Uma boa opção de viagem para a Páscoa é a Patagônia Argentina.

Nosso roteiro começa em El Calafate, pequena cidade na província de Santa Cruz, próxima à fronteira do Chile, com 5.500 habitantes, cuja capital é Rio Gallegos. El Calafate possui um clima frio, com temperatura média de 7oC. Por falta de opções de vôos é preciso ir por Buenos Aires, dormir lá uma noite e no dia seguinte pegar o vôo para El Calafate. Na Patagônia argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes, El Calafate é o ponto de partida para visitar o extraordinário Parque Nacional dos Glaciares, fundado em 1937 e declarado Patrimônio da Humanidade em 1981. Sua extensão é de 725 mil hectares e nele se localizam os Glaciares Perito Moreno, Upsala, O’Nelli, Spegazzinni entre outros. É interessante saber que os glaciares se movem até um metro por dia, provocando violentos atritos no terreno. O Glaciar Perito Moreno é o ponto alto da viagem. Esse nome foi dado em homenagem ao criador da Sociedade Científica Argentina e pesquisador da região austral, Perito Moreno.

Primeiro dia

Ficar no hotel Los Notros em frente ao Glaciar Perito Moreno, onde tudo que se ouve são os sons da natureza, uma vez que a arquitetura do hotel preservou ao máximo o meio ambiente. É uma paisagem única e extraordinária, que transmite uma sensação de perfeita harmonia. Os quartos são lindos, decoração perfeita para um hotel rústico chique, com bay window de onde se tem uma vista maravilhosa para o glaciar. O restaurante do Los Notros é muito simpático e serve uma comida argentina ótima. O hotel oferece translado de ida e volta para o aeroporto de El Calafate, além de inúmeros passeios. É tudo lindo!

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Hotel Los Notros – Foto Yeda Saigh
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Hotel Los Notros – Foto Yeda Saigh

Andar até algumas das diversas passarelas de observação do glaciar é um programa imperdível! Enquanto se anda pela passarela, dá para ver e ouvir enormes fatias de gelo se soltarem do bloco maior; é uma experiência impressionante! A proximidade do glaciar nos faz sentir como somos pequenos e insignificantes em relação a natureza. Jantar no restaurante do hotel, porque o dia seguinte vai ser puxado.

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Passarela do Moreno – Foto Yeda Saigh
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Glaciar Perito do Moreno – Foto Yeda Saigh

Segundo dia

Um café ótimo é servido na sede do hotel antes de visitar de perto o glaciar Perito Moreno. Pegar o barco até o pontão, descer na praia e ir a pé fazer trekking no gelo, é um programa muito divertido! Caminhar pelo bosque e em seguida almoçar um lanche que o hotel oferece. Depois do almoço ir com o carro do hotel para El Calafate, que fica a 70km de distância. Além das compras de artesanato, que são bem interessantes, andar um pouco pela cidade. Com tantas atividades durante o dia e muitas mais previstas para o dia seguinte, o melhor a fazer é jantar no hotel e ir dormir.

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Trekking – Foto Yeda Saigh

 

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El calafate – Foto Yeda Saigh

Terceiro dia

Depois de um bom café na sede do hotel, sair para conhecer o Glaciar Upsala (a saída é as 6h30 da manhã). Ir de barco até Punta Bandera no lago Argentino, onde pega-se outro barco para ir até bem perto do Glaciar. São duas horas para se aproximar do glaciar! É uma experiência fascinante: as pessoas em um barquinho bem perto daquela enormidade branca gelada! Maravilhoso!! Depois ir até a Estância Cristina, uma bela fazenda onde oferecem o almoço. Antes de almoçar subir a pé até um mirante para ver mais uma vez o Glaciar de longe. Voltar para a estância e se deliciar com um típico assado de cordeiro argentino. Depois do almoço passear pela fazenda e pegar o barco de volta (o passeio leva doze horas!) até Punta Bandera, onde o carro do hotel aguarda para levar todos de volta. Jantar muito bem no restaurante do hotel e cama que ninguém é de ferro!

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Glaciar Upsala – Foto Yeda Saigh

Quarto dia

Tirar esse dia para passear em volta do hotel. Tem caminhos muito bonitos. Toda a mobília do hotel foi comprada em remates (leilões) e as mesas de madeira foram feitas por um ótimo marceneiro de Buenos Aires. Pegar o carro do hotel para o aeroporto de El Calafate para ir à Ushuaia. O vôo (da Aerolíneas) leva uma hora. Localizada na Ilha da Terra do Fogo, é a cidade mais austral do mundo. Conhecida como o Fim do Mundo, a cidade de Ushuaia tem pouco mais de cem anos e uma paisagem espetacular contornada por bosques, montanhas, rios e lagos. É o ponto de partida para percorrer e descobrir lugares únicos na Argentina: navegar pelo Canal de Beagle, alcançar o Farol do Fim do Mundo, percorrer o Parque Nacional mais austral do mundo, e partir desde sua baia até a imensa e misteriosa Antártica.

Tudo isso alimenta ainda hoje a imaginação dos aventureiros de todo o planeta. Em Ushuaia as opções são variadas em qualquer época do ano, podendo-se percorrer suas belas paisagens de carro, caminhando, a cavalo, trem e navegando; desfrutando e praticando várias atividades como trekking, pesca com mosca, canoísmo, ciclismo, visitas a estâncias e ainda observação de flora e fauna.

Hoje sua estação de ski de neve, Cerro Castor, atrai principalmente os jovens. O centro de esqui mais austral do mundo tem a temporada mais extensa do cone sul, que vai desde o início de junho até o meio de outubro. A cidade é muito pequena e muito pobre. Um pueblo bem simples. Já o Hotel Las Hayas no alto de uma montanha é muito bom, cinco estrelas, quartos amplos e aconchegantes. Para aproveitar a tarde passear na cidade de Ushuaia: Av. St. Martin, a mais importante da cidade; fazer umas comprinhas; ir ao Museu do Fim do Mundo, apenas interessante; e jantar no Bar Ideal, uma casa tombada muito simpática, comida boa.

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Ushuaia – Foto Yeda Saigh

Quinto dia

Pela manhã ir ao Parque Nacional e visitar a Baia Ensenada, que fica no Canal de Beagle na Terra do Fogo: é tudo muito bonito. Ver o Pico Tronador, vulcão inativo na cordilheira dos Andes, cujo cume é a divisa com o Chile e que separa dois imensos parques nacionais, um chileno e outro argentino. Para chegar até esse local são 3.065 kms. desde Buenos Aires: é onde acaba a famosa Ruta nº 3. Voltar a Ushuaia e comer as famosas empanadas no restaurante La Tranquera, restaurante argentino muito simples, mas muito bom, existe há mais de 30 anos!

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Mapa 
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Estação do Fim do Mundo – Foto Yeda Saigh

Sexto dia

Fazer a excursão do trem de manhã. É muito simpático, e se chama Trem do Fim do Mundo. Entrar no Parque Nacional e parar numa reserva de antigos indígenas Yamanas. Voltar para Ushuaia e almoçar no restaurante Tia Elvira, no porto, com uma bonita vista, parece ser um dos melhores da cidade. A tarde fazer a excursão de barco para ver os pinguins: o caminho é pelo canal de Beagle até a junção do Atlântico com o Pacífico. De um lado do canal é o Chile e de outro a Argentina. É um passeio que demora seis horas, mas vale muito a pena, os pinguins são incríveis: tem hora certinha de saírem do mar e virem para a terra, dá para acertar o relógio.

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Canal de Beagle – Foto Yeda Saigh

 

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Ilha dos Pinguins – Foto Yeda Saigh

Sétimo dia

Dia de voltar ao Brasil! De Ushuaia a Buenos Aires são três horas de vôo.

Para finalizar um trecho do conto Terra de Esquecimento, em Terra do Fogo (Ed. Francis, p 134), do escritor chileno Francisco Coloane:

Há paisagens, como instantes da vida, que não se apagam jamais da mente; voltam sempre a nos impressionar, vindas de dentro de nós, com intensidade cada vez maior.

Boa viagem!

Quinto dia

15 comentários em “Patagônia

  1. olá /Yeda,
    vejo q v abriu outra seara. parabéns.
    qdo vi o upsala, fui em determinado horário em q ele fica dourado, em função dos raios solares. lindo.
    abs, sucesso.
    Rosa W

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  2. Querida Yeda
    Obrigada pela dica, gostaria mesmo de um dia dar um pulo até lá.
    Neste momento estou em Vancouver, no extremo oposto!
    Um beijo e boa Páscoa para você.
    Nena

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  3. Yeda, adoro ler as suas sugestões de viagem. São escritas com tanta simplicidade, e tão convidativas, que a gente já fica imaginando o passeio.
    Oxalá eu consiga chegar a esse lugar tão especial, tão único no mundo e afinal, não tão distante daqui. É só se preparar com antecedência e ir, mas evidentemente no verão!
    Um beijo,
    Beatriz

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