Quem cruzou todos os mares pode pensar que viajou e conheceu, mas no fim e em conclusão cruzou somente a monotonia de si mesmo.

…um viajante de si mesmo porque se a libertação não está em mim, não está, para mim, em parte alguma.
Bernardo Soares (pseudônimo de Fernando Pessoa)Sobre minha crônica da semana passada, “Saindo de Lisboa”, é preciso lembrar – pelo menos a nós brasileiros, acostumados com a dimensão quase continental de nosso País (cerca de 8.514.876 km²), que os lugares citados naquele texto, criam um roteiro de viagem de no máximo 100 kms; pouco mais, pouco menos, com alguns desvios subjetivos de cada viajante. É importante afirmar isso, para que se tenha a real dimensão de quanta história a ser visitada em Portugal (92.090 km2), que pode ser percorrida facilmente em um curto espaço de tempo, uma vez que as distâncias por lá não são como as daqui. Tudo é muito perto.
Dito isto, vamos viajar dessa vez para alguns lugares interessantes ao norte de Portugal, antes de terminarmos a viagem de volta a Lisboa.

Existem vôos da TAP que vão direto de São Paulo para o Porto; é uma boa pedida ir direto para lá, visitar as cidades ao norte e depois ir para Lisboa de trem, uma viagem super gostosa.

 

Porto

O mais importante da cidade do Porto são as visitas as Caves em Vila Nova de Gaia. Percorre-se os armazéns onde o vinho do Porto é elaborado e amadurecido e pode-se provar as diferentes variedades. Entre as caves mais importantes e conhecidas estão a Quinta do Seixo, a Ramos Pinto, a Croft, a Panascal, a Vallado e a Sandeman.
Após a fundação do reino de Portugal, as duas povoações de Gaia e de Vila Nova mantiveram-se autônomas. Gaia recebeu carta de foral passada pelo rei D. Afonso III em 1255 seguindo-se Vila Nova, por D. Dinis, em 1288. Em 1383, no entanto, ambas foram integradas no julgado do Porto, perdendo a sua autonomia.

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Nova Gaia – Foto Internet

Gaia, reconhecida sobretudo pela pujança agrícola, teve um papel fundamental no desenvolvimento comercial do Vinho do Porto, ali tendo se fixado no século XVIII a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, e os armazéns das diversas companhias exportadoras.

A Cave Calem é muito interessante, além de provar o vinho que faz parte da visita, não se esqueça de comprar um bom vinho do Porto.
Passear a pé pelas pontes Luiz I (feita pelo engenheiro Eugênio Eiffel) e a ponte Maria Pia, é um prazer para os sentidos. A cidade do Porto é muito bonita, e tem um comércio muito bom.
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Ponte Luiz I – Foto Internet

Alguns hotéis recomendados:

Hotel Infante Sagres, muito bonito, decoração antiga.

O Palácio do Freixo e a antiga fábrica de Moagens Harmonia abriram recentemente como pousada de Portugal, projeto de David Sinclair. O palácio foi construído em meados do Séc. XVIII é um dos mais notáveis monumentos do barroco civil português, da autoria do Arquiteto Nasoni.

A Pousada preserva toda a fachada dos seus edifícios, classificados como Monumento Nacional desde 1910 sendo constituída por dois edifícios distintos que se encontram ligados: o do Palácio, onde se situa o restaurante, bar, salas de estar e salas de reuniões e o da antiga Fábrica de Moagens Harmonia, onde se encontram os quartos, alguns dos quais, com uma magnífica vista sobre o rio. Faz parte das Pousadas de Portugal que já são. Essa pousada dá continuidade ao projeto de expansão das Pousadas de Portugal.

Hotel Boa Vista. Vista linda da Foz do Rio Douro com o Oceano Atlântico.

Restaurantes:

Don Manuel, bom.
Mauritânia – em Matosinhos, comida boa mas lugar bem simples.
Portucale no Hotel Mirador, bom.

Fundação de Serralves

Em meio a um parque muito bonito. Originariamente concebida como residência particular, a Casa e o Parque, inspirado pelos modernistas, foram mandados construir pelo segundo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral. A Casa de Serralves é um exemplar significativo do estilo art déco e foi edificada nas imediações do Porto, entre os anos de 1925 e 1944. Com o projeto de adaptação da casa em futuro museu nas mãos do arquiteto português Álvaro Siza, (o mesmo que fez o Museu Iberê Camargo em Porto Alegre e o Pavilhão de Portugal no Parque das Nações em Lisboa) surgiu em 1989 o Museu Nacional de Arte Contemporânea, da Fundação de Serralves. Ganhou o título de “Imóvel de Interesse Público” em 1996. A Fundação de Serralves, uma das principais instituições culturais portuguesas e a mais relevante do Norte de Portugal, abriga além do moderno Museu uma Casa, um Parque, um Auditório e uma Biblioteca.
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Fundação Serralves – Foto Internet

Uma boa maneira de se conhecer uma cidade, não estou falando só do Porto mas de qualquer cidade que estivermos visitando, é fazer uma tour: geralmente tem-se uma boa idéia do todo da cidade e dos locais e monumentos mais importantes. É super fácil contatar, todo hotel oferece, é só perguntar para o concierge. Fiz isso no Porto e achei que valeu a pena!

Lugares que recomendo visitar: Igreja dos Clérigos, Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Serra do Pilar, de onde se tem uma vista impressionante da cidade do Porto e da ponte Don Luiz I, a Bolsa de Valores do Porto, Igreja S. Francisco, Igreja Nossa Senhora Conceição, muito bonita, a Estação Ferroviária de Porto São Bento: especial atenção aos vinte mil azulejos historiados do pintor Jorge Colaço, contando toda a história de Portugal e para finalizar vá a espetacular Livraria Lello, desfrute e compre um livro de Fernando Pessoa!Vianna do Castelo

Do Porto a Viana do Castelo são 73 kms. A cidade é bárbara, pequena, na beira do mar, charmosa, ruas pequenas com lojas simpáticas. Bom sanduiche no café Paris. A Igreja de Santa Luzia no alto do morro, tem uma vista maravilhosa sobre o Rio Lima e o Oceano Atlântico. De Viana do Castelo até a cidade de Braga são 62 kms. É uma cidade grande, mas não tão bonita. Vale a pena visitar a Catedral, é linda.
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Vianna do Castelo – Foto Internet

De Braga passa-se pela simpática cidade de Barcelos, apenas 24 kms, de onde vem a lenda do Galo (um camponês, devoto de Santiago de Compostela, acusado de um crime, jurou inocência e conseguiu escapar da forca dizendo que se ele fosse condenado, um galo já assado, cantaria no momento da execução. Foi o que aconteceu e ele conseguiu se salvar). Toma-se um ótimo café expresso e segue-se para Guimarães, mais 34 kms.

Guimarães

Guimarães, ao Norte de Portugal, é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo seu centro histórico considerado Patrimônio Cultural da Humanidade. Berço da nação portuguesa, Guimarães teve um papel crucial na formação de Portugal, devido ao fato de ter sido ali estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por ser a cidade onde teria nascido seu filho D. Afonso Henriques.

O Paço dos Duques de Bragança foi construído no século XV por D. Afonso, 1.º duque de Bragança. O estilo borgonhês deste palácio reflete o gosto do rei, adquirido nas viagens pela Europa. O Castelo de Guimarães, com uma posição privilegiada no alto do vizinho Campo de São Mamede, foi testemunha da luta entre as forças de D. Afonso Henriques e as de D. Teresa (24 de Junho de 1128) de Espanha. Com a vitória das armas lusitanas, e o início da nacionalidade portuguesa, este castelo passou a ser conhecido como berço da nação. Foi classificado como Monumento Nacional e, em 2007, eleito informalmente como uma das Sete Maravilhas de Portugal.
Vale uma visita ao Museu de Alberto Sampaio e ao Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro de exposições, e um café concerto: sempre tem exposições interessantes acontecendo. Guimarães prepara-se para ser Capital Européia da Cultura em 2012, juntamente com Maribor, cidade da Eslovênia.
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Castelo dos Guimarães – Foto Internet

Um outro passeio a fazer é sair de Lisboa e ir até Coimbra, passando por Bussaco. Gasta-se três dias e vale a pena.

Bussaco
Antigo Pavilhão de caça de D.Carlos I, enorme e lindo, cercado por uma floresta que tem 32 hectares. Hoje é um hotel, tem uma decoração meio pesada com armaduras de cavaleiros medievais que até assustam os hóspedes à noite quando passam pelo hall para ir jantar. Vale a pena dar uma volta pelos jardins! De Bussaco até Coimbra são mais ou menos 25 Km.
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Palacio de Bussaco – Foto Internet

Coimbra

Não deixe de visitar a Biblioteca da Universidade, que é belíssima: as escadas de acesso aos livros, embutidas no batente é uma idéia muito boa, porque deixa o local ainda mais bonito, sem as escadas à vista. As colunas são de ouro folheado, tendo vindo o “nobre metal”, do Brasil Colônia. A vista sobre o rio Mondego, a partir do patamar do pátio da universidade, é linda.
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Biblioteca de Coimbra – Foto Internet

De lá pode-se ir a “Portugal dos Pequeninos” que são casinhas miniaturas das diversas regiões de Portugal. Não se esqueça de tirar fotos engraçadas na “Cidade dos Pequeninos”, como também a chamam.

Passa-se pelas ruínas romanas de Conimbriga, local arqueológico muito interessante. Há estudos sobre o fato de que a região foi habitada desde o século lX AC. No século I, os romanos fizeram de Conimbriga uma cidade próspera, mas com as invasões bárbaras, foi totalmente saqueada, sobrando só estas ruínas. Desde 1910, Conimbriga foi consagrada como Monumento Nacional e protegida por lei. É um passeio rápido e interessante.

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Ruinas de Conimbriga – Foto Internet

No caminho passa-se por plantações de oliveiras de 300 anos: quanto mais velha melhor disse-nos o guia; pena que não seja assim com as pessoas!! Aconselho a almoçar em Tomar, na “Estalagem de Sta. Iria”, ao pé do rio Nabão: há uma festa popular dos tabuleiros a cada 2 anos: ganha o tabuleiro mais bonito que deve ter a altura da pessoa e é feito de pães, doces e flores; muito original. Come-se lá um ótimo bacalhau à Braz.

Chegando quase ao fim de nosso passeio por Portugal da história, da arte e da música, das guerras e dos deliciosos pratos, voltemos a Lisboa. Um viajante de fato, antes de deixar Portugal, tem que conhecer mais alguns pontos importantes. Vamos lá:

Torre de Belém

Classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 2007, foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal. 

O monumento fortaleza se destaca pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte. Essas características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época, em que o país era uma potência global (início da Idade Moderna). Foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.

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Torre de Belém – Foto Internet

Museu do Oriente

Um museu bastante singular. O edifício Pedro Álvares Cabral, construção portuária do início dos anos quarenta –– destinada durante a maior parte de sua longa existência, à armazenagem de bacalhau (cujo persistente odor chegou a provocar alguma preocupação na fase inicial da obra), foi transformada através de um excelente projeto, em museu para abrigar uma coleção privada de arte, focada no Oriente.
O objetivo é proporcionar aos portugueses e aos visitantes uma memória viva e atuante das culturas asiáticas e da relação secular estabelecida entre o Oriente e o Ocidente, principalmente através de Portugal.
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Museu do Oriente – Foto Internet

Parque Monsanto

Ocupa vinte por cento da área de Lisboa e é o pulmão da cidade. Formado por pinheiros marítimos nativos (“pinnus pinaster”), o Parque Florestal de Monsanto desempenha um papel essencial para os animais, servindo de refúgio a espécies com dificuldade em sobreviver à presença humana, e de abrigo e alimentação a espécies migratórias ao longo do seu trajeto. 

Restelo

O bairro mais elegante de Lisboa, ocupado por condomínios e mansões, e por isso tida como região “nobre” ou de “luxo”. Vale a pena dar uma volta e desfrutar da beleza e da paz que tem esse bairro.

 

Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva

Instalado na antiga Fábrica Real dos Tecidos de Seda (século XVIII), a Fundação foi inaugurada em Novembro de 1994 com o objetivo de estudar e divulgar a obra dos pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva. Além da seleção permanente, que cobre um vasto período da produção dos dois pintores (Arpad Szenes de 1911 a 1985 e Maria Helena Vieira da Silva de 1926 a 1986), são apresentadas regularmente exposições de artistas que com eles partilharam afinidades artísticas ou que com eles conviveram. 

Fundação Ricardo Espírito Santo Silva

O complexo da Fundação Espírito Santo compreende, além dos departamentos administrativos, a Escola Superior de Artes Decorativas, o Instituto de Artes e Ofícios e o Museu de Artes Decorativas Portuguesas (ao pé do Castelo de São Jorge e do Mirador das Portas do Sol). Este Museu, fundado por Ricardo do Espírito Santo Silva, pretende sensibilizar e desenvolver culturalmente o gosto do público. Instalado no Palácio Azurara, reúne o núcleo mais importante de mobiliário português, francês e inglês dos séculos XVII, XVIII e XIX a nível nacional; ourivesaria do século XVIII; tapeçarias de Arraiolos; faianças e porcelanas, entre outras. Integra, igualmente, trabalhos de recuperação e restauro feito pelos técnicos formados na própria Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva.

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Fundação Ricardo Espírito Santo – Foto Internet

Para terminarmos nossa viagem por Lisboa, preciso dizer que a paisagem urbana de Lisboa mudou muito nessas últimas três décadas: tem hoje um ar cosmopolita com certeza, sem abrir mão do passado histórico, das ruas e bairros antigos. Um exemplo concreto da transformação urbana da antiga Lisboa e da Lisboa cosmopolita dos dias de hoje, é o viaduto colorido de Eduardo Nery, sobre a Av. 24 de Julho, ligando duas importantes avenidas de Lisboa, sem esquecer obviamente do Parque das Nações que é o mais novo bairro de Lisboa, moderníssimo.

Se quiserem um excelente motorista, indico Pedro Mendes, simpático, educado, muito culto, sabe toda a história de Portugal e tem uma Mercedes ótima.

Atendendo a pedidos de leitores

Lisboa é a primeira cidade européia a acolher Nuestros Silencios, uma exposição de arte pública do escultor mexicano Rivelino que vai entrar em itinerância pela Europa, até 2011, passando por Madrid, Bordeaux, Bruxelas, Roma, Berlim e Londres. Em Lisboa, a exposição está na Praça Marquês de Pombal até 10 de Janeiro de 2010.

Trata-se de uma obra monumental que integra dez esculturas em bronze de 3.5 metros de altura, e que representa “tudo o que os seres humanos preferem não dizer”, segundo o seu autor.
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Nuestros Silencios – Foto Internet

Boa viagem!

Serviço:

Fundação Serralves
Rua Dom João de Castro,210
4150-417 Porto, Portugal

Paço dos Duques de Bragança
Rua Conde D. Henrique
4810-245 Guimarães, Portugal

Castelo dos Guimarães
Largo Cônego José Maria Gomes
4800-419 Guimarães, Portugal

Palace Hotel do Bussaco
Mata do Bussaco – 3050-261 Luso
Portugal
Tel. (+351) 23 1937970
bussaco@almeidahotels.com

Universidade de Coimbra
Paço das Escolas
3004-531 Coimbra, Portugal

Museu Oriente
Av. Brasília, Doca de Alcântara Norte (entrada em frente Av. 24 Julho)
Tel. (+351) 21 358.5244
info@museudooriente.pt

Parque Florestal de Monsanto
Mata de Monsanto,
Lisboa, Portugal
Tel. 21 817.0200
Tel. 21 874.3224/5/6
www.cm-lisboa.pt/pmonsanto

Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 56 – 58
1250-020 Lisboa, Portugal
Tel. (+351) 21 3880044

Museu Ricardo Espírito Santo Silva
Largo das Portas do Sol 2
1100-411 Lisboa, Portugal
Tel. (+351) 21 881.4600

Hotel Infante Sagres
Praça Dona Filipa Delencastre, 62
4050-259-Porto, Portugal
Tel(351) 223.398 500

Pousada do Porto, Palácio do Freixo
Tel: (351) 225.311.000

Restaurante Don Manuel
Rua Major Pala, 201
4430 Vila Nova de Gaia – Porto. Portugal
Tel : (351) 223.719284

Restaurante Mauritânia
Rua Brito e Cunha, 119

Restaurante Portucale
Rua da Alegria, 598

Motorista Pedro Mendes
Cel. (+351) 96 414.9405
E-mail: a.p.mendes@sapo.pt

Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

3 comentários em “Portugal IV

  1. Yeda,
    estou amando receber seus artigos de Portugal, nunca estive lá e já salvei os artigos para me
    servir de guia quando for.
    Adoro a maneira como você escreve Parabéns
    beijos
    Marilu

    Curtir

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