toma drinks, e do outro lado tem uma cachoeira que também entramos, deliciosa, bem forte.

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Depois tem uma piscina gelada se você quiser, para esfriar o corpo. Consegui entrar até o joelho, 2 graus!! Depois fizemos uma experiência autêntica islandesa de várias etapas: duas saunas secas com vidros enormes para o mar, uma vista maravilhosa e relaxante! uma sala de esfriamento com gotejamento com menta, uma esfoliação com hidratante, sauna húmida, várias duchas e no final um elixir de gengibre com cramberry que estimula o paladar deliciosos, tomei dois. É importante escolher o tour individual por causa do vestiário que é privativo, custa um pouco mais caro, mais vale a pena. Recomendo vivamente esse programa!!

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Se para os islandeses faz parte da qualidade de vida quotidiana aproveitar as dezenas de fontes termais e piscinas geotérmicas que há por todo o país, para os turistas essa via também se abre e é um “must”. E, depois, há as lagoas artificias, trabalhadas ao detalhe aproveitando a riqueza das águas quentes, como a
celebérrima Blue Lagoon, uma das grandes atracções turísticas da Islândia.
No volta para o hotel paramos para comer o famoso hot-dog islandês – é o tradicional de Reykjavik, numa barraquinha na rua, realmente é ótimo! A salsicha é de cordeiro e tem três molhos e dois acompanhamentos.

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Jantamos no restaurante Fish Market, excelente, muito bem decorado, comida excelente e serviço impecável.

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Partimos cedo para explorar a fenda entre as placas tectônicas Norte-Americana e Euroasiática, a única no mundo visível fora da água, crescendo de 2 a 3 cm por ano. O mergulho entre placas tectônicas em Silfra fica dentro do Parque Nacional Þingvellir, que é considerado Patrimônio Mundial da Unesco.

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Tínhamos uma programação de fazer o “Golden Circle and Glacier Snowmobile”, fomos até o local, já todos vestidos de macacão, capacete e sapatos apropriados com o ônibus da excursão, mas devido a uma grande nevasca cancelaram na última hora!!
Para não ficarmos muito decepcionados, o nosso guia nos levou almoçar na fazenda de tomates Fridheimar, com estufas polinizadas por abelhas importadas da Holanda. Foi o máximo!! Não substituiu o snowmobil mas valeu a pena. A sopa de tomate fresca, a tortilha e o cheesecake de tomate estavam deliciosas!

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Visitamos os geysers, com destaque para o Strokkur, que jorra a cada 4 a 7 minutos. Vimos quatro erupções – impressionante!
Vídeo Yeda Saigh
Passamos a noite no Hotel Rangá, em Hella, e relaxamos em uma hot tub ao ar livre sob a neve antes do jantar, delícia de programa!!! No dia seguinte fizemos um passeio de quadriciclo até a praia de areia preta, com uma paisagem vulcânica única. Parece que você está na lua!!! É muito impressionante!!

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No meio do passeio vimos um avião americano meio destroçado que caiu na 2ª guerra, eles nunca foram buscar, apesar de dizer que iriam. Hoje virou um ponto turístico e nós paramos lá para ver e entrar dentro do avião, meio sem graça, mas turista é turista!!!

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Curiosidade:
Não nasce nada na Islândia, nem um pé de fruta ou verdura, tudo o que você come lá é importado, por isso a comida é tão cara! Eles tem muito peixe: salmon, bacalhau e truta, todos deliciosos e carneiro, o resto vem tudo de fora!!
Visitamos as impressionantes cachoeiras Seljalandsfoss e Skogafoss, famosas por suas quedas majestosas e cenários de séries como Game of Thrones.
Vídeo Yeda Saigh
Visitamos as impressionantes Katla Ice Caves, cavernas glaciais formadas durante a Idade do Gelo. O passeio exigiu macacão impermeável e capacete com lanterna. Caminhar pelo gelo entre estalactites foi inesquecível!

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Chegando em Vik, enfrentamos uma forte nevasca com ventos de até 130 km/h, tendo de ficar presos 24 horas no hotel. Aproveitamos para conhecer a loja Icewear, que parece um shopping de tão grande e descobrimos um lugar bem especial perto do hotel onde passam um show com todas as etapas do processo de um vulcão!! Muito interessante, valeu!

Foto Yeda Saigh
Ao lado de Vik existe uma praia chamada Reynisfjara muito famosa pela suas areias negras e violência das suas ondas, podendo chegar até 40 mts de altura!! Ao fundo, para completar a paisagem, dois rochedos emergem do Oceano Atlântico, empinados, contrastando com a espuma provocada pelas ondas do mar.

Foto Yeda Saigh
A nossa última noite foi num hotel maravilhoso, Retreat Lagoon, com vista para a Blue Lagoon. O hotel é lindo, super bem decorado, os quartos muito bonitos. Tem um último andar com observatório para ver a Aurora Boreal!
O spa é incrível! Entramos ao meio-dia e saímos as seis da tarde! A massagem é dentro da água! Você deita num colchão dentro da água e a massagista faz a massagem. Como é muito frio, estava – 5 graus, de vez em quando ela te afunda na água que é bem quente, uma delícia!! Depois fizemos sauna seca e úmida, esfoliação com três tipos de cremes para limpar a pele, sílica e algas.
O spa tem um restaurante ótimo, comemos um sanduiche muito bom! Tudo com vista para a Blue Lagoon.

Foto Yeda Saigh
Fomos jantar no Restaurante Moss, duas estrelas Michelin!!

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Depois do jantar subimos para ver a Aurora Boreal e conseguimos ver! finalizamos nossa viagem com chave de ouro!
Vídeo Yeda Saigh

Foto Yeda Saigh
Para terminar um pensamento de um grande escritor islandês:
“O homem se apega a si mesmo e ao que é seu, além da própria morte, e tem medo de deixar a vida escapar de suas mãos — a vida, a mais real de todas as coisas, a mais lamentável de todas as coisas lamentáveis, a mais eterna de tudo o que é eterno.”
― Gunnar Gunnarsson, Il pastore d’Islanda
Boa Viagem!!