Artigo Lisboa II

Neste artigo vou contar um pouco da história de Portugal, porque acho importante para entendermos a nossa história. E depois falarei dos museus e das Fundações mais importantes de Lisboa.

Na minha viagem à Lisboa em maio de 2006, tive a oportunidade de ver no Museu dos Coches Reais uma exposição: “D. Amélia, uma rainha”, que me deixou encantada. A Exposição contava a história dos últimos reis de Portugal, D. Amélia e D. Carlos.

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Museu dos Coches – Foto Internet

Com a morte de seu sogro, o rei D. Luiz, D. Amélia, tornou-se rainha de Portugal com apenas vinte e quatro anos. Era filha primogênita de Luís Filipe, conde de Paris, neto do último rei da França, Luís Filipe I, pretendente ao trono francês e de Maria Isabel de Orléans-Montpensier.

O reinado de seu marido, Carlos I, enfrentava graves crises políticas. No dia 1° de Fevereiro de 1908, quando o rei D. Carlos I, seu filho Luiz Filipe e D. Amélia voltavam para o Palácio no Porto em coche aberto, no Terreiro do Paço, o rei e seu filho foram assassinados, por dois homens, diante dela. D. Amélia retirou-se então para o Palácio da Pena, em Sintra, mas apoiou seu filho, o rei D. Manuel II. Estava no Palácio da Pena, quando eclodiu a revolução de Outubro de 1910. Após a proclamação da República Portuguesa, em 5 de Outubro de 1910, D. Amélia se exilou em Londres. Depois do casamento de D. Manuel II, com Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, a rainha passou a residir em Château de Bellevue, perto de Versalhes, na França. Em 1932, morre seu filho D. Manuel II. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo Salazar ofereceu-lhe asilo político em Portugal, mas D. Amélia preferiu permanecer na França ocupada, com imunidade diplomática portuguesa.

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D. Amélia – Foto Internet

No dia 25 de outubro de 1951, a rainha D. Amélia faleceu em sua residência em Versalhes, aos oitenta e seis anos. O corpo da rainha foi então transladado pela fragata Bartolomeu Dias para junto do marido e dos filhos, no panteão real dos Bragança, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.

A primeira República Portuguesa foi de 1910 à 1926 e durou 16 anos; em seguida veio a ditadura de Salazar de 1926 à 1974; foi o mais longo regime ditatorial na Europa Ocidental durante o século XX, estendendo-se por 48 anos. Em 25 de Abril de 1974 termina, derrotada pelo Movimento das Forças Armadas e pelo povo, a longa ditadura fascista.

Conta-se que esse movimento ficou conhecido como Revolução dos Cravos pelo seguinte: as mulheres começaram a entregar cravos aos soldados, que por sua vez tomaram a iniciativa de colocá-los nas pontas dos fuzis: em vez de balas, cravos! Não aguentavam mais a guerra ultra-marina com as colônias africanas.

Uma curiosidade de Salazar – Dizem que Salazar gostava de passar as férias no Forte Julião, caminho de Lisboa para Cascais (onde o Tejo encontra o Atlântico) e tinha o hábito de sentar-se numa cadeira para ler o jornal e apreciar a vista. Um dia caiu no chão porque a cadeira quebrou. Desse dia em diante, teve sérios problemas de saúde devido a queda até vir a morrer. Daí o fato de que quando perguntado aos portugueses, como morreu Salazar, a resposta provocar risos: porque caiu da cadeira!

De 1974 para cá Portugal voltou a ser uma república democrática.

Museu dos Azulejos
O museu, um dos mais importantes entre os museus nacionais, tem como objetivo fazer com que a história do Azulejo em Portugal seja conhecida e divulgada, procurando chamar a atenção da sociedade para a necessidade e importância da proteção, daquela que é a expressão artística diferenciadora da cultura portuguesa no mundo: o Azulejo. Encontra-se instalado no antigo Mosteiro da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor (1458-1525).

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Museu dos Azulejos – Foto Yeda Saigh

Conta-se que na época em que os navios portugueses vinham buscar ouro no Brasil, para não virem vazios, os portugueses enchiam os navios de azulejos para fazerem peso e por questão de equilíbrio. Quando chegavam em Salvador ou S. Luiz do Maranhão, descarregavam todos os azulejos no porto e os carregavam com ouro ou outras mercadorias, para voltarem a Portugal. Os brasileiros, como não tinham o que fazer com esses azulejos, resolveram revestir as fachadas das casas com eles. Os portugueses, vendo essas casas todas revestidas com azulejos, acharam muito bonito e decorativo e começaram a fazer o mesmo em Portugal. Então, segundo essa versão, a moda de ter azulejos nas fachadas das casas começou no Brasil e não em Portugal.

Palácio da Ajuda

Uma curiosidade – História dos Azulejos

Antigo Palácio Real, é hoje um museu muito bonito. Costuma haver exposições periódicas. Em 2006, a exposição Artistas Viajantes no século XIX – Coleção Brasiliana, foi belíssima e atraiu muitos visitantes. Encontra-se no local onde a família real portuguesa construiu a “Real Barraca” após o terremoto de 1755, assim designada por ser de madeira, o Palácio da Ajuda iniciou-se em 1795 segundo um projeto de Manuel Caetano de Sousa. Encerrado após a implantação da República, foi parcialmente transformado em Museu em 1968, servindo ainda como sede do Ministério da Cultura e da Biblioteca Nacional da Ajuda.

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Palácio da Ajuda – Foto Yeda Saigh

Castelo de São Jorge – conhecido simplesmente como Castelo dos Mouros, sobre a mais alta colina do centro histórico da cidade. Classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, foi restaurado na década de 1940 e no final da década de 1990, reabilitaram o monumento, recuperando-lhe a arquitetura medieval. Atualmente constitui-se num dos locais mais visitados pelos turistas na cidade de Lisboa. Não se esqueça de ir ao restaurante Casa do Leão, que é dentro do Castelo de S. Jorge; além de ótima comida aproveite a vista maravilhosa da cidade e do rio Tejo!

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Castelo de São Jorge – Foto Internet

Mosteiro dos Jerônimos – Desde o início do século XVI, esse monumento é considerado pela UNESCO como patrimônio mundial, e em 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Situa-se em Belém, à entrada do Rio Tejo.

Em Lisboa é um dos pontos altos da arquitetura da época (manuelina) para se visitar. Preste bastante atenção ao claustro, que na minha opinião é um dos mais lindos do mundo. Não deixe de observar o pátio interno, os mosaicos, os elementos decorativos com símbolos da arte da navegação e esculturas de plantas e animais exóticos, a Tumba de Vasco da Gama e a de Camões. Bem perto do Mosteiro está a mais antiga casa dos Pastéis de Belém, não se esqueça de quando sair de lá ir provar essa delícia portuguesa!

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Mosteiro dos Jerônimos – Foto Internet

Pastéis de Belém

Conta a lenda que havia um confeiteiro, dono de uma refinaria de açúcar – Domingos Rafael Alves -, que se tornou amigo de um pasteleiro que trabalhava no Mosteiro dos Jerónimos. Com a revolução de 1820, desapareceram muitas ordens religiosas, deixando monges e freiras desalojados e muitos trabalhadores desempregados.
Foi nessa altura que o confeiteiro contratou o pasteleiro – detentor da receita dos pastéis, o homem que impulsionou verdadeiramente a loja de Domingos Rafael e a única fábrica de Pastéis de Belém!
À medida que a produção foi aumentando, a necessidade de mais trabalhadores foi-se tornando uma séria preocupação. A possibilidade de haver uma fuga de informação era algo que não podia de maneira nenhuma acontecer, razão pela qual se optou por escolher o novo pasteleiro entre o pessoal da empresa – neste caso, tinham que trabalhar na empresa há pelos menos 25 anos e tinha que ser alguém em quem a empresa confiasse. Mesmo assim, tinham que fazer um voto e assinar um acordo em que se comprometiam a não revelar o segredo dos pastéis.Se quebrassem o acordo, veriam as suas propriedades expropriadas e até podiamir parar à prisão. Felizmente, nunca ninguém o quebrou e o segredo mantém-sedentro das paredes da fábrica.
Nos dias que correm, a fábrica produz cerca de 14 mil pastéis por dia. Há muitos outros lugares que fazem os pastéis, mas os verdadeiros e mais saborosos são esses.
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Pasteis de Belém – Foto Internet

Museu da Presidência da República – Esse museu conta a História da primeira República, da Ditadura e da Democracia até os dias de hoje. Situado num bairro operário, do princípio deste século, construído por Francisco de Almeida Grandela, o Museu da República e Resistência dedica-se, ao estudo e à investigação da História Contemporânea Portuguesa, em permanente articulação com as Universidades e as Associações Culturais. É muito bem montado e didático! Vale a pena uma visita!

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Museu da República – Foto Internet

Centro Cultural de Belém

A construção do Centro Cultural de Belém (CCB) foi decidida no início de 1988, com o objetivo de construir um equipamento que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, permanecendo posteriormente como um forte pólo dinamizador de atividades culturais e de lazer.
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Centro Cultural de Belém – Foto Internet

O projeto é do arquiteto Vittorio Gregotti (italiano) e do arquiteto Manuel Salgado (português) que previa a construção de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espetáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar.

Museu de Arte Antiga

Situado na rua das Janelas Verdes, é conhecido popularmente por Museu das Janelas Verdes. É uma região de antigos palácios, igrejas e conventos, convertidos na atualidade nos mais diversos fins, e sua localização encontra-se sobre o rio e a zona portuária. O museu encontra-se instalado, desde o seu início, num palácio mandado construir no século XVII por D. Francisco de Távora (1646-1710), 1º conde de Alvor, não se conhecendo o arquiteto que o projetou. Admite-se, porém, que a construção se possa situar em torno de 1690, isto é, em data posterior ao seu regresso da Índia, em 1686, onde fora vice-rei.

Museu da Cidade

É um museu de História, criado com o objetivo de documentar e divulgar a história de Lisboa nas diferentes etapas da sua evolução urbanística, económica, política e social.
Apresenta atualmente um programa museológico que traça um percurso cronológico da evolução da cidade, desde a ocupação do território durante a pré-história até à Implantação da República em 1910.

Interessante ver a coleção de artefatos mais antigos da ocupação humana do local, datados de 300 000 a.C. a 100 000 a.C.; as primeiras representações da cidade de Lisboa; os projectos para a inovadora obra de construção do Aqueduto das Águas Livres; os da edificação da baixa pombalina, surgida na sequência do Terremoto de 1755; terminando com O Fado, da autoria de José Malhoa, obra incontornável da pintura do século XX. Está localizado no antigo palácio Pimenta do século XVIII. Vale ver também as pinturas maravilhosas, quartos, salas, mobiliários, tudo muito bonito.
Uma curiosidade – Existe uma única Sinagoga em Lisboa. No nº 59 da Av. Alexandre Herculano, próximo do Rato há uma entrada discretíssima. O terreno para edificar a Sinagoga de Lisboa “Shaaré Tikvá” (Portas da Esperança) teve de ser comprado em nome de pessoas particulares e a própria sinagoga, inaugurada em 1904, obrigatoriamente construída sem fachada para a rua, porque era proibido, ainda nessa época, a visibilidade de um templo que não fosse de religião católica.Fundação Museu Berardo – C. C. B. (Centro Cultural de Belém)

Desde menino José Manuel Rodrigues Berardo juntava selos, caixas de fósforos ou postais de navios que atracavam em sua ilha, portanto um colecionador desde a infância. Nasceu na Ilha da Madeira em 4 de Julho de 1944 e aos 19 anos emigrou para a África do Sul com a família. Lá vendiam frutas no mercado e o avô vendia os restos dessas frutas para os trabalhadores das Minas de Ouro. Assim foi até comprar uma mina desativada, onde encontrou um filão de ouro, começando então sua fortuna. Berardo continuou comprando diferentes negócios até time de futebol, como faz hoje Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo Santos. Além de empresário (na década de 1980 chegou a Presidente do então Bank of Lisbon), Berardo é hoje um importante colecionador de arte portuguesa e um dos homens mais ricos de Portugal, com uma fortuna estimada em cerca de 980 milhões de euros. Disse que nunca regressaria a Portugal, fato que não se confirmou.

Em 1986 voltou a Portugal e se consolidou como colecionador de obras de arte. Críticos mundiais afirmavam na época que a coleção de Berardo, uma das melhores coleções privadas da Europa, era superior à do Guggenheim: mais de mil obras de arte. Depois de ter sua coleção guardada nas instalações do Centro Cultural Belém por mais de dez anos e, após ameaçar levá-la para o estrangeiro, conseguiu que a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima aprovasse a criação do Museu Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, inaugurado em 25 de Junho de 2007 no CCB.

Fundação Calouste Gulbenkian

Conhecida no mundo todo pela tradição e incentivo à educação, ciência, beneficências e artes. Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, em 1869, filho de uma ilustre família armênia, cujas origens remontam ao século IV na Armênia. A família Gulbenkian sempre se dedicou ao mecenato das artes e a obras de beneficência.

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Fundação Gulbenkian – Foto Internet

Auditório Gulbenkian

Local de grandes concertos de musica clássica. Uma curiosidade: a numeração das fileiras é ao contrário dos outros lugares do mundo, pois a fileira mais distante do palco recebe o número 1. E a numeração vai crescendo quanto mais se aproxima do palco! A lógica dos portugueses para nós brasileiros é muito engraçada! fazem a numeração de cabeça para baixo.

Uma curiosidade

Portugal é o maior produtor de cortiça do mundo. O responsável é um português de sobrenome Amorim, com empresas em vários países da Europa, nos EUA e no Brasil. A holding é líder mundial na transformação e distribuição de produtos de cortiça (quase 60% da produção de rolha está em Portugal). A cortiça é obtida da casca de uma árvore especial da família do carvalho, chamada sobreiro. Além do cultivo de sobreiros em Portugal, localizado no Alentejo e no Ribatejo, esse tipo de árvore também é cultivada em algumas regiões do Mediterrâneo. Para a primeira extração da cortiça é preciso esperar o sobreiro ter de 20 a 25 anos de idade! Depois, a casca do sobreiro pode ser retirada em intervalos de 9 anos, através de processo manual sem causar nenhum dano a árvore. Por ser a cortiça um produto natural renovável, a sua utilização oferece benefícios enormes para o meio ambiente. A cortiça além de não se deteriorar é totalmente neutra, atóxica e resistente a altas temperaturas. Serve como material de isolamento (térmicos e acústicos), revestimento de solo, componentes para calçados e para a indústria automotiva.

E para completar, não deixe de ir ao Corte Inglês de Lisboa, filial da tradicional loja espanhola de departamentos. É excelente para compras, melhor que a de Madrid!

Finalizando com Fernando Pessoa:

“Partir!
Nunca voltarei,
Nunca voltarei porque nunca se volta.
O lugar a que se volta é sempre outro”.

Boa viagem!!

Serviço:

Museu dos Coches Reais

Praça Afonso de Albuquerque
1300-044 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 3632503

Museu Nacional do Azulejo

Rua da Madre de Deus 4
1900-312 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 810.0340

Palácio da Ajuda

Largo da Ajuda
1349-021 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 363.7095Castelo de São Jorge

1100-129 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 880.0620Mosteiro dos Jerônimos

Praça do Império
1400-206 Lisboa, PT
Tel. (+351) 21 362.0034

Museu da República (Palácio de Belém)

Praça Afonso de Albuquerque
1349-022 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 361.4660

Fundação Centro Cultural de Belém

Praça do Império
1449 – 003 Lisboa
Tel. (+351) 21 361.2400
ccb@ccb.pt

Museu Nacional de Arte Antiga

Rua das Janelas Verdes
1249-017 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 391.2800

Museu da Cidade

Campo Grande 245
1700-291 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 751.3200

Fundação De Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo

Praça do Império
1449-003 Lisboa, Portugal
Tel. +351 21 361.2878
museuberardo@museuberardo.pt

Fundação Calouste Gulbenkian

Av. de Berna, 45A
1067-001 Lisboa, Portugal
Tel. +351 21 782.3000
info@gulbenkian.pt

Restaurante Casa do Leão (no Castelo de São Jorge)

Castelo de São Jorge, Lisboa
Tel. (+351) 21 887.5962

 

El Corte Inglez
S.A. Avenida Antonio Augusto de Aguiar 31 (com Marques da Fronteira e Sidonio)
1069-413 Lisboa, Pt
Tel. (+351) 21 371.1700
Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

7 comentários em “Artigo Lisboa II

  1. Querida amiga , estou adorando esse contato maravilhoso ,além de viajar junto … Que beleza ! mande sempre pra mim . São dicas,inclusive, ótimas para as próximas viagens .Adorei!
    Bjos
    C'

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