Continuando nossa viagem pela Àsia, de Dubai seguimos para Seul, capital da Coreia do Sul, uma nação do Leste da Ásia localizada na metade sul da Península da Coreia, que compartilha uma das fronteiras mais militarizadas do mundo com a Coreia do Norte. Ela também é conhecida pelo interior verde, com colinas repletas de cerejeiras e templos budistas com séculos de existência, além de vilas de pescadores na costa, ilhas subtropicais e cidades com tecnologia avançada como Seul.

Foto Yeda Saigh
Após um vôo de oito horas, chegamos no Four Seasons Hotel, uma excelente escolha — o quarto era amplo, confortável e muito bem decorado. Ao redor do hotel, há várias pequenas lojas simples e despretensiosas com um movimento constante. À noite, optamos por algo leve: um sanduíche no Maru, a cafeteria do hotel, excelente.

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A nossa viagem pela Coréia do Sul foi feita por Gerson Nunes da Monumento Turismo, que contratou a Abercrombie and Kent, cia de turismo internacional muito famosa, e realmente foi ótima. Tudo correu impecável, desde transfers do aeroporto, hotéis e guias especializadas muito competentes.

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Pela manhã, iniciamos um tour guiado pela guia Mia, ótima, recomendo bastante. Nos levou a uma loja de aluguel de roupas tradicionais coreanas. É costume entre os visitantes vestir a fantasia hanbok para visitar o palácio, você encontra muitas mulheres fantasiadas andando pelas ruas.

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Seguimos então para o Palácio Gyeongbokgung, fundado em 1395 como sede da dinastia Joseon. Apesar de sua imponência, o acesso ao interior é bastante limitado, e boa parte das edificações originais foi destruída durante a ocupação japonesa — mais de 90% das estruturas foram demolidas ou removidas, deixando marcas profundas na identidade de Seul.

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A cidade ainda carrega essa ferida histórica — uma mágoa viva, presente nas conversas e no olhar orgulhoso dos coreanos.
De lá, seguimos para a N Seoul Tower, situada no topo da Montanha Namsan, no coração da cidade. O acesso é feito por teleférico, em operação desde 1962, seguido de uma longa escadaria — um caminho que alterna vistas da metrópole com trechos de natureza preservada.

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Do alto, a torre se revela como um refúgio urbano: um mirante que ultrapassa 480 metros acima do nível do mar e oferece panoramas deslumbrantes de Seul, emoldurada por arranha-céus e cercada por florestas verdes.
Mais tarde, visitamos o Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea de Seul, instalado em um edifício de arquitetura impressionante que simboliza o diálogo entre o passado e a modernidade.

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Construído sobre o antigo prédio do Comando de Segurança de Defesa, o espaço foi transformado em um centro vibrante de cultura, onde arte, história e convivência se encontram. A exposição em cartaz era dedicada ao artista Kim Yong-Ik, cujo trabalho me trouxe boas lembranças — ele participou da Bienal de São Paulo de 1975.

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Entre pátios abertos e galerias integradas à paisagem, o museu transmite a alma contemporânea de Seul, combinando tradição e vanguarda de forma inspiradora. Almoçamos em um restaurante típico coreano, estranhamos um pouco a comida muito apimentada!!

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Depois visitamos uma área antiga da cidade, charmosa, mas sem grandes atrativos, situada no alto de uma ladeira de onde se tem uma boa vista da região.

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À noite, jantamos no restaurante italiano do hotel, Boccalino uma escolha acertada — comida deliciosa e serviço bom.
No dia seguinte, fizemos para um passeio de barco pelo rio que atravessa Seul.

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Em seguida, visitamos o Museu de Arte Contemporânea, que também exibia uma mostra de Kim Tshang-yeul. O museu é bem moderno e muito bem organizado.

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Fomos conhecer a impressionante biblioteca pública instalada no interior do Coex Mall em Ganggnam — a Starfield Library.

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O espaço, imponente e luminoso, abriga estantes de até 13 metros de altura e um acervo de mais de 50 mil livros e revistas, tornando-se um dos pontos mais fotogênicos e inspiradores de Seul.
Enquanto explorávamos o ambiente, fomos surpreendidos por um concerto de duas sopranos que ecoava entre as prateleiras — um momento encantador que uniu cultura, arte e cotidiano de forma inesperada, transformando uma simples pausa para o almoço em uma experiência memorável.

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À tarde, seguimos para o Museu Nacional da Coreia, em Seul — o maior da Ásia em área expositiva. O acervo é vasto e fascinante, com mais de 300 mil peças que contam a história e a arte do país.

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Entre os destaques estão as esculturas budistas de períodos anteriores a Cristo e a impressionante Pagoda de Dez Andares do templo Gyeongcheonsa, um marco da habilidade artística coreana.

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O edifício moderno, inaugurado em 2005 no bairro de Yongsan, foi construído onde antes funcionava uma base militar americana, simbolizando a transformação de um espaço de poder em um centro de cultura e contemplação.

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Uma das áreas mais marcantes é a “Sala de Contemplação Silenciosa”, onde duas esculturas de Bodhisattvas Pensativos repousam sob um teto estrelado, projetado para representar o universo — um ambiente que convida à introspecção e à serenidade.

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A Coréia hoje é famosa pela dermatologia e cremes maravilhosos e famosos, vendidos no mundo inteiro. Fomos à uma loja de cosméticos — uma verdadeira tentação em Seul. Difícil escolher qual comprar!! Recomendo os cremes da marca Tir tir.

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Jantamos no restaurante Boccalino do hotel. Recomendo a sopa de cogumelos, muito saborosa.
No dia seguinte fomos passear em uma rua de compras populares de Seul que fica no bairro central de Myeongdong, onde encontramos várias lojinhas com réplicas de Issey Miyake e outros costureiros.
Em seguida, caminhamos pelas ruas próximas e descobrimos várias outras muito interessantes do ponto de vista custo-benefício, uma ótima surpresa!!
Andando pela rua, descobrimos uma galeria de arte que abrigava uma exposição de pinturas vibrantes, inspiradas em objetos do cotidiano. Era a série COSMOS, da artista Yoo Hyunmi, apresentada pela primeira vez em 2013. Suas obras capturam um mundo ilusório criado a partir da disposição de objetos simples em um espaço, posteriormente transformados por meio de cores e sombras aplicadas com precisão. A leveza e o humor presentes nas pinturas me agradaram profundamente, tornando a visita uma surpresa especialmente marcante.

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Fomos ao Seoul Museum of Art (SeMA), um museu dedicado a diálogos entre tecnologia, espiritualidade e arte contemporânea. Qual nosso espanto, obras do grande artista brasileiro Ernesto Neto!!

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Instalado em um edifício histórico originalmente construído em 1928 para sediar o Supremo Tribunal da Coreia — hoje reconhecido como Patrimônio Cultural — o espaço foi completamente restaurado quando passou a funcionar como museu, em 2002, preservando sua arquitetura marcante e conferindo ao local um caráter singular.

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Uma bela exposição, que unia cabala, simbolismos espirituais e linguagens imersivas: tapetes coloridos e salas envolventes exibiam vídeos, luzes e instalações que refletiam a convergência entre tradição e inovação.

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No dia seguinte pegamos o trem para Busan, no sul do país. A viagem durou cerca de duas horas e meia, com várias paradas ao longo do percurso. Busan, uma grande cidade portuária da Coreia do Sul, foi preservada durante as várias guerras e tem muito mais templos antigos que Seul.
Nos hospedamos no Park Hyatt, um hotel de padrão impecável, cuja recepção fica no 30º andar. A vista do quarto era deslumbrante — de um lado, o porto e a ponte; de outro, a imensidão de prédios modernos que formam o horizonte da cidade.
Fomos visitar o templo Haedong Yonggungsa, localizado à beira-mar. É um dos templos mais belos da Coreia, com inúmeras estátuas de Budhas e esculturas representando os signos do zodíaco. A atmosfera era serena e o cenário, impressionante.



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Passamos pela praia e depois fomos visitar a Torre de Busan. Fomos à Daiso Street, uma área vibrante e popular cheia de lojas interessantes.
No dia seguinte fomos ao Busan Museum of Art, mais precisamente à instalação “Museum Circle”, uma experiência imersiva de projeções. As paredes e o chão se transformavam em telas que exibiam vídeos de flores, tempestades e ondas do mar, culminando em uma sequência com imagens de obras do Musée d’Orsay. O efeito era poético e envolvente, uma verdadeira viagem sensorial.

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Fomos visitar a Gamcheon Culture Village, conhecida como a “Santorini da Coreia”. O bairro é composto por casinhas coloridas que descem em labirintos de ladeiras, repletos de ateliês, cafés e lojinhas de cerâmica.

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O calçadão em frente ao hotel e um must para fazer um cooper! Fica à beira do Oceano Pacífico, onde se alinham hotéis de luxo e restaurantes elegantes. O jantar foi no restaurante do hotel, muito bom!

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No dia seguinte fomos para a cidade histórica de Gyeongju, a cerca de uma hora de Busan, antiga capital do reino de Silla Kingdom, onde visitamos palácios do século VII localizados no meio de um parque amplo e belíssimo. Caminhar por ali foi uma experiência tranquila e espiritual — os túmulos reais, cobertos por grama e moldados como pequenas pirâmides arredondadas, guardam um legado fascinante.

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O famoso complexo Daereungwon Tomb Complex onde há cerca de 23 túmulos de reis e nobres de Silla, muitos deles erigidos entre os séculos V e VI.

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Entramos em uma dessas tumbas, também chamada de “Tumba do Cavalo Celeste” — que abriga um pequeno museu com vitrines e objetos funerários. Esse túmulo, escavado em 1973, revelou mais de 11 000 artefatos como coroas de ouro, cintos, selas e adornos de cavalos, além de uma raríssima pintura de um cavalo alado (o “cheonma”), o que confirma a importância da cavalaria e da iconografia espiritual na época.

Foto: Yeda Saigh
O acervo — surpreendentemente bem preservado — reforçou a sensação de que estávamos não apenas frente a relíquias arqueológicas, mas diante de vestígios de um mundo onde o poder, a espiritualidade e a natureza estavam profundamente entrelaçados..

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Voltamos para Seul de trem e ainda deu tempo de passear na cidade.
Fomos à Rua do Stream, uma área charmosa cortada por um canal, e depois seguimos para o bairro de Samcheong-dong, com belas casas e lojas sofisticadas.

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Entre os pontos visitados, subimos as escadas do filme Parasita — hoje uma curiosidade turística da cidade

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e terminamos o passeio na loja da marca famosa Tir Tir, famosa pelas lojas de cosméticos coreanos, onde fizemos as últimas compras antes de partir.
No aeroporto, embarcamos pela Korean Airlines rumo a Hong Kong. O lounge da companhia aérea era excelente, e o vôo de 4 horas foi bem tranquilo.
Para terminar um pensamento do escritor coreano Byung-Chul Han:
“Nunca ninguém está mais ativo do que quando não faz nada, nunca está
menos sozinho do que quando está consigo mesmo. Byung-Chul Han.”
Boa Viagem!!