Vietnã e Tailândia

Continuando nossa viagem pela Indochina,

Sétimo dia

Fomos de Siem Reap para Saigon ou Ho-Chi-Min, como é chamada hoje Saigon. Vietnam Airlines, uma hora de vôo, Caravelle Hotel, bom, no centro da cidade. Almoçamos no coffee Shop do hotel, ótimo. A tarde, quando o calor diminuiu um pouco, fizemos mais um tour:

1 – Thien Hau Pagoda
Construído pela Congregação Canton no início do século XIX. Este pagode é dedicado a Thien Hau, a deusa chinesa do Mar, que protege os pescadores, marinheiros, mercadores. O pagode fica em um bairro chinês enorme chamado Cho Lon; muito bonito, onde pode-se ver muitas barracas vendendo grandes incensos em espiral. Aproveitamos para andar pelo mercado, muito interessante.

Incensos nas barracas
2 – Cho Lon
Essa próspera área de Saigon é uma movimentada Chinatown, focada em atividades comerciais desde o século XVII. Conhecida pelas delis chinesas e pelos velhos templos e pagodes, que refletem a arquitetura original e os antigos rituais chineses, Cho Lon é também o lar de muitos chineses e empresários de prestígio. Aproveite passear pelo mercado e apreciar os infinitos artigos vendidos por ali: chapéus cônicos, frutas exóticas, incensos, especiarias e por aí vai.
Mercado Cho Lun – Foto Yeda Saigh

3 – Saigon River

Junto ao rio Saigon, encontra-se o Mercado de Animais Vivos e junto dele um famoso restaurante, o Maxim’s. Para tomar um sorvete nada melhor que os jardins próximos ao hotel Continental. É interessante dar uma olhada no Museu de Crimes de Guerra, que mostra os horrores vividos pelo povo.

Aproveite para visitar o shopping perto do hotel. Há excelentes alfaiates na cidade para encomendar um tailleur ou um terno feito à mão: você encomenda de manhã e eles entregam no hotel no fim do dia.
Jantamos no hotel, no restaurante Asian Reflection.

Oitavo dia

Ainda em Saigon sair cedo para novo tour:

1 – Cu Chi Tunnels

Comunidade parte da Grande Saigon, que ficou famosa por sua rede de túneis subterrâneos. O que mais impressiona é o tamanho das estradas, pista dupla para caminhões!! Quando você entra, não dá para imaginar o que vai encontrar, porque é por um buraco pequeno disfarçado no chão, difícil para um adulto passar. Os túneis serviram de esconderijo e local de infiltração para os guerrilheiros vietcongues durante os últimos anos da Guerra do Vietnã. Havia de tudo: instalações para batalhões inteiros, armazenamento de alimentos e armamentos, fábricas de armas, hospitais de campo, centros de comando e cozinhas, uma verdadeira cidade subterrânea! No auge da guerra, o sistema de túnel se estendia desde Saigon até a fronteira cambojana. Só no distrito de Cu Chi, existem mais de 200 quilômetros de túneis. Hoje tornou-se um local de peregrinação para os estudantes vietnamitas e membros do partido. Somente alguns trechos estão abertos ao turismo. É muito impressionante entrar nesses túneis, mas não recomendo para quem tem falta de ar. Assistir a um filme sobre a história do túnel é muito elucidativo, você entende melhor o que aconteceu ali. Não deixe de ver as armadilhas que os vietcongues faziam para capturar os americanos, é impressionante!

Boca de um túnel – Foto Yeda Saigh

Almoçamos num restaurante típico vietnamita e fomos visitar uma plantação de arroz, onde se pode observar a colheita e depois ver a fabricação de papel de arroz.

Papel de arroz – Foto Yeda Saigh
Continuamos o tour para:
2 – Fábrica de laca
Vale muito a pena!!! Tem peças lindas: potes, bandejas, travessas e outros objetos; o preço é ótimo e despacham de navio para Santos, melhor estraga!

 

3 – Reunification Hall

Palácio presidencial durante o regime de Ngo Dinh Diem.

Reunification Hall – Foto Yeda Saigh
4 – Catedral de Notre Dame
Construída pelos colonos franceses entre 1877 e 1883, na parte baixa de Saigon, em estilo neo-românico. 

5 – Museu de História

Construído em 1929 pela Societé des Études Indochinoises e conhecido como Museu de Saigon. Há uma excelente coleção de artefatos que ilustram a evolução da cultura vietnamita. Achamos um pouco fraco. O museu fica dentro do Jardim Zoológico e Botânico.

Na volta ao hotel aproveitamos para andar e ver as lojas ali perto. Para encerrar o dia, uma maravilhosa massagem. Aconselho um sanduíche e uma boa noite de sono, porque amanhã o dia é muito especial, porém começa de madrugada!

Nono dia

Fomos de Saigong para Hue, no vôo das 6h50!! Vietnam Airlines, chegada em Hue, às 8h00 da manhã.

Templo em Hue – Foto Yeda Saigh
Hue – Foto Yeda Saigh

Tour em Hue, antiga capital imperial, linda:

1 – Tomb de Tu Duc
Túmulo majestoso e sereno do Imperador Tu Duc, situado entre árvores frangipani e um bosque de pinheiros, cercado por um muro de pedra. Tu Duc projetou um túmulo refinadamente harmonioso. Construído entre 1864 e 1867, para uso tanto antes, quanto após sua morte; lindo de morrer!!

2 – Tomb de Khai Dinh
O Imperador Khai Dinh (1885-1925) reinou no Vietnã por nove anos. Durante esse período, a cultura e a influência ocidental começaram a se espalhar pelo país. O próprio Khai Dinh foi à França, poucos anos antes de sua morte e como resultado sua tumba tem muitos elementos da arquitetura ocidental. Pode-se dizer que o período colonial foi o começo do declínio da cultura vietnamita. São 126 degraus para chegar no alto, mas vale muito o esforço, porque a vista é deslumbrante!!!

Khai Dinh – Foto Yeda Saigh

3 – Citadel

Uma fortaleza palácio, construída em 1804 por ordem do Imperador Gia Long. No interior da cidadela, conhecida como Cidade Proibida Púrpura, ficavam requintadas residências e os principais edifícios da administração imperial. Durante a guerra do Vietnã foi severamente bombardeada pelos americanos.  Declarada patrimônio mundial pela UNESCO em 1993. É realmente maravilhosa, igual a cidade proibida da China.

Almoçamos sanduíches que o tour oferece.

A tarde pegamos avião para Hanói, 1h05 de vôo, Vietnam Airlines, Hotel Sofitel Metrópole, o mais fraco da viagem.

Ainda nesse dia visitamos em Hanói o Village of Bat Trang, oficinas de artesanato de cerâmica, onde potes, vasos e objetos de variadas formas e tamanhos são feitos e pintados com belos desenhos florais pelas mulheres da aldeia.

Jantamos no restaurante do hotel Le Beaulieu, muito bom, famoso também pelos brunchs.

Fábrica de cerâmica – Foto Yeda Saigh

Décimo dia

Ainda em Hanói fizemos o seguinte um tour:

1 – Ho Chi Minh’s Mausoleum
Também chamado de Bac Lang ou Luminous Mausoléu, foi inaugurado em 1975. Assim como Lenin e Stalin, o local final de descanso de Ho Chi Minh é um sarcófago de vidro nas entranhas de um edifício monumental e se tornou um local de peregrinação.

Curiosidade:
Apesar de ter pedido em seu testamento para ser cremado, Ho Chi Minh foi embalsamado. A visita é impressionante, os guardas não deixam a gente nem falar: a fila é enorme para ver Ho Chi Minh dentro do sarcófago de vidro. O mausoléu foi erguido apenas com materiais nativos reunidos em todo o Vietnã.

2 – Ho Chi Minh’s House
Uma casa simples de madeira de dois andares onde Ho Chi Minh viveu. Fica no meio de um bosque de árvores, perto de um lago cheio de carpas. Construída em 1958 com as melhores madeiras do Vietnã. Ho Chi Minh escolheu essa construção simples em vez de ir morar no palácio, para ele muito suntuoso.

Ho Chi Minh’s House – Foto Yeda Saigh

3 – One Pillar Pagoda

Conhecido como Templo do Amor, é uma miniatura construída em um grande tronco de árvore sobre o pilar de um templo. Segundo a lenda local, o imperador sem herdeiros Ly Thai Tong, do século XI, teve um sonho em que Avalokitesvara, incorporação da misericórdia para os budistas, lhe entregava uma criança sobre uma flor de lótus. Impressionado, Ly Thai Tong casou-se com uma camponesa e logo tiveram um filho. Como gratidão, o monarca mandou construir o santuário original. O santuário atual, construído em madeira sobre um único pilar de pedra é uma réplica.

4 – Temple of Literature
Fundado em 1070, quatro anos após a invasão normanda da Inglaterra pelo Imperador Ly Thanh Tong, que o dedicou a Confúcio, com sua estátua na entrada. Era um templo para homens letrados.

5 – Quan Thanh
Conhecido como Tran Vo ou Vu Tran, dedicado à Tran Vo (Deus do Norte), cujos símbolos do poder são a tartaruga e a serpente, da dinastia Ly.

6 – Fine Arts Museum
Dentro da antiga sede do Ministério de Informações no período dos franceses. As exposições do museu consistiam em arte popular politicamente correta, esculturas, gravuras e objetos de laca de artistas contemporâneos.

Almoçamos no restaurante Indochine, bom.

Se ainda não experimentou, aproveite passear de cyclo ou rickshaw, super divertido e diferente.

Passeio de rickshaw – Foto Yeda Saigh

Fomos assistir ao Water Puppet Show (teatro de marionetes), é um programa bem  característico dos vietnamitas.

Water Puppet Show – Foto Yeda Saigh
A noite comemos um sanduíche no bar do hotel porque o dia de amanhã começa cedo.

 

Décimo primeiro dia

Acordamos cedo para ir fazer um passeio maravilhoso!!! Lembram-se do filme Indochina com a Catherine Deneuve? Pois se passa em Halong Bay.

1 – Halong Bay
A Baía de Halong foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1993. Segundo a lenda, um grande dragão que vivia nas montanhas correu até ao mar fazendo com que sua cauda cavasse vales, mais tarde enchidos com água, deixando apenas pedaços de terra à superfície, ou seja, as inúmeras ilhas que se avistam na baía.

Barco – Passeio Halong Bay – Foto Yeda Saigh

Há duas maneiras de ir: ônibus ou helicóptero, depende do tempo. Depois pegar um barco, passear na baía e parar para visitar duas cavernas lindas. Uma coisa muito divertida é fazer compras de dentro do barco: inúmeros pequenos barcos vão parando ao lado e oferecendo mercadorias. Atenção para as pérolas que são lindas e com preço imbatível!!!

O almoço é no barco: sanduíches e vinho.Jantamos no restaurante do hotel, o francês Le Splendide, muito bom, considerado um dos melhores de Hanói.

Décimo segundo dia

Antes de ir para o aeroporto dá tempo de fazer umas compras no shopping, as  blusas de seda são imperdíveis! Pegamos o vôo da Vietnam Airlines logo depois do almoço e fomos para Bangkok; depois para Chiang Mai, e mais 40 mts. até o hotel Regent Chiang Mai Resort, maravilhoso! Vale viajar o dia todo para chegar lá. O hotel todo, principalmente os bungalows, o spa, tudo é deslumbrante!

Lounge Regent Chiang Mai Resort – Foto Yeda Saigh
Regent Chiang Mai Resort – Foto Yeda Saigh
 Entrada Spa do Regent Hotel – Foto Yeda Saigh

Jantamos no hotel a beira da piscina, delicioso!

Décimo terceiro dia

Fizemos o seguinte tour:

Chiang Dao Elephant Training Camp
Nesse acampamento de elefantes pode-se ver a capacidade, o desempenho fascinante e as habilidades desses animais, sem falar na inteligência. Os elefantes carregam toras de madeira, empilham, empurram, enfim, fazem vários tipos de trabalhos, normalmente feitos pelos homens. É tudo cuidado por uma tribo indígena que veio do Tibet.
Chiang Dao Elephant Training Camp – Foto Yeda Saigh

Almoçamos no Baan Suan Restaurant, projeto de autoria do mesmo arquiteto que fez o Regent Hotel; ele mora ao lado do restaurante em uma casa linda. Depois fomos numa Factorie’s Road, onde tem várias fábricas de seda, jóias e pratas, todas incríveis!

Voltamos ao hotel, fizemos uma massagem para descansar de tanto passear e jantamos novamente ao lado da piscina que é muito agradável.

Décimo quarto dia

Em Chiang Mai visitamos:

1 – Wat Doi Suthep
No alto da montanha Doi Suthep fica o templo, a pouco mais de mil metros acima do fundo do vale, de onde se tem uma vista deslumbrante das encostas da montanha e do próprio vale. Há uma estrada e um funicular para a subida.

De lá, fizemos um para um passeio no rio, muito bonito.

2 – Wat Phra Singh
Ou o Mosteiro do Leão, um dos mais importantes templos da arte e arquitetura Lan Na em Chiang Mai, local de descanso para as cinzas do Rei Kham Yu, o sexto rei de Chiang Mai. Esse nome se refere ao bronze dourado do Phra Singh Buddha do século XV, trazido do Sri Lanka.

Wat Phra Singh – Foto Yeda Saigh
3 – Waroros Market
Um lugar alegre e movimentado, excelente oportunidade para ver a rica variedade de produtos frescos do norte da Tailândia.Pegar um samlor – triciclo – para dar uma volta e continuar o tour:

4 – Chiang Mai Night Market
O maior e mais colorido mercado do sudeste da Ásia, ótimo.

Jantamos na piscina com champanhe oferecida pelo hotel.

Décimo quinto dia

Fomos de Chiang Mai para Mae Hong Son, ver a Tribo Padaung, das mulheres que usam colar no pescoço. Faz pouco tempo que os Padaung migraram para a Tailândia, vindos de suas casas nas remotas montanhas do norte de Myanmar. As mulheres Padaung tem o hábito de colocar colares de metal em volta do pescoço desde a adolescência. Super interessante, mas um pouco aflitiva a ideia de que a cada ano, no dia do aniversário, elas colocam um anel a mais em volta do pescoço!! Eu fiz uma pergunta: e se quiserem tirar? não dá, porque o pescoço ao longo dos anos perde a sustentação e elas podem morrer!!!

Mulher da Tribo Padaung com colar – Foto Yeda Saigh

Depois fizemos um passeio de elefante de Baan Tung Sarn para Baan Huy Suea Thao, bem divertido.

Voltamos para Chiang Mai pela Thai Airways e de lá para Bangkok. Novamente no Oriental Hotel, muito felizes!

O jantar de despedida foi no restaurante China House do Hotel Oriental.

Curiosidades:

Tailândia quer dizer terra da liberdade, nunca foi colônia.

“Thais are smooth as silk”, ou seja as Tailandeses são suaves como a seda. É o lema deles. A indústria de seda é a principal no país.

A volta para o Brasil também por Johannesburg.

Décimo sexto dia

Em Johannesgurg ficamos no Hotel Michelangelo, ótimo, em Sandown, um bairro muito bonito, muito verde. Tomamos café e descansamos até a hora do almoço. Tem um shopping enorme em volta do hotel com uma praça aberta cheia de restaurantes, escolher um para o almoço.
Tivemos a tarde livre para compras ou para fazer um tour. Visitamos um hotel maravilhoso, o Westcliff: todo de chalés com um restaurante lindo, piscina, bar, tudo muito bonito. Ir conhecer as casas de Nelson Mandela (são duas), em um bairro muito chique, tudo super arborizado, sempre se vê ao longe o horizonte.

Jantamos num restaurante italiano na praça perto do Hotel Michelangelo.

Curiosidade:

Chamou-me a atenção a mudança que ocorreu em Johannesburg nos últimos vinte anos. Era uma cidade linda, o centro da cidade todo florido, cheio de cafés e restaurantes, muito agradável de se passear. Hoje o centro tornou-se um antro de criminalidade, drogas e sujeira, dá muito medo. Os hotéis foram para bem longe de lá, no alto das montanhas. Os turistas só passam pelo centro em vans acompanhados por guias: não param, nem podem descer.

Décimo sétimo dia

Dia de voltarmos para casa.

Boa viagem!

Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

6 comentários em “Vietnã e Tailândia

  1. Olá Yeda, vi que em uma das fotos do Vietnã está sua mãe. Legal poder fazer esse bog em homenagem a memória dela!
    Que lugar exótico …deu vontade de conhecer. Obrigada pelas dicas.
    Beijos e boa semana
    Cândida

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  2. Nossa Yeda que coisa incrivel estas viagens, mas esta, especialmente! E a historia daquele tunel, então! Nem vou lhe perguntar se voce conhece um filme sobre. Na verdade eu preciso de estudar bastante para entender melhor tudo isto.
    Até mais,
    Teresa.

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  3. Prezada Yeda,

    Parabéns! viagem linda! Estou indo passar um mês na Austrália e depois pretendo ficar mais trinta dias na região da Indochina…por isso seu relato vai me ajudar muito. Quero pegar uma excursão da Austrália mesmo. Pelo que vi vc. ficou em bons hotéis. Vc, poderia me passar a agência que fez seu pacote? poderia contactá-los antes de ir…
    obrigada
    Rita

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