Tour Gastronômico em Kyoto e Tokyo

Essa semana minha querida afilhada Raffaella Calfat está dividindo conosco uma super viagem gastronômica que ela fez ao Japão, aproveitem suas maravilhosas dicas!!!
Tokyo & Kyoto
A chegada em Kyoto é pelo aeroporto de Osaka. Você pode comprar um JR Pass de 7 dias aqui no Brasil, pela internet, que te dá acesso a todas as rodovias e trens da JR, mas precisa trocar o “Exchange Order” pelo passe propriamente dito ao chegar no Japão. Eu comprei o Green Car, que é a 1a classe, e vale a pena. Eu fiz isso ao chegar em Osaka, e peguei o trem bala para Kyoto. Outra informação preciosa é que no Japão não se pode sacar dinheiro com cartão internacional de qualquer caixa automático. É preciso ir a um “Post Office” ou a um Seven Eleven (se pronuncia seven eReven). Alguns Citybanks também oferecem o serviço mas não são todos.
Em Kyoto, escolhi ficar no Hyatt Regency. Kyoto também é o lugar ideal para escolher um Ryokan, que é aquela pousada tipicamente japonesa, em que você dorme no tatame. Achei mais confortável ficar no Hyatt Regency pela facilidade de estar num hotel internacional onde as pessoas falam inglês, uma raridade de certa maneira em Kyoto. Isso é muito importante pois o concierge pode pesquisar onde é o lugar que queremos ir e dar um mapa para o taxista, pois achar endereços no Japão é um desafio, mesmo com GPS. O hotel é super confortável, moderno, muito bonito. O Spa é ótimo, e o café da manhã também. Eu recomendo.
No site do Hyatt Regency são recomendados tours da JTB Sunrise pela cidade, e no 1o dia eu fiz o “Kyoto Morning”. Infelizmente o dia não ajudou muito, pois chovia e estava muito frio, mas mesmo assim o tour valeu a pena. Fomos ao Nijo Castle, ao Imperial Palace, e ao Kinkakuji Temple (Golden Pavilion). O Nijo Castle tem uma história muito interessante, dependendo dos níveis de importância dos visitantes, mais perto eles podiam chegar ao Shogun. Uma estrutura incrível construída em 1626, e com artifícios de defesa como “mockingbird floor”, o chão que range de propósito para avisar sobre invasores. O Palácio Imperial era muito bonito e suntuoso, mas o mais bonito mesmo é o Golden Pavilion, onde também vimos um bonsai de 600 anos.
 Golden Pavilion – Kyoto – Foto Raffaella Calfat
O tour termina na frente da estação de Kyoto, que é gigante, tem varias lojas e é ideal para almoçar. Eu fui ao Isetan, que é uma loja de departamentos. No 11o andar da loja, tem uma área apenas de restaurantes, vários com fila na porta. Fui ao restaurante de sushi, e foi sensacional. Vale a pena dar uma volta pela estação, ver as lojas e passear por lá. Como eu estava num tour gastronômico fui jantar no Ten-yu Tempura, um restaurantinho com uns 10 lugares num balcão em volta do chef. Delicioso.

No segundo dia, fiz o JTB Sunrise tour “Kyoto Afternoon” que incluía o Heian Shrine, Sanjusangendo, e o meu favorito, Kiyomizu Temple. O Heian Shrine é um Templo Shinto, que é uma das maiores religiões do Japão. De acordo com o Guia, a diferença entre o templo budista e um shinto é que no shinto tem um “tori” que é uma estrutura tipo um portão. A religião shinto também é considerada “alegre” enquanto a budista é “pessimista”. Lá tem um jardim lindo, com um lago e vários pinheiros.

Heian Shrine em Kyoto com o Guia da JTB Sunrise – Foto Raffaella Calfat
Sanjusangendo é o templo das 1000 estátuas do guerreiro Kannon e mais 28 de divindades diversas, muito interessante. O Kiyomizu Temple é um templo budista um quanto híbrido, com cachoeiras, uma vista incrível e varias tradições. No caminho até o templo tem ruelas com várias lojinhas muito interessantes: este foi meu favorito de todos. O tour da tarde termina por volta das 18h00. A noite jantei no Kikunoi Roan, duas estrelas do Michelin. Sentei no balcão e ia sendo servida direto pelo chef. Tomei chá verde e o sakê da casa, excelente. Escolhi o menu kaiseki mais longo, devia ter uns 11 pratos pequenos e foi inesquecível, no final ganhei um pano pintado pelo chef e o menu da noite.

No dia seguinte, peguei o Shinkansen para Tokyo. Só a viagem de trem bala já vale a pena, com uma vista incrível de cidades e do Monte Fuji. Cheguei na estação de Tokyo e tinha pedido para o hotel mandar um motorista para me buscar, pois estava com malas e tive medo de me perder. O serviço foi impecável, o motorista me pegou na porta do vagão e me levou até o carro.

Vista do Monte Fuji do trem bala – Foto Raffaella Calfat

Tokyo é impressionante, parece que todas as ruas são elevadas, cortam pelo meio dos prédios, acima das ruas térreas. Fica claro porque é tão caro morar lá, visto que não há espaço. Pouco tempo depois, cheguei ao Park Hyatt em Shinjuku. Este hotel é um espetáculo e provavelmente o melhor hotel em que já fiquei na vida. O hotel fica num prédio altíssimo, e começa no 42o andar. Eu fiquei no 47o, no park view room, com várias janelas e uma vista alucinante de Tokyo. Este é o hotel onde foi gravado o “Lost in Translation” da Sophia Copolla. O serviço é tão espetacular que fiz meu check in no quarto. Como era meu aniversário, me receberam com flores e chocolates. Simplesmente perfeito!

Vista do meu quarto no Park Hyatt em Tokyo, 47º andar! – Foto Raffaella Calfat
Como já tinha feito a parte “histórica” em Kyoto, em Tokyo decidi fazer coisas mais “modernas”. No primeiro dia jantei no Tapas Molecular Bar, no Mandarin Oriental. Um jantar muito engraçado, cheio de experiências divertidas. O Mandarin Oriental fica em Ginza, o bairro mais chique de Tokyo e é lindo.

Na manhã seguinte, após um bom café da manhã no hotel, peguei uma van para a estação de Shinjuku e depois o metrô de volta à Ginza. O bairro é como uma 5th Ave. japonesa, com as melhores lojas do mundo, uma atrás da outra. Eu fui direto a Ito-Ya, que é basicamente uma papelaria de oito andares! Simplesmente sensacional, fiquei quase duas horas lá, saí carregada de cacarecos como se tivesse 12 anos. Depois fui almoçar no Kyubei, considerado uma das mecas do sushi do Japão. O sushi era tão fresco que o camarão vinha vivo, pulando do prato. A qualidade era sensacional, vale a pena. Depois do almoço, fui fazer várias compras, recomendo a Shiseido The Ginza que é uma loja que tem todas as marcas da Shiseido, eu recomendo a Clé de Peau, que é a marca premium deles. Na mesma rua tem Zara, Forever 21, H&M, Chanel, Fendi, e todas as marcas imagináveis.

Takeshita St. em Harajuku – Tokyo – Foto Raffaella Calfat
A noite fui jantar em Roppongi. Aproveitei para ir ao Roppongi Hills, um shopping muito famoso em Tokyo. Lá tem um museu, o Mori Art Museum e o observatório Tokyo City View. Depois jantei no restaurante de teppanyaki, Omae Xex, muito bom.
No dia seguinte, pulei da cama às 4h30 da manhã para ir ao Tsukiji Fish Market. As pessoas vão lá para ver o leilão de atum e tomar café da manhã no Sushi Dai e/ou Sushi Daiwa. Cheguei no mercado ainda era 6h00 da manhã, e a fila do Sushi Dai já dava à volta no quarteirão! Por sorte duas portas para à esquerda fica o Sushi Daiwa, que é irmão do Sushi Dai, e não tinha fila! Entrei feliz e pedi o menu do chef, que estava sensacional… Depois dei uma volta, comprei alguns temperos e voltei ao hotel de metrô.

Em Tokyo, o ideal é sair lá pelas 10h00 da manhã, pois é o horário que a maioria das lojas abrem. Peguei o JR para Harajuku, o bairro dos “modernettes” de Tokyo. Saindo da estação, se desce a Takeshita St. que é lotada de gente, lojinhas, mulheres gritando como se fossem dubladoras de desenho animado, carrinhos de crêpe com fila, enfim, uma confusão.

Vale levar um mapa – o hotel me deu um bem detalhado com todas as lojas. A rua principal é a Omotesando, que tem também todas as melhores lojas do mundo e parece a Champs Elysées. Lá, o mais interessante é pegar as ruas transversais e se perder nas ruelas. A Kiddyland é uma loja de brinquedos que super vale a pena ir, tem todos os tipos de cacarecos, é ótima para comprar presentes! Outro lugar ótimo para comprar coisas japonesas tradicionais (louças, hashi, etc) é o Oriental Bazar, na Omotesando mesmo. Eu fui almoçar no Gyoza Lou um lugar super despretensioso, preço ótimo e simplesmente o melhor gyoza do mundo.

A noite, com muito custo consegui marcar o Ryugin, restaurante cotado como o melhor de Tokyo, com três estrelas Michelin. Foi uma experiência e tanto, os pratos eram super complicados, alguns maravilhosos, outros um tanto estranhos paro o paladar ocidental. No Japão existe o maior numero de restaurantes estrelados do guia Michelin, vale muito à pena investir em algumas reservas. O Japão é um pais muito peculiar, mas as pessoas são muito respeitadoras. Se prepare para ficar com dor nas costas de tanto abaixar a cabeça para agradecer a tudo! Um país sensacional com muita cultura, foi uma viagem sensacional.

 Foto Raffaella Calfat
Raffaella Calfat é formada em Relações Internacionais pela Faculdade de Economia da Faap. Também tem um Associates Degree em Fashion Merchandising pela Miami International University of Arts and Design. Já trabalhou como Relações Publicas em Miami e no Brasil já teve uma empresa de eventos e atualmente está cursando MBA de Gestão de Luxo na FAAP.

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