Viagem à Indochina

Essa semana vamos começar uma linda viagem pela Indochina, termo criado pelos franceses para denominar suas antigas colônias no sudeste asiático, os atuais Tailândia, Vietnã, Laos e Camboja.
Nosso roteiro começou pela Tailândia, Camboja e Vietnã. Aliás, não se deve fazer viagens pelo Oriente sem um tour organizado: as diferenças culturais são grandes, os hábitos de horários para visitas de museus também, o trânsito complicado. Enfim, facilita enormemente se você for com tudo programado: economiza-se  mais tempo e aproveita-se melhor a viagem.
Primeiro dia

Para quem pretende ir à Indochina, o melhor é voar de São Paulo até Johannesburg: oito horas a menos de vôo se fizer escala na África do Sul em vez de escala em cidades da Europa.
Segundo dia

Em Johannesburg uma boa pedida é ficar em um hotel próximo ao aeroporto, como o Hotel Caesars; apesar de luxuoso, diria que é de gosto duvidoso: debaixo de um teto falso com céu estrelado, toma-se café da manhã no hotel! Tem cassino, fontes, restaurantes, lojas e rápido acesso ao aeroporto (3 Kms). Almoçar no restaurante italiano,  fazer umas compras no shopping e ir ao cassino é uma boa opção para passar o tempo de espera até o vôo para Bangkok.
Terceiro dia

De Johannesburg para Bangkok, pela South Africa, são 10h45 horas de vôo.

Bangkok antiga
Aconselho muito o Hotel Oriental, é maravilhoso! A piscina é linda, um lugar ótimo para se almoçar devido ao calor quase sempre intenso. Bangkok é muito quente e úmida.


Bangkok – Hotel Oriental
Um tour de boat até o Royal Barge Navy Museum, depois passear pelos canais é um excelente programa. Tivemos a sorte de ver os barcos decorados para as festas do rei. Bangkok mudou muito desde nossa última visita! Muitos  hotéis novos, prédios altos, viadutos, minhocões, pontes que não existiam há 20 anos. Parece que acordaram para o turismo. O movimento de carros é de tal ordem que para se adentrar e sair do centro da cidade há que se pagar tarifa de pedágio.

Bangkok atual
Um outro hotel que vale a pena é o Península: é muito bonito.
Não deixe de ir na Loja Jim Thompson, conhecido como o legendário americano da Tailândia, que lá ficou por mais de 20 anos e tornou-se especialista em sedas estampadas. É imperdível, as compras são ótimas!
Outra especialidade da Tailândia, além das sedas, são as massagens, é um must! Experimente! São duas massagistas para cada cliente!
Jantar no restaurante do hotel, China House é uma experiência e tanto! Todos os pratos são ótimos, um melhor que o outro, e o serviço é perfeito. O autêntico sabor cantonês com variações contemporâneas na apresentação. O chef Andy Leong surpreende até os paladares mais exigentes, com um mix perfeito entre o minimalismo e a sofisticação.
Quarto dia

Ir de Bangkok para Phnom Phen no Camboja. Phnon Phen é uma cidade de 2 milhões de habitantes, no país todo são 13 milhões.
Como é difícil acordar às 5h30 da manhã para colocar as malas do lado de fora de seu quarto e sair do hotel às 6h30 para o aeroporto!!! Sempre me pergunto o porque dos costumes asiáticos serem tão diferentes dos nossos, o que nos obriga em muitas situações, a estar sempre viajando, embarcando, fazendo os mais variados tours, pagando contas de hotéis, tomando café da manhã, invariavelmente de madrugada. As justificativas para essas situações são que os horários dos vôos são cedo, que o calor na hora do almoço é insuportável… Deveria ser dado um dia a mais de descanso, é muito corrido e cansativo!!!
Ir pela Cia. Thai Airways que é considerada uma das melhores do mundo: realmente é muito boa, chamou a atenção a beleza e a delicadeza das aeromoças. Ficar no Hotel Le Royal, da cadeia Raffles, lembra a época colonial inglesa. O coffee shop do hotel, é muito agradável para almoçar.

Hotel Le Royal
Fazer o tour:
1 – Royal Palace
Uma construção do começo do século no lugar de Banteay Kev, uma citadela construída em 1813. O estilo desse palácio e da área do templo, separada por um muro, tem grande influência do Palácio Real e do Templo Real de Bangkok, é lindo. Durante nossa visita vimos o rei chegando de limousine ao palácio. Estava com 75 anos, doente e fora se tratar na China.

Cambodja – Palácio Real
2 – Silver Pagoda
Tem esse nome porque o chão é coberto com 500 placas de prata pesando hum quilo cada. Também se chama Wat Preah Keo, ou Pagode do Buda de esmeralda, pois dentro do templo tem um buda, na verdade todo revestido de jade, muito bonito.
Jantar no restaurante do hotel, que é ótimo.
Quinto dia

De manhã sair para um tour em Phnom Phen:
1 – Tuol Sleng Museum
Escola tomada em 1975 pelo Khmer Rouge e transformada em Prisão de Segurança. Durante os anos de brutalidades do Khmer Rouge, essa prisão virou sinônimo de horror.
2 – Choeung Ek – Killing Fields
Visitar os killing fields é uma experiência muito marcante, dez mil pessoas, inclusive alguns estrangeiros, foram executados e jogados em valas comuns. Em 1980, os restos de 8.900 vítimas foram exumados, mas ainda ficaram, acredita-se,43 sepulturas coletivas intocadas.

Killing Fields
Killing Fields

3 – A solemn memorial
Visão de terror: uma stupa memorial com paredes de vidro contendo mais de 8.000 crânios, organizados por faixa etária e sexo, também erguida em 1988 para lembrar as vítimas desse período de terror e loucura!!


Solemn Memorial
  

4 – Mercado Russei
Todo tipo de artigo, desde alimentos exóticos, especiarias, objetos, bijuterias, até radinhos de pilha e celulares importados, vendidos em centenas de barracas, ótimo para comprar lembrancinhas e presentes.
A tarde ir para Siem Reap, ainda no Camboja, pela Royal Air Cambodge, meia hora de vôo apenas. O aeroporto é caótico, pegar as malas é um missão quase impossível.
Uma boa escolha é ficar no Grand Hotel D’Angkor, também da cadeia Raffles, é super bonito!

Grand Hotel D’Angkor
Grand Hotel D’Angkor
Ir no final do dia ver o por do sol em Angkor Wat, um templo maravilhoso. Só para se ter uma noção o perímetro dele é do tamanho da cidade de Roma. Andar tudo a pé, é uma experiência fascinante.

Camboja Angkor Wat

 

Um passeio de elefante faz parte do tour e é muito divertido. Não se esqueça de dar uma olhada na lojinha do hotel, tem compras ótimas.

Angkor Wat – Passeio de elefante

Sexto dia

Ainda em Siem Reap aproveite para tomar um banho de piscina lodo cedo e visitar todo o hotel, que é lindo! Tem uma pista de exercício bem interessante. Depois do café da manhã sair para o tour:
1 – Angkor Thom ou a Grande Cidade
O rei budista do Kmer, Jayavarman VII, no século XII, construiu  essa cidade  fortificada, capital do seu reinado, a maior de sua época. Com uma população superior a 1 milhão de habitantes, Angkor Thom era maior que qualquer cidade da Europa da época. Os templos para visitar ficam entre muros.

Angkor Vat Thom – árvores invadindo o templo

2 – Bayon
Considerado o único monumento marcante do Kmer e o mais misterioso deles. Construído durante o reinado do Rei Jayavarman, esse templo fica bem no centro de Angkor e é o mais venerado de todos. É impressionante a quantidade de caras de Budas feitas à imagem da face do Rei Jayavarman, ou Deus-Rei como gostavam de se intitular. Nas paredes tem centenas de metros de baixos-relevos representando histórias, mitologias e eventos, que se constituem num dos melhores documentos históricos de como era a sociedade Khmer naquele tempo.
3 – Ta Prohm
Também construído pelo Rei Jayavarman VII como residência para sua mãe.
Curiosidade: é difícil que haja outro exemplo no mundo do poder de destruição da luxuriante vegetação tropical que envolveu esse templo, dando aos arqueólogos um enorme trabalho para sua recuperação. Ta Prohm mais parece uma versão menor do Angkos Thom.

Angkor Vat Thom
4 – Terraço dos Elefantes
Também feito pelo rei, no início do século XIII. Faz parte da cidade murada de Angkor Thom. O terraço foi usado por Jayavarman VII como um local privilegiado de onde podia se ver o retorno vitorioso de seu exército. O nome do terraço vem da representação de esculturas de elefantes na fachada leste.

Angkor Thom – Terraço dos elefantes

5 – Terraço do Leper-King
Do final do reinado de Jayavarman VII, no início do século 13. Esse monumento deve seu nome a uma escultura, que costumava ficar ali, do fundador de Angkor, o rei Yasovarman, 899-910. Popularmente conhecido como o “rei leproso”, Yasovarman de fato morreu de lepra.
6 – Preah Khan
O terceiro dos mosteiros Jayavarman foi construído por seu pai e é chamado de Preah Khan, que quer dizer “Espada Sagrada”, símbolo de proteção do Camboja. O local é um dos maiores em Angkor e é defendido por quatro paredes concêntricas.
Esse mosteiro também foi quase que totalmente engolido pela vegetação de uma forma impressionante, dando muito trabalho aos restauradores.

Angkor Thom
7 – Preah Neak Pean
Serpentes entrelaçadas! O nome vem das representações de serpentes que estão em torno da base da estrutura do templo. Tudo é maravilhoso!

Angkor Thom

Como o calor é intenso, recomenda-se voltar ao hotel e novamente aproveitar a piscina. Durante à tarde voltar para Angtkor Thom, para assistir uma dança típica muito bonita num templo.

Dança Ta Prohm – Angkor Vat Thom
 
No fim do dia aproveitar para fazer uma boa massagem, uma sauna e depois um delicioso jantar.
Viagem feita em 04/2001, mas as dicas ainda estão valendo. O roteiro organizado pela Interpoint – Heloisa Levy garantiu o sucesso da viagem.
Nos encontramos no Vietnã na semana que vem!

9 comentários em “Viagem à Indochina

  1. Ola Yeda,
    Temos recebido seus roteiros de viagem com muitíssimo prazer.
    Esperamos algum dia estender nossos roteiros para conhecer estas maravilhas
    Abracos
    Olga e Mayer Snitcovsky

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