Viagem ao Oriente Médio e Ásia – Hong Kong

Hong Kong, ex-colônia britânica, é um território autônomo no sudeste da China. Seu centro urbano vibrante e densamente povoado é também um porto importante e um centro financeiro global de destaque, com um horizonte marcado por arranha-céus. O distrito comercial exibe monumentos arquitetônicos como a Torre do Bank of China, de I. M. Pei.

Vista Hong Kong
Foto Yeda Saigh

Estive em Hong Kong em 1980 e achei uma cidade vibrante, cheia de energia, com uma atividade noturna intensa. Dessa vez senti a cidade menos punjante, com menos vibração. Algo mudou. Parece-me que a transição do domínio britânico para o domínio chinês foi a razão relevante para tal fato. 

Vista Hong Kong
Foto Yeda Saigh

A transição de Hong Kong do domínio britânico para o chinês ocorreu em 1º de julho de 1997, após 156 anos de administração colonial. A transferência da soberania encerrou o arrendamento de 99 anos dos Novos Territórios, e o território foi reincorporado à China como uma Região Administrativa Especial. O evento culminou na assinatura da Declaração Conjunta Sino-Britânica em 1984, que estabeleceu um sistema de “um país, dois sistemas”, garantindo à Hong Kong um alto grau de autonomia por 50 anos. 

Vista Hong Kong
Foto Yeda Saigh

Hong Kong é agora amplamente considerada como estando sob o rígido controlo do governo chinês, com a sua autonomia sendo em grande parte simbólica. Talvez seja esse um dos motivos da aparente decadência de Hong Kong. Muitos da classe alta local deixaram a cidade em virtude do receio do domínio político e econômico chinês. Já se passaram 28 anos e daqui a 22 anos acaba essa autonomia.

Apesar desses desafios, a cidade continua a impressionar por sua arquitetura moderna e icônica, como exemplifica a Torre do Bank of China, projetada por I. M. Pei e concluída em 1990. Com 367,4 metros de altura, o edifício possui um design inspirado no bambu, simbolizando prosperidade, é composto por quatro torres triangulares de vidro e alumínio, incorpora princípios de Feng Shui e oferece um mirante no 43º andar, destacando-se como um símbolo da energia e da resiliência de Hong Kong.

Torre do Bank of China
Foto Internet

Viemos de Seul para Hong Kong em um voo de quatro horas pela Korean Air e ficamos em um lounge excelente. Nossa guia Yuca já nos aguardava no aeroporto; não era tão simpática quanto a de Seul e logo nos avisou que haveria um tufão a caminho. Ficamos hospedados no Hotel Mandarin Oriental, localizado no centro da cidade. O hotel é considerado o ápice do luxo contemporâneo combinado com a herança oriental. Fica a apenas meia hora do aeroporto e é realmente excelente.

Hotel Mandarin
Foto Internet

No primeiro dia, começamos com um café da manhã farto e delicioso no hotel. Fizemos um passeio de barco no Victoria Harbour.

Passeio de Barco no Victoria Harbour
Foto Yeda Saigh

Em seguida, fizemos um passeio de teleférico até o Lions Point View Pavilion, um mirante gratuito de vários níveis, situado a apenas um minuto de caminhada do Peak Tower, de onde se tem uma vista espetacular de Hong Kong.

Lions Point View Pavilion
Foto Yeda Saigh

Visitamos também um antigo templo chamado “Wen Wu” ou Templo Wenwu (chinês tradicional: 文武廟) é um tipo de templo na China que serve para venerar tanto os deuses patronos de assuntos civis e marciais em um mesmo complexo do templo. Conhecido pela intensa fumaça do incenso, um lugar carregado de história e espiritualidade. 

Templo Wen Wu
Foto Yeda Saigh

Almoçamos no Cipriani, um clube privado muito seleto, do qual a Abercrombie & Fitch é sócia. O ambiente é muito bonito, com boiseries nas paredes. Pedimos pato de Pequim, que foi preparado na nossa frente!

Clube Cipriani
Foto Yeda Saigh

À tarde, seguimos para conhecer o impressionante Grande Buda de Tian Tan, uma estátua de bronze de 34 metros de altura situada no topo da montanha Ngong Ping, em Lantau Island, Hong Kong. O acesso pode ser feito por um teleférico, que oferece vistas espetaculares da ilha, ou por uma escadaria de 268 degraus, que, embora desafiadora, recompensa os visitantes com uma experiência única e panoramas incríveis.

Buda de Tan Tan 
Foto Yeda Saigh

A base da estátua é uma réplica do Altar do Céu em Pequim, e o local faz parte do mosteiro Po Lin, tornando a visita não apenas uma aventura, mas também uma imersão na cultura e espiritualidade locais.

Buda de Tan Tan 
Foto Yeda Saigh

O trânsito em Hong Kong é intenso; se você tiver uma hora marcada, precisa sair bem antes, caso contrário pode perder o encontro.

Jantamos no Café Causette, restaurante do próprio hotel, bem simpático e com comida boa.

No dia seguinte, após o café da manhã, fomos a uma loja de pérolas chamada Rio Pearls.

Loja Rio Pearls
Foto Internet

Depois visitamos o shopping K11, um espaço maravilhoso com lojas sofisticadas.

Shopping K11
Foto Yeda Saigh

Fomos almoçar o famoso Pato de Pequim em um restaurante chinês típico, com vista para a ilha.

Restaurante Pato de Pequim
Foto Yeda Saigh

Tivemos que voltar para o hotel e ficar sem poder sair naquela tarde e no dia seguinte. O tufão estava com ventos de 250 kms por hora!! A cidade toda foi fechada: escolas, lojas, bancos, tudo!! 

Acordei cedo com o som do vento forte zunindo lá fora – o tufão, chamado Ragasa,  finalmente havia chegado. A tempestade era intensa, e a neblina era tanta que mal se viam os prédios do outro lado da baía. 

Vista do Tufão 
Foto Yeda Saigh

Ficamos todos presos no hotel, pois não era seguro sair. Encerramos o dia com um drink no bar do hotel e, mais uma vez, jantamos no Café Causette.

No dia seguinte, com o tufão havia se dissipado, tomamos café no hotel e, antes da partida, visitamos o Museu M+ que é imenso e belíssimo. Vimos uma exposição de artistas cantoneses que retratava a história da China, além de várias galerias com mostras fascinantes. 

Museu M+
Foto Yeda Saigh
Museu M+
Foto Yeda Saigh

Visitamos também o jardim no terceiro andar, um espaço, muito bonito, com um paisagismo maravilhoso. Depois, passamos pela lojinha antes de retornar ao hotel para os preparativos da viagem.

Jardim Museu M+
Foto Yeda Saigh

Partimos para o aeroporto e almoçamos na sala VIP. Nosso voo para Dubai saiu às 19h, com duração de oito horas. A diferença de fuso horário — quatro horas a menos — fez com que chegássemos às 11h. O voo foi ótimo. Hospedamo-nos no hotel Marriott, onde dormimos até as 5h45. Depois, seguimos novamente para o aeroporto e tomamos o café da manhã na sala VIP, enorme e com um café delicioso. Nunca tinha visto um lounge com tanta variedade de comidas: libanesa, italiana, japonesa, chinesa, francesa Etc. Saímos de Dubai às 9h e chegamos a São Paulo às 17h, encerrando uma viagem inesquecível.

Adeus Hong Hong!
Foto Yeda Saigh
Chegando em Dubai pela Emirates
Foto Yeda Saigh

Para terminar um pensamento do grande cineasta de Hong Kong Stephen Chow:

“Um homem não é velho até que os arrependimentos
tomem o lugar dos sonhos.”

Boa Viagem!!!

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