Viagem à Jordânia – PETRA

Essa semana, continuando nossa viagem pelo Oriente, vamos visitar uma das sete maravilhas do mundo desde o ano de 2007!!! Petra na Jordânia!

Amman, capital da Jordânia, está cercada por sete colinas com o centro da cidade no meio. É a maior cidade do país, com dois milhões de habitantes, e fica entre o deserto e o vale fértil da Jordânia.

Em 1921, quando o Rei Abdullah Ibn Hussein a tornou capital, a cidade não passava de uma aldeia povoada principalmente por beduínos. Construíram uma linha de trem entre Damasco e Medina na Arábia Saudita para facilitar a peregrinação anual, o que aumentou a importância desta cidade.

Amman é uma das cidades habitadas continuamente mais antigas do mundo e a maioria de sua população é constituída por refugiados palestinos.

Vista da cidadela de Amman – Foto Yeda Saigh

Visitar a Cidadela no topo de uma colina da cidade, as ruínas da cidade bizantina (326 d.C) são impressionantes. Não deixe de conhecer o Museu Nacional de Arqueologia, o mais interessante são: um conjunto de artefatos históricos relacionados com os períodos por que a cidade passou, e alguns originais dos Manuscritos do Mar Morto.

As melhores opções de hotéis em Amman estão todas no topo de uma das sete colinas da cidade, a poucos passos da Cidadela de Amman, do Teatro Romano, e dos muitos centros comerciais da cidade.

Teatro Romano antigo – Amman – Foto Yeda Saigh

Hotel Meridien Forte Grand

5 estrelas, o fitness e o spa do hotel são ótimos, incluindo além da sauna, massagens e tratamentos faciais, piscinas interna e externa. O hotel tem uma parceria com o master Chef Jean-George Vongerichten e oferece todos os dias opções assinadas por ele no café da manhã e à noite no Restaurante Cosmo. Há outras boas opções de restaurantes no hotel: 282 Steak and Lounge, Al Mukhtar, La Brasserie, Tiffany Bar and Lounge, China Town, Enzo e Benihana.

Hotel Four Seasons

5 estrelas, sempre oferecendo um padrão de qualidade e excelência. Foi o único hotel na Jordânia incluído no Travel + Leisure de melhores hotéis do mundo em 2011.

Hotel Four Seasons – Foto Internet

Hotel Inter Continental

Vencedor do prêmio “O Melhor Hotel de Negócios de Amman”, concedido pela revista Business Traveller, o Inter Continental é muito bem localizado e foi todo remodelado.

Hotel Sheraton

5 estrelas, como os anteriores muito bem localizado, várias opções de restaurantes passando pela cozinha asiática e italiana, fitness e outras amenidades.

Faz parte do tour da Jordânia visitar três castelos no deserto. Esses castelos serviam para o prazer dos kalifas, para aprenderem as tradições dos beduínos e árabes que viviam no deserto, como a caça, e também para proteção.

1 – Qasr (que quer dizer castelo) Haraneh, o nome vem da terra balsâmica, quente, preta, parte vulcânica; as caravanas vinham do norte da Síria, do leste do Iraque, do sul da Arábia, do Egito e de Israel, é um lugar incrível. É uma fortaleza imponente e bem preservada e serviu como uma espécie de hotel para as caravanas que passavam pela região.

Castelo Haraneh – Foto Yeda Saigh
Castelo Haraneh – Foto Yeda Saigh

2 – Qsar Amra, um castelo de caça e lazer dos Omíadas, construído no século VIII, declarado pela Unesco como patrimônio mundial da humanidade pela beleza de sua arquitetura e bom estado de preservação. É um bom exemplo da arquitetura árabe islâmica, mas seu maior valor está nos afrescos das paredes internas. Na nave central, um teto abobadado, com uma lindíssima pintura do Zodíaco. As mulheres foram representadas nuas nas paredes e tetos dos castelos uma vez que naquela época os homens não podiam vê-las nuas ao natural.

Castelo Amra – Foto Yeda Saigh
Castelo Haraneh – Foto Yeda Saigh

3 – Qsar Azraq é o terceiro castelo que vamos visitar e fica em um antigo oásis. Hoje ao entrarmos em Azraq já não temos a sensação de entrar num oásis. O deserto estende-se por toda a povoação e já são poucas as palmeiras. O castelo, no entanto, encontra-se razoavelmente bem preservado e deve a sua fama ao fato do oficial inglês T.E. Lawrence, mais conhecido como Lawrence da Arábia ter pernoitado lá durante sua luta ao lado dos beduínos árabes contra os turcos.

Castelo Azrak – Lawrence da Arábia – Foto Yeda Saigh

A cidade antiga de Jerash, ao norte de Amman (48 quilômetros) é uma das maiores e mais bem conservadas ruínas romanas do mundo fora da Itália. Há apenas 70 anos começaram a escavar e restaurar os tesouros romanos escondidos durante séculos na areia em Jerash. A cidade é um dos destinos imperdíveis da Jordânia, conservando até hoje suas ruas de colunatas e pavimentadas, banhos, teatros, templos, praças e arcos em condição excepcional.

Dentro das muralhas da cidade, os arqueólogos encontraram ruínas de assentamentos que datam do período Neolítico, indicando a ocupação humana neste local há mais de 6500 anos!!! o que nos faz entender porque essa cidade está entre as mais antigas habitadas continuamente na história do homem.
Nymphaeum Jerash – Foto Yeda Saigh
Plaza Oval – Jerash – Foto Yeda Saigh

Ir ao Monte Nebo onde está enterrado Moisés e visitar seu túmulo. É o local onde ele foi enterrado e o local santo mais venerado da Jordânia. É muito bonito: pode-se ver a vasta paisagem que junta o Vale do Jordão, o Mar Morto, Jericó e Jerusalém, normalmente conhecida como a Terra Santa.

Túmulo de Moisés – Foto Yeda Saigh
Monte Nebo – Vista Panorâmica – Foto Yeda Saigh

Fundada há cerca de 3.500 anos Madaba merece uma visita por sua importância histórica, é um dos lugares mais importantes da Terra Santa e conhecida como a “Cidade dos Mosaicos”. A atração principal está na Igreja Grega Ortodoxa de S. Jorge: um mapa de mosaicos bizantino do século VI, extremamente nítido que mostra Jerusalém e outros locais sagrados.

Mosaico de Madama – Foto Yeda Saigh

Visitar o castelo de Karak, cidade dos cruzados, que está a 1000 metros acima do nível do mar e cujas muralhas chegam a ter mais de cem metros de altura. Do castelo a vista sobre o Mar Morto é maravilhosa, ainda restam muitas construções otomanas do século XIX.

Petra

O dia ápice da viagem: sair de manhã e voltar a noite, um dia inteiro de visita à Petra, uma das sete maravilhas do mundo!! Para chegar a Petra caminha-se por um desfiladeiro, uma passagem estreita, de um quilometro e meio, conhecido como Siq.

Caminho para Petra – Foto Yeda Saigh

Os Nabateus, povo que vivia em Petra, se estabeleceram lá em 312 ac. Ganharam o controle do comércio entre a Arábia e a Síria. Viviam do transporte de especiarias, incenso, mirra e plantas aromáticas que levavam dos atuais Iêmen e Omã, até o Mediterrâneo. Esses nômades iriam surpreender a todos criando um império e esculpindo sua capital, Petra.

Desfiladeiro para entrar em Petra – Foto Yeda Saigh
Entrando em Petra – Palácio Al Khazneh – Foto Yeda Saigh

O céu em Petra é sempre azul, o que deixa tudo lindo! todas as rochas são esculpidas com desenhos de animais. Chegando ao fim do desfiladeiro tem uma praça enorme com várias tumbas, catedrais, tudo esculpido nas rochas. É fantástico! Visitar o teatro cavado na rocha, aproveitar um coffe-shop no local para uma parada e depois subir para ver a vista panorâmica e o local onde o governo construiu casas para os beduínos que moravam em Petra e tiveram que sair, mas até hoje ameaçam voltar.

Na cidade encontram-se vestígios de várias épocas: teatro romano, túmulos reais, casas de vários períodos arquitetônicos, câmaras funerárias, salões de banquetes, banhos, etc. As paredes de arenito ganham cores: manchas amarelas, laranjas e vermelhas que decoram naturalmente o desfiladeiro. As formas são curvilíneas, moldadas pela erosão dos elementos da natureza. Não deixe de visitar no final do desfiladeiro o Al Khazneh, ou o Tesouro, o mais belo monumento de Petra, o mausoléu real.

O lindo colorido nas pedras em Petra – Foto Yeda Saigh

Sob domínio Nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as das cidades de Damasco e Palmira.

O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt em 1812. O nome Petra vem do grego e significa rocha, a cidade das rochas,

Petra nos dias de hoje.

Curiosidades

O edifício da Câmara do Tesouro, em Petra, foi utilizado como cenário no filme “Indiana Jones e a Última Cruzada” em 1989 com Harrison Ford.

Em novembro de 2009, a cidade de Petra foi palco para a novela brasileira “Viver a Vida” de Manoel Carlos. Entre os destaques na cidade, foi realizado o Petra Fashion Days, desfile de moda à céu aberto em frente as ruínas da Câmara do Tesouro (Al Khazneh). Na verdade o desfile não foi realizado no local. A Rede Globo enviou junto com os atores, uma equipe que fotografou todo o cenário com técnicas de 3D. As imagens foram inseridas por computador, atrás do palco montado em estúdio para o desfile, que contou com as personagens Helena (Taís Araújo) e Luciana (Alinne Moraes).

O Hotel Mövenpick Nabatean Castle fica a dez minutos da entrada do lugar histórico de Petra. Em uma altitude de 1400 metros oferece vistas maravilhosas over sweeping hillsides. O hotel foi desenhado pelo recipient do Agha Khan Award for Islamic Architecture, Engineer Rasem Badran.

Uma vila antiga chamada Taybet foi inteiramente reformada e virou o charmosíssimo resort village hotel Taybet Zaman. É um hotel com uma atraente riqueza cultural em história e herança que lhe transporta para uma Jordânia rural do século XIX.

Visitar hotel típico Taybet Zaman, muito simpático com lojas, mas bom para o verão; é uma vilazinha antiga que eles reformaram as casas em apartamentos. Jantar hotel, ótimo.

Hotel Taybet – Foto Yeda Saigh

Em 6 de Dezembro de 1985, Petra foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, e em 7 de Julho de 2007, no estádio da Luz, em Lisboa, Portugal, ela foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo.

Catedral em Petra – Foto Yeda Saigh

O trabalho arqueológico que existe em Petra é enorme. Visitar uma tenda enorme e linda onde os ingleses há tempos vem fazendo escavações e pesquisas arqueológicas. Acharam uma catedral com um tapete de mosaicos maravilhoso, parece feito ontem, cheio de desenhos de bichos. A inglesa Chrystall Bennet conduziu as escavações em Petra e na cidadela de Amman, entre os anos de 1960 até 1983 quando se aposentou.

Tenda de trabalho arqueológico em Petra – Foto Yeda Saigh
Tapete em mosaico – séc. II AC – Catedral em Petra – Foto Yeda Saigh

Pode-se voltar pelo mesmo caminho, ou dando a volta pela casas dos beduínos e de lá pegar um táxi. Aconselho a primeira opção porque era uma subida íngreme e demorou mais de duas horas embaixo de um sol causticante!!! Para quem não agüenta eles oferecem um burro.

Volta do passeio de Petra – Foto Yeda Saigh

Ir para o deserto de Wadi Rum, que quer dizer Vale do Rum com um jeep (três horas) e andar no deserto até o entardecer, é um passeio inesquecível. Entrar nas areias rosadas deste deserto é um encanto especial proporcionado pelos maciços de granito que a natureza modelou com formas caprichosas. Ver o pôr do sol no deserto de Wadi Rum vale muito a pena. É o lugar onde Lawrence da Arábia fazia a ronda para fiscalizar os turcos.

Wadi Rum – Foto Yeda Saigh
Wadi Rum – Foto Yeda Saigh

Ir para Aqaba, no extremo sul da Jordânia. A cidade limita-se ao norte com Eilat, em Israel, e tem um posto de fronteira, onde é possível atravessar para o país vizinho.

Estrada para Aqaba – Foto Yeda Saigh

Hotel Kempinski em Akaba hospitalidade da Jordânia com um estilo europeu luxuoso. Do hotel pode-se ver o Mar Vermelho, uma vista muito bonita – é o único porto e a única praia da Jordânia. No verão fica lotada.

Hotel Kempinski – Aqaba – Foto Yeda Saigh

Dar uma volta de carro na avenida da praia, de onde pode-se ver a olho nú uma paisagem única, três países: Israel, Egito e Arábia Saudita, um ao lado do outro.

A partir da Jordânia vista de três países:
Israel, Egito e Arábia Saudita – Foto Yeda Saigh

A cidade de Eilat é um balneário bem mais chique que o de Aqaba, que é a única praia frequentada da Jordânia; ao lado, no golfo de Golfo de Aqaba, está o Mar Vermelho, chama-se vermelho por causa do coral que existe no mar.

Eilat – Foto Yeda Saigh

Para terminar um lindo pensamento de T.E. Lawrence. (Thomas Edward Lawrence – 16 de Agosto de 1888/19 de Maio de 1935), também conhecido como Lawrence da Arábia, foi um arqueólogo, militar, agente secreto, diplomata e escritor britânico. Tornou-se famoso pelo seu papel como oficial britânico de ligação durante a Revolta Árabe de 1916-1918. Neste período (1919-1922), Lawrence escreveu a sua obra-prima “Os Sete Pilares da Sabedoria, as suas memórias da Revolta Árabe”, e que seria publicada em 1926.

Lawrence da Arábia – Foto Yeda Saigh

“Todos os homens sonham, mas não da mesma forma. Os que sonham de noite, nos recessos poeirentos das suas mentes, acordam de manhã para verem que tudo, afinal, não passava de vaidade. Mas os que sonham acordados, esses são homens perigosos, pois realizam os seus sonhos de olhos abertos, tornando-os possíveis.”

Seven Pillars of Wisdom TE Lawrence

16 comentários em “Viagem à Jordânia – PETRA

  1. Yeda. Obrigado. Já estávamos sentindo falta das imagens, notícias e comentários que nos trazes deste mundo: que é bem maior e mais lindo para quem tem olhos para ver e olhar para sentir. Grande abraço,
    Gari e Izabel

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  2. QUE LOUCURA!!! QUE PETRA ESPLÊNDIDA! E VC NO BURRO, HEIN? HAHAHAHAHAHA! O TEXTO, USANDO UMA VELHA PALAVRA, É PRIMOROSO. QUE BELO TRABALHO VC ESTÁ FAZENDO. PARABÉNS!
    BEIJÃO, ESTOU ENCANTADA COM TUDO O QUE VC FAZ!

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  3. Da Yeda
    Obrigado por ter me passado o endereço do blog
    dei uma olhada rápida.
    Os artigos são muito bons e as fotos estão lindas.
    Vou olhar o blog com mais calma.
    Parabéns!
    Abraço
    Mitsuru

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  4. Cara Yeda,
    Muito obrigado pelo artigo em torno da viagem na Jordânia. Combina perfeitamente informaçoes praticas com elementos historicos, arqueologicos e poeticos. Aprendi muito.
    Cela a ravivé chez moi l'envie de connaître ces lieux chargés d'histoire. J'imagine aussi la richesse des senteurs et des couleurs.
    Au Louvre j'ai inauguré un nouveau parcours autour des “Stratégies sexuelles et de séduction dans l'art occidental du Rococo au Romantisme”.
    Puis je continue à travailler sur mes créations artistiques, notamment sur les “livres de peintre”, autour du Minotaure.
    Amitiés
    Laurent

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