É impossível chegar à Rússia e fechar os olhos para a questão política. Fiquei muito impressionada, percebendo as diferenças entre ricos e pobres naquele país!

Ao lado do Kremlin, dá para imaginar um shopping, que me pareceu dez vezes maior que uma Daslú ???!!! Todas as grifes mais famosas estavam lá presentes e com lojas enormes e luxuosíssimas. Os preços são astronômicos! E muitas mulheres chiques comprando … comprando!! Já esperava ver essas loucuras, depois que li um artigo na revista Serafina, da Folha de S. Paulo, onde o repórter conta como vivem as mulheres ricas de Moscou.

A reportagem dizia que elas gastam muito, chegando a loucura de possuir 40 bolsas Chanel e ou 20 casacos de pele! Exageros ou não, é de se espantar. A matéria afirmava que, o que elas mais temem é perder seus maridos. Por quê? Se tratam de moças jovens, entre 22 e 28 anos, casadas com homens mais velhos (mais de 60 anos de idade). Mas, isto é Moscou. São Petersburgo já é outra história. A pobreza é grande e espalha-se pelo resto da Rússia! Só para que se tenha uma idéia, um bom médico em Moscou, ganha em torno de US300,00 por mês.

Vimos muito dessas moças, em restaurantes e no hotel: são lindas, altíssimas, loiras e magérrimas. Outro fato que nos chamou a atenção foram os preços dos restaurantes,
principalmente dos vinhos; é comum ver na carta de vinhos garrafas que custam de dois a seis mil dólares cada uma!! Para conseguirmos pedir um vinho de US$ 100 ou 150 era uma tremenda dificuldade!

Eu estive na Rússia em 1979, e a mudança para os dias de hoje foi enorme! Antes os carros eram raros, agora o trânsito é dez vezes pior do que o de São Paulo! E são carrões, tipo peruas enormes, que entopem as ruas. Aliás, a gente vê também por aqui. Confesso que acho bem irritantes, parecem os donos da rua!

Perguntei para nosso guia como havia sido a mudança da União Soviética para as 15 Repúblicas. Minha pergunta pautava-se numa curiosidade; até porque, sobre o final do muro de Berlim, se tem muitas informações, mas sobre a mudança soviética, pouco se fala. Ele relatou que foi um caos, e que até hoje, esse caos não está bem resolvido. Citou como exemplo, o caso de sua mulher. Ela é da Ucrânia e, depois da mudança em 1991, durante um tempo ela não podia mais ir para lá visitar sua família, e ninguém sabia explicar porque ela não podia se deslocar. Perguntei também como a classe alta de lá tinha tanto dinheiro. Segundo o guia, quando Boris Yeltsin saiu, distribuiu entre os amigos as siderúrgicas, as grandes minerações e muitas outras fábricas. E foi assim que essa camada de baixo do Politburo ficou tão rica da noite para o dia. Abramovitch (o bilionário russo – que deu de entrada 39 milhões de euros, pela vila de Lily Safra, em Ville Franche-sur-Mer – perdeu o sinal por não conseguir pagar o restante) era amigo íntimo de Yeltsin. A propósito, na semana que fui a Moscou, li na revista francesa L’Express, que Abramovitch tinha dado uma festa em Saint Tropez e gasto – somente naquela noite – mais de um milhão de euros em champagne, caviar, um avião de prostitutas (que mandou buscar num país do leste) e cocaína!

Bem, depois de tudo isso fiquei pensando que não vai tardar outra revolução. Parece que os russos não aprenderam nada com a experiência de ver o que os czares faziam e estão repetindo os mesmos erros! Concluindo: nosso guia disse que os dois pontos mais fortes das mudanças, de 91 para cá, são a corrupção e os engarrafamentos.

Mas, a viagem valeu muito a pena!

Primeiro dia

Saí de Paris num domingo de manhã. Quando estava passando pelo Arco do Triunfo vi um movimento enorme de pessoas e não resisti. Pedi ao motorista do taxi dar uma paradinha e fui dar uma olhada. Fiquei encantada!!! Era “Un dimanche à la campagne” em pleno Champs Elysée! Não dava para acreditar o que os franceses haviam feito ali! O Champs Elysée tinha virado um imenso jardim. A explicação dessa maravilha veio depois que li uma matéria no Paris Match. O evento organizado pela ONU comemorava na França, o Ano Internacional da Biodiversidade. O projeto escolhido para ilustrar o tema “Nature Capitale”, foi o de um conhecido artista de rua, Gad Weil. Há 20 anos, o mesmo Weil plantou trigo no Champs Elysée, para a comemoração do Bicentenário da Revolução Francesa, mostrando como o grave problema da fome mudou a história da França. Dessa vez, o evento celebra a fartura. Weil plantou canteiros de essências florestais, cereais, no total 150 espécies vegetais, que compõem o grande puzzle agrícola da França. O projeto faraônico custou a bagatela de 4,2 milhões de euros!! E teve 1,9 milhões visitantes. Adorei esta parada inesperada!
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Champs Elysée – Foto Yeda Saigh
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Champs Elysée – Foto Yeda Saigh

Fui pela Air France de Paris a Moscou, um vôo relativamente rápido: 3h15. O aeroporto de Moscou não é dos mais acolhedores. Se, por acaso, você pegar um avião de coreanos, chegando um pouco antes do seu, o controle de passaportes pode levar horas! Para ir à Rússia, é imprescindível ir através de uma companhia de turismo russa (não se consegue o visto sem a reserva de hotéis). A que utilizei chama-se Tchayka: é boa, funcionou satisfatoriamente.

O guia já estava nos esperando no aeroporto, esse é o tipo de conforto considero imprescindível na hora chegada. Chamava-se Igor (comme il faut!!!), e foi incansável. Desde ajudar a resolver problemas de mala extraviada, até carregá-las, sempre com tudo organizado em mãos – tickets dos museus, do metrô, etc. Uma das primeiras coisas que nos falou foi que iria ficar conosco o tempo todo até instalar-nos no trem para São Petersburgo, nosso próximo destino, o que nos deixou bastante aliviados! É muito ruim se locomover num país onde você não fala e nem entende a língua; e mais complicado ainda é que também não dá para ler quase nada, porque o alfabeto russo de 32 letras é o cirílico (criado no ano 863) utilizado até hoje com algumas modificações. O russo pertence ao grupo de línguas eslavas orientais junto com o ucraniano e o bielorrusso.
Fomos para o hotel Hyatt Araras que é muito bom. Quartos amplos, serviço impecável. Dois bons restaurantes – um no último andar com uma linda vista para o Kremlin. SPA, piscina, sauna, massagens e sala de musculação, e o outro restaurante no térreo. Aliás jantamos no do último andar é bem bom.
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Vista do Kremlin com lua quase cheia do terraço do Hotel – Foto Yeda Saigh

Um pouco da história de Moscou

Quando estive na Rússia há 30 anos, o serviço do hotel era péssimo: os lençóis uma lixa e o menu do restaurante tinha várias páginas, mas na verdade só dois pratos óbvios: frango à Kiev e strogonoff. Outro item bem importante naquela época: o passaporte ficava preso na administração do hotel. A comparação com o passado me deu até mais prazer para apreciar as mudanças.Uma coisa nos impressionou desde que chegamos: a beleza das mulheres, loiras, magras, altas, lindas e muito bem vestidas!

Ao longo de quase seis séculos, Moscou desempenhou um papel muito importante na história da Rússia: além de ser a capital é uma das principais cidades do mundo e a mais importante do país em população, em atividade econômica e produção cultural e científica. Localiza-se no centro da vasta planície da Rússia européia e a data da fundação da cidade é 4 de abril de 1147. Moscou foi saqueada por mongóis várias vezes em sua história. Foram então reforçadas as defesas do Kremlin e, a partir daí, a cidade cresceu. No fim do século XV, Moscou consolidou-se como capital da Rússia.Com o estabelecimento da dinastia Romanov, em 1613, Moscou passou a crescer em relativa paz. Nos três séculos seguintes houve vários distúrbios provocados pelas péssimas condições das classes desfavorecidas.

Em 1712 a capital da Rússia foi transferida para São Petersburgo e levando grande parte dos nobres, comerciantes e artesãos. Durante o século XVIII a cidade manteve a liderança na vida cultural da Rússia. Em 1755 fundou-se a Universidade de Moscou, a primeira do país.

Em 1812, as tropas de Napoleão Bonaparte entraram em Moscou, mas o inverno rigoroso, a falta de comida e a tática do exército russo expulsaram os franceses. Com a ascensão dos bolcheviques, em março de 1918, Lenin transferiu a capital de São Petersburgo para Moscou e congresso soviético criou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Em dezembro de 1941, durante a segunda guerra mundial, o Exército alemão chegou a menos de 40 km do Kremlin. Foi implantado o estado de sítio, com fábricas fechadas e boa parte da população evacuada. Grande parte dos residentes atualmente não é natural de Moscou. O centro da cidade registra a maior densidade demográfica, mas a maioria da população vive hoje no subúrbio e perde no mínimo duas horas de transporte entre a casa e o trabalho.

Segundo dia

Construído durante o governo de Joseph Stalin, em 1935, o metrô de Moscou é um dos mais frequentados do mundo (umas 8 milhões de pessoas sobem e descem dos vagões por dia, numa cidade de pouco mais de 10 milhões de habitantes) e tem 171 estações, numa rede de 12 linhas. Algumas estações, construídas durante a Segunda Guerra Mundial ou que passam sob o rio Moscou, são profundas e foram planejadas para serem abrigos seguros em caso de bombardeio. Visitamos várias delas. É uma experiência, andar de metrô em Moscou! As estações são lindas! Muito amplas e algumas bem luxuosas.

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Metrô da época de Lenin – Foto Yeda Saigh

É interessante que foi sob o regime de Stalin, entre os anos 30 e 50, que surgiram as estações mais grandiosas, com lustres suntuosos e decoração palaciana. Paradoxalmente, em todas elas, a ideologia da revolução comunista está presente, seja na quase onipresença da figura do ditador, seja nos afrescos e estátuas que remetem ao trabalhador, sempre em ação no seu ofício ou claramente feliz. É o luxo para todos à maneira do realismo soviético, isto é, opulência severa.

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Metrô da época de Stalin – Foto Yeda Saigh

As estações construídas sob os governos de Nikita Kruschev e Leonid Brezhnev, entre os anos 50 e 70, ganharam ares mais austeros, com iluminação e decoração bem mais simples, apenas com azulejos e colunas cujas formas e cores as diferenciavam. Dos anos 80 para cá, as novas estações voltaram a ser mais extravagantes e arrojadas.

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Metrô da época de Kruschev e Brezhnev – Foto Yeda Saigh

Fomos ao museu Panorama Borodinó, inaugurado em 1962. Foi construído para comemorar os 150 anos da batalha travada entre as tropas francesas de Napoleão e os soldados russos (1812), sob o comando do Marechal de Campo Kutuzov, há apenas 129 km de Moscou. Diria que esse museu foi especialmente construído para exibir ao longo da parede do grande salão redondo, uma enorme “pintura” circular, de cerca de 120 metros, do artista russo Franz Roubaud, representando o momento particularmente dramático e decisivo da Guerra dos Russos com Napoleão. Essa é, em suma, a grande atração do museu. Na minha opinião, nem é tão interessante assim. Tudo na Rússia tem sempre por trás uma mensagem ideológica, que parece exaltar suas vitórias marciais. No final da exposição cheguei à conclusão que nem os russos, nem os franceses ganharam a guerra: empataram!!!!

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Museu Borodinó – Foto Yeda Saigh

Fomos visitar a Catedral do Cristo Salvador – a catedral de São Basílio com suas cúpulas coloridas é o cartão postal da Praça Vermelha, mas por dentro a do Cristo Salvador é mais bonita e mais importante para os ortodoxos russos.

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Catedral do Cristo Salvador – Foto Yeda Saigh

O guia Igor nos levou para comer blinis na rua vendidos em carrinhos (são pequenas panquecas típicas da gastronomia local e o mais incrível é que está escrito pankakes). Tem de tudo, desde com recheio de queijo e presunto até de caviar vermelho (salmon) que achei a melhor. Almoçamos num restaurante bem simpático: salada e pizza em estilo russo. De lá, fomos para a Praça Vermelha: a mais famosa de Moscou, conhecida pelos desfiles militares soviéticos, durante a era da União Soviética. A praça separa a cidadela real, o Kremlin, do bairro histórico de Kitay-gorod. A Catedral de São Basílio, o Mausoléu de Lenin e o Museu de História também estão na Praça Vermelha. Não fomos ao Mausoléu de Lenin, porque a fila era enorme e quando visitei nos anos 70, já não tinha achado tão interessante.

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Catedral de São Basílio – Foto Yeda Saigh

O nome de Praça Vermelha não deriva da cor dos tijolos ao seu redor, nem da associação da cor vermelha ao Comunismo. Na verdade, o nome surgiu porque a palavra russa красная (krasnaya) pode significar tanto “vermelho” como “bonito”. A palavra foi empregada originalmente (com o sentido de “bonito”) à Catedral de São Basílio, e foi mais tarde transferida à praça adjacente.

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Praça Vermelha – Foto Yeda Saigh

O que nos chamou a atenção foi que colocaram um monte de brinquedos de plástico colorido no meio da praça para crianças, o que nos decepcionou bastante porque impediu de apreciar a perspectiva da praça.

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Brinquedos na Praça Vermelha – Foto Yeda Saigh

Jantamos no restaurante The Most, ótimo, comida muito boa e dá para ir a pé do hotel onde estávamos hospedados.

Terceiro dia

Visita ao Kremlin
A mera pronúncia do nome Kremlin, ainda hoje desperta sensações de calafrios, ao lembrar que os rumos do mundo eram decididos aqui. Dá a mais profunda curiosidade, por sua importância histórica, religiosa e eventualmente artística. O Kremlin, com sua imponente fortaleza, formando um imenso triângulo, é um conjunto de prédios, palácios e igrejas, que revelam a trajetória da Rússia desde sua primeira fortificação, em torno de do ano de 1150.

Esse país expandiu-se em termos de dimensão física e de poder ao longo de reinados, principados e governos, em especial com os investimentos de Ivan, o Terrível, no final do século 15. Foi palco da história universal, com a derrota de Napoleão; e, da dissolução do Congresso, no recente ano de 1991, que culminou com o fim da URSS. Muitos de seus prédios ainda são escritórios governamentais.

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Vista do Kremlin à noite – Foto Internet

Para muitos, no entanto, a grande atração do Kremlin é a praça das catedrais. Ela é formada pela Catedral da Anunciação, pela Catedral do Arcanjo São Miguel, pela Catedral da Assunção, e pela Igreja da Deposição do Manto Sagrado de Nossa Senhora.

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Catedral da Anunciação – Foto Yeda Saigh
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Catedral da Deposição do Manto Sagrado de Nossa Senhora – Foto Yeda Saigh

A muralha vermelha que cerca o Kremlin e suas dezenas de torres asseguram que você está na Rússia, visão arrebatadora da fachada ao longo do rio. É no lado oeste do triângulo que está uma de suas áreas mais agradáveis, os Jardins de Alexandre, considerado o primeiro parque público de Moscou, onde turistas, moscovitas e guardas russos respiram o pouco de área verde que há no centro da cidade. No canto norte fica a Tumba do Soldado Desconhecido, onde uma chama eternamente acesa homenageia os mortos da Segunda Guerra Mundial. A muralha do Kremlin contém 20 torres, das quais a principal é a Torre do Salvador.

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Jardins de Alexandre – Foto Internet
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Muralhas do Kremlin – Foto Internet

Depois, fomos visitar o Museu do Arsenal. O museu reúne uma infindável coleção de relíquias dos séculos de governança e pujança da Igreja Ortodoxa e da realeza russa. Muitas peças foram presentes de outros países aos czares e à suas esposas.

Entre os muitos destaques: as armas e as armaduras (séc. XII), que dão nome ao museu; os tronos antigos, entre eles o da imperatriz Elizabeth e o de Ivan, o Terrível; o guarda-roupa real com tecidos bizantinos de 1322; os vestidos de longas caudas das czarinas (diz-se que só Elizabeth tinha mais de 15 mil trajes) e as luxuosas carruagens (séc. 16 a 18), todas talhadas em dourado. No segundo andar, a prataria barroca (séc. 17 e 18). Mas, talvez o mais fascinante do museu sejam os lendários Ovos de Fabergé. A Joalheria da empresa Fabergé, fundada em São Petersburgo (1842), foi um dos maiores patrimônios da nobreza russa e européia. Tornou-se célebre ao lapidar pedras preciosas, cigarrilhas, vasos e os “ovos de Páscoa” com incríveis surpresinhas, que os czares davam de presente.

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Museu do Arsenal – Foto Yeda Saigh

Almoçamos num restaurante típico russo comum e fomos dar uma volta pela cidade de carro. Passamos pela Universidade que é conhecida como uma das Sete irmãs de Moscou. As Sete Irmãs são edifícios que impressionam tanto pelo gigantismo, quanto pela arquitetura e por seus símbolos comunistas, como a estrela de cinco pontas e a foice e o martelo, sobreviventes à queda da cortina de ferro. Os sete arranha-céus foram construídos por ordem do líder comunista Joseph Stalin e dominam o horizonte de Moscou. Cada “irmã” ganhou um destino: hotel, sede de órgão público, residência. Uma das mais impressionantes abriga a Universidade Estatal de Moscou.

Com 236 metros de altura, muitas lendas cercam esse prédio. Dizem que ali foi construído um bunker nuclear. E salas criogênicas, para conservar os líderes comunistas. Seus 36 andares estão localizados no alto de uma colina, bem em frente ao mirador Vorobyovy. A localização é perfeita: de Vorobyovy, pode-se avistar as Sete Irmãs, além de outras atrações moscovitas como o estádio das Olimpíadas de 80, o rio Moscou e o convento Novodevichy. São verdadeiros caixotes cinza e enormes, e sem nada para dizer. Na minha opinião, é uma arquitetura muito pesada e feia que se pode associar à época política em que foi construída.

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Universidade de Moscou – Sete Irmãs – Foto Yeda Saigh

Condomínio bilionário

Passamos por um condomínio bilionário que nos impressionou muito. Preço: US150.000,00 o metro!!! Não acreditamos na informação do nosso guia e perguntamos se ele tinha certeza desse preço e ele respondeu que sim!! Vários prédios dentro de um grande terreno com lojas, supermercado, e todas as facilidades que esses bilionários precisem, sem ter que sair de lá.
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Condomínio bilionário – Foto Yeda Saigh

Curiosidade – Ponte onde os recém casados passam e penduram um cadeado numa árvore para ficarem trancados um no outro, no final da ponte tem uma praça com um banco onde os noivos se sentam um de cada lado para medirem o equilíbrio.

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Ponte com árvores com cadeados – Foto Yeda Saigh

Fomos assistir a Ópera Nabuco no Teatro Bolshoi, maravilhosa! Tínhamos comprado os tickets pela Internet, o que foi essencial porque já estava esgotada! Cenário de ferro muito criativo, cantores ótimos. A música de Verdi sempre faz bem a alma. Escutar principalmente o coro dos escravos hebreus Va Pensiero, é de arrepiar de tão lindo. Jantamos no restaurante Bolshoi. Ótimo, além de ser walking distance do hotel , o que as pernas agradecem depois de um dia tão especial!

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Teatro Bolshoi – Foto Yeda Saigh

Quarto dia

Fomos ao Museu Púshin de Belas Artes, que é o maior museu de Moscou dedicado à arte européia, e um dos maiores do mundo neste gênero. São vários prédios: as pinturas dos séculos XIX e XX estão num edifício (artistas europeus, franceses e espanhóis) e a arte antiga está em um outro prédio. O guia nos disse que chamam esse museu de “museu falso”, porque é tudo cópia da época dos soviéticos. O motivo é para que os estudantes pudessem aprender arte aqui, sem ter que sair da Rússia (também nem que quisessem poderiam porque era proibido sair do país). Em contrapartida, na parte egípcia, as múmias são autênticas.Almoçamos no restaurante Armênio do hotel que é muito bom, que recomendo. Já com as malas no ônibus, fomos visitar a casa-museu Leon Tolstoi, como eles denominam na Rússia.

Leon Nikolayevich Tolstoi (1828-1910), romancista e filósofo russo, nasceu em uma família de camponeses da região do Volga. Tolstoi estudou direito e línguas orientais mas nunca chegou a se formar. Guerra e Paz é um dos seus romances mais famosos. A casa é muito simpática, uma grande casa de campo no meio de um jardim muito bonito. Dá exatamente para sentir como ele vivia lá. Está toda mobiliada como era no tempo dele. Chamou-me a atenção as duas salas de jantar: no andar de cima, uma para uso diário e no debaixo, uma para visitas. Muitos músicos, escritores e intelectuais famosos da época frequentavam sua casa. Tinham10 filhos. Parecia uma família muito feliz.

Curiosidade Fresquíssima

Sobre a vida do escritor José Saramago, que morreu há dois dias li que: “não pode freqüentar uma universidade, começando a vida como serralheiro mecânico. Sua escalada social, portanto, teve início pela literatura de outros autores. Autodidata, após publicar o primeiro romance, Terra do Pecado (1947), começou a traduzir escritores como Tolstoi e Baudelaire, tendo sido influenciado especialmente pelo russo em sua defesa política dos menos favorecidos.”
(Sabático – O Estado de São Paulo – 19 de junho de 2010)Fomos para a estação de trem pegar o comboio, como dizia o nosso guia, para São Petersburgo. Demos adeus à Igor, um ótimo guia, que nos colocou dentro do trem com as malas, como havia prometido no início do trabalho. Saímos às 7h45 e chegamos às 11h40 pontualmente. Servem jantar durante o trajeto, não é dos melhores, mas dá para matar a fome. As funcionárias do trem são todas uniformizadas, bonitinhas, de chapéu e luva. Ficam do lado de fora para nos receberem mas, quase nenhuma delas fala inglês e, quando falam, nota-se a grande dificuldades no idioma. Na estação nossa segunda guia Irina, muito simpática, já estava nos esperando. Bem mais frio que Moscou (10 graus) seguimos para o hotel, que fica há uns cinco minutos da estação. Chama-se Grande Hotel Europe, que segundo a guia, é o melhor hotel de São Petersburgo. Bem grande, animado, muito bem localizado no centro da cidade, com cinco restaurantes e várias lojas.

 

Um pouco da história de São Petersburgo

Em 1 de maio de 1703, durante a Grande Guerra do Norte, Pedro, o Grande capturou a fortaleza sueca de Nyenskans sobre o rio Neva na Íngria. Algumas semanas depois, em 27 de maio de 1703 a 5 km distante do Golfo da Finlândia, ele construiu a Fortaleza de São Pedro e São Paulo, que se tornou a primeira construção de tijolo e pedra da nova cidade. Denominou a cidade mais tarde de acordo com seu santo padroeiro, São Pedro, o apóstolo.
Pedro mudou a capital de Moscou para São Petersburgo em 1712.Muito embelezada pelos czares posteriores, tornou-se a mais européia e cosmopolita das cidades russas. A aristocracia russa tinha pendores iluministas, falava francês e queria ter a sua própria Paris. Daí surgiram palácios magníficos, jardins como o de Luxemburgo, igrejas que se assemelham ao Vaticano e belos acervos de arte.Em 1914 São Petersburgo teve seu nome mudado para Petrogrado: com a morte de Lenin em 1924, foi rebatizada de Leningrado e em 1991, a população decidiu, em referendo, pelo retorno do nome original. Muito maltratada durante a II Guerra Mundial, onde mais de um milhão de habitantes morreram durante o cerco nazista, foi lentamente reconstruída, e tem vivido anos de prosperidade desde as gestões do presidente Vladimir Putin, que nasceu aqui. Em 2010, com quase 5 milhões de habitantes, continua sendo a mais européia e cosmopolita de todas as cidades russas.

Quinto dia

O Café da manhã do hotel é maravilhoso, desde caviar vermelho, champagne, todo tipo de pães, frutas, queijos, presuntos e uma linda russa tocando harpa. Fomos visitar a fortaleza São Pedro e São Paulo, construída por Pedro o Grande, para deter os ataques suecos no século 18. O czar Nicolau II, deposto pela Revolução de 1917, e sua família encontraram a última morada na Igreja de Pedro e Paulo, dentro dessa fortaleza, que deu origem à cidade. E não foram só eles: em seu interior há vários túmulos de membros das dinastias, que antes comandaram o país.O trânsito estava muito ruim e, os russos, pelo que pudemos observar, são muito obedientes e não mudam o programa previsto de jeito nenhum. Acho que ainda é um traço herdado da época soviética. Tudo muito burocrático. Para entrar no país, no hotel, no museu, assinam e carimbam inúmeros papéis. Não dá para saber o que fazem com tantos papéis inúteis. Será que depois pagam alguém para destruí-los? Mas, como os brasileiros não são assim tão rígidos em matéria de programação, reclamamos bastante, e a nossa guia Irina por fim mudou o itinerário e pudemos mudar a programação.

São Petersburgo é uma cidade linda! A cidade é toda da mesma altura, não tem prédios altos, fica a beira do rio Neva e de vários afluentes, com muitas pontes. A Av. Nevskij é a mais importante, a maior da cidade. Vimos muitos edifícios famosos. A guia foi nos mostrando e explicando tudo de dentro do ônibus: igrejas, a praça dos teatros, museus. Como o trânsito estava engarrafado, foi bom para ajudar a passar o tempo. Passamos pela Ponte do Suspiros e pela Ponte dos Beijos. Visitamos Catedral St. Isaac, linda, túmulo de todos os czares, com colunas de malaquitas verdes maravilhosas, verdadeiras jóias. Do lado externo, as colunas são monolíticas em granito (e dá para ver os furos dos tiros da 2a Guerra Mundial).

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Museu Hermitage – Foto Yeda Saigh

Às margens de um dos braços do rio Neva, que corta São Petersburgo, a Catedral da Ressurreição tem mosaicos coloridos como a de São Basílio. Foi erguida no lugar onde foi assassinado o czar Alexandre II, em um atentado à bomba em 1881. A areia manchada por seu sangue é conservada em uma das cúpulas da igreja.

Os franceses deram de presente aos russos uma ponte sobre o Neva, linda e os russos em troca, deram a ponte Alexandre III, que é em frente ao Grand Palais. Fomos à uma loja de artigos típicos muito boa chamada Beluga. Vendem desde vison tricoté, lindos xales floridos, casacos de pele, até caviar; e com ótimos preços. Almoçamos no Café Europe, que é um dos vários restaurantes do hotel.

Curiosidade – O Grand Hotel Europe onde estávamos pertence à cadeia do Oriental Express. Vi um filme do Hotel Copacabana no Rio de Janeiro na televisão do quarto (passam filmes de publicidade de todos os hotéis do Oriental Express).

Programa obrigatório na Rússia é o Ballet Bolshoi no Teatro Marzinek, é maravilhoso! (compramos também pela internet e os ingressos foram entregues no hotel). Os preços na Rússia são caríssimos. Antes do ballet, no bar do teatro, pagamos o absurdo de US 300,00 por quatro taças de champagne, uma água perrier e 4 tortinhas!!! O ballet foi a Bela Adormecida, um cenário maravilhoso! Bailarinas estupendas, o noivo era fantástico. Acabamos a noite jantando no restaurante Caviar (do hotel) com música ao vivo. Cantora clássica, nos brindou com áreas da ópera Carmem.

Sexto dia

Fomos ao Museu Hermitage, genial! Um dos maiores museus de arte do mundo conta com um acervo de mais de 3 milhões de peças. Coleção iniciada pela czarina Catarina, a Grande. Para compor seu acervo pessoal, ela contava com os conselhos, por correspondência, dos iluministas franceses Voltaire e Diderot.

 

Outro templo ortodoxo em São Petersburgo, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan guarda o coração do general russo Kutuzov, herói nacional na guerra contra Napoleão, imortalizado na obra Guerra e Paz, do escritor Leon Tolstoi. Pela arquitetura similar à da Basílica de São Pedro, os russos a chamam de “nosso Vaticano”.

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Interior do Museu Hermitage – Foto Yeda Saigh

O museu fica no antigo Palácio de Inverno, residência oficial dos czares russos. Faz parte de um complexo de edifícios, que inclui também o Teatro (fechado à visitação), o Grande Hermitage, o Pequeno Hermitage e o Novo Hermitage. As fachadas dos edifícios já são obras de arte, que atraem as câmeras dos milhares de turistas, que visitam o museu diariamente. Não é por acaso que o Hermitage é considerado patrimônio arquitetônico mundial.

Lá dentro, El Greco, Raphael, da Vinci, Cézanne, Rembrandt, Renoir, Picasso são apenas alguns nomes que enchem suas 1.057 salas. São imperdíveis as salas do trono e a dedicada aos heróis russos, que combateram na guerra napoleônica. Imprescindível também é admirar as escadarias, janelas, assoalhos originais, tetos e lustres, que compõem a decoração do museu.

Tudo isso faz do Hermitage a maior atração de São Petersburgo. Existem galerias de arte, existem os museus, existem os grandes museus e, então, existe o Hermitage. Para se ver bem leva-se uma semana. Tem um tour (a guia nos contou) de uma semana, indo todos os dias ao Hermitage, de 10h00 da manhã às 5h00 da tarde. Segundo meu amigo Oscar, no final a pessoa tem direito a se enforcar!!!!

A parte do palácio onde moravam é maravilhosa! Depois tentamos ir ao Palácio de Verão de Pedro o Grande em Petrodvorets, mas desistimos depois de ficar 2h30 no trânsito! A explicação dada pela guia foi que Wladimir Putin (ex-presidente) estava na cidade para comemorar o aniversário de São Petersburgo (307 anos), motivo pelo qual fecharam metade das ruas. Aliás, é um hábito comum na Rússia: fecham todas as ruas para uma autoridade passar e o trânsito torna-se ainda mais infernal.

Fomos ao restaurante Bakul armênio famoso na cidade para almoçar, mas não ficamos porque estava totalmente vazio, então resolvemos ir ao restaurante chinês do hotel, muito bom! Em frente ao hotel, tem um teatro da Orquestra Filarmônica de São Petersburgo que é maravilhoso! É só atravessar a rua, acaba sendo muito prático, principalmente porque aqui chove e venta muito: segundo eles só não chove 70 dias por ano.

Sétimo dia
Fomos ao palácio de verão de Catarina II: é um palácio estilo Rococó, que serviu de residência de Verão aos Czares. Localizado na cidade de Tsarskoye Selo (Pushkin durante o período soviético), fica a 25 km de São Petersburgo. A residência teve origem em 1717, quando Catarina II encarregou o arquiteto Johann-Friedrich Braunstein de construir um palácio de verão para seu prazer.
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Residência de verão de Catarina II – Foto Yeda Saigh
A ida até lá demorou apenas 40 minutos, porque era sábado e não tinha trânsito. Maravilhoso! A grande atração é a sala de âmbar, muito famosa e vale a pena porque é deslumbrante!! Os jardins também são incríveis.
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Sala de Âmbar – Foto Yeda Saigh

História de Catarina II

Catarina II, a Grande nascida Sofia Augusta Frederica von Anhalt-Zerbst, era alemã. Foi uma imperatriz déspota, que reinou de 1762 a 1796. Catarina subiu ao poder após uma conspiração contra seu marido, o czar Pedro III (1728 – 1762), que acabou deposto e logo depois assassinado. Dizem que ela fez parte dessa conspiração. Logo depois virou rainha, e fez um ótimo governo, tendo seu reinado sido o ponto alto da Nobreza Russa. Contam que teve 187 amantes! não gostava de seu filho Paulo, mas gostava de seu neto Alexandre. Apesar das amizades de Catarina com os intelectuais do Iluminismo na Europa Ocidental (em particular Denis Diderot, Voltaire e Montesquieu), a Imperatriz não melhorou as condições de vida dos súditos mais pobres. O reinado de Catarina revitalizou a Rússia, que cresceu ainda com mais força e tornou-se conhecida como uma das maiores potências européias.Na visita ao palácio havia fila para todo lado. Em cada sala você tem que esperar sair um grupo para entrar outro. É um pouco cansativo, mas vale a pena ver. Voltamos à São Petersburgo e fomos ver a igreja de São Nicolau dos Marinheiros, linda. Atravessamos a ponte dos Suspiros para ver as esfinges. Eles têm uma superstição – você tem que por a mão na boca de uma delas e tirar uma foto para ganhar muito dinheiro. Claro que obedecemos este “regulamento” e tiramos a foto!!!

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Rita e Oscar cumprindo a superstição da Esfinge – Foto Yeda Saigh

Almoçamos no Terrasse do Hotel: blinis com caviar vermelho muito bons. Fomos ao Shopping de lojas das russas mais chiques. O Centro Comercial tem muitas grifes, mas nem se compara com o de Moscou. Esse Centro Comercial foi feito por Catarina II, o primeiro feito na Rússia (e acho que no mundo) em 1780!!!! Mas, a construção é um pouco antiga e meio desajeitada para lojas. Fomos a pé a um show folclórico, porque as ruas estavam fechadas por causa da festa da cidade. Vimos o Putin no carro. Incrível, a guia nos disse que nos viu na TV no jornal das 9 da noite!!!! Será que ficamos famosos por lá??? O show é de danças típicas russas, e o Nikolayevsky Palace onde passa o espetáculo, é muito bonito. Meu amigo Oscar foi tirado para dançar balalaika e fez o maior sucesso. Jantamos no restaurante Europa do hotel, considerado o melhor da cidade, com música ao vivo.

Oitavo dia

Fomos ao castelo do Príncipe Youssoupov, onde Rasputin foi assassinado. O monge Grigori Rasputin, assassinado em 1916, foi um dos personagens mais enigmáticos e espantosos do período que antecedeu a Revolução Russa de 1917. Era uma mistura de homem, santo, milagreiro com charlatão, que mesmo sem ter formalmente nenhum cargo no governo imperial russo, exerceu enorme influência na última fase de vida da dinastia Romanov. O monge Grigori Rasputin frequentava a corte russa desde que uma aia do palácio o havia apresentado a czarina Alexandra Fedorovna. Em 1905 ele se tornara a eminência parda do governo.
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A última ceia de Rasputin – Foto Yeda Saigh

O Palácio dos Príncipes Youssoupov, uma das famílias mais ricas, nobres e famosas da histórias Russa, é outro dos pontos obrigatórios na visita a São Petersburgo. Construído no século XVII foi sucessivamente reformado pelos melhores arquitetos da época. A fachada imponente sobre o rio protege um interior cheio de salas ricamente decoradas. É uma obra prima da arquitetura do século XIX. Visitamos um elegante teatro familiar em estilo rococó com 180 lugares, um salão árabe exótico e nos impressionou um lustre gigantesco num dos salões, feito de papel maché.

Nesta casa, na cave preparada para esse fim, foi assassinado Rasputin, por um grupo de monárquicos, capitaneados pelos filhos dos donos da casa. A cena está ilustrada no próprio local por figuras em cera. É realmente impressionante fazer esse tour. Começamos entrando pela mesma porta que Rasputin entrou naquela fatídica noite de 16 de Dezembro de 1916. E de lá seguimos todos seus passos. Depois de passarmos por corredores sombrios e uma escada escondida, chegamos numa sala onde estavam cinco homens (de cera): o príncipe Félix Youssoupov, o médico da família, e mais três homens envolvidos no plano para matar Rasputin. O czar Nicolau e a czarina Alessandra não sabiam de nada. A guia nos contou que o médico colocou dois quilos de veneno num doce que Rasputin comeu e mesmo assim não morreu. Deram mais três tiros e ele ainda conseguiu sair andando. Então, foi preciso o príncipe dar mais dois tiros para ele finalmente morrer em paz, ou melhor, em agonia!

Saímos de lá direto para o aeroporto, para pegar o avião de volta a Paris, com nossos corações cheios de vibrações soviéticas!!!

Para terminar um pensamento de Fedor Dostoievski:

“Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça?”

Da svidánha (adeus em russo) Rússia!

Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

21 comentários em “Uma Viagem à Rússia

  1. Ainda estou lendo o artigo da Russia. Já estou em S. Petersburgo, no Hermitage. Estou gostando muito As suas fotos são muito boas e bem colocadas.Depois eu dou o “parecer final”
    Bj
    Lina

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  2. Yeda
    Acabeide ler o artigo sobre a Rússia. É muito bom e simpático. As fotos, ótimas: as do Hermitage de Tsarskoye Selo são ótimas. A Rita e o Oscar uns artistas. Não tinha idéia de que o trânsito na Rússia fosse assim. Vivendo e lendo a Yeda se aprende. Beijos
    Lina

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  3. Oi Yeda !!!
    Tenho ADORADO ver seus comentários de viagem.
    Estive em Buenos Aires e aproveitei tuas dicas.
    Quando sai o livro???
    Foi ótimo também ver a Rita / Oscar nas fotos da Russia.
    Beijos e muito obrigada por me incluir em seus deliciosos emails.
    Maria Angela

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  4. Querida Yeda,
    Lolo vai lhe dizer o mesmo que eu: nos deu saudade.
    E BRAVA!, poucas pessoas conhecidas viram Moscou como você e seus companheiros de viajem (não utilizo neste caso a palavara “excursão”, seria uma ofensa).
    Um abraço,
    beijos,
    Mario

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  5. Oi, Yeda.
    Encontrei seu blog e achei muito interessante.
    Estou indo para a Rússia no próximo mês e estou com algumas dificuldades. Gostaria de saber se você pode me ajudar.
    Você poderia me indicar o site no qual você comprou os ingressos para o Ballet Bolschoi. Estou procurando, mas não estou certa da segurança dos sites que encontrei.
    Outra coisa: gostaria muito de ir no Caviar Bar do Grande Hotel Europe, mas queria ter noção de quanto caro é o restaurante.
    Se puder me ajudar, agradeço muito.
    Edna Santiago.

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  6. Foi interessante ler este texto.É verdade o nosso pais é muito bonito e tem uma história rica.Acho muito mal que o pais ainda não esta bem preparado para receber turistas, não ha indicações nas ruas e no metro.Também perde-se muito tempo com a burocracia,que podia ser aproveitado para conhecer melhor do pais.Eu aconcelho sempre ter a guia para evitar as situações imprevistas.Спасибо(obrigada)

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