Nepal

Entre a China, a Índia e o Himalaia fica o Nepal, um pequeno país místico como a Índia, que exerce grande atração sobre o ocidente.

Entre os turistas é raro quem vá à Índia e não visite também o Nepal. No vale de Katmandu há três cidades muito próximas uma das outras, três antigos reinados nepaleses, que valem a visita: Katmandu, Bhaktapur e Patan. O reconhecimento da região como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco foi feito como um todo para as três cidades e batisado como “Vale do Katmandu – Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco”.

Rostos nepaleses
Katmandu

Katmandu é a capital e a maior cidade do Nepal e da região do Himalaia com mais de um milhão de habitantes. Depois ter anexado o vale de Katmandu a seu reinado, e convertido Katmandu como capital do reino Gorkha, toda terra conquistada naquela região ficou fazendo parte do Nepal: os historiadores britânicos contemporâneos chamavam esse vale de “Nepal Proper”. Katmandu é a porta para o turismo do Nepal e oferece a melhor infra estrutura. A rica história da cidade tem mais de 2.000 anos.

Praça de Katmandu

A maioria do povo de Katmandu segue a religião hinduísta, seguida pela religião budista. A língua comum é o nepali e o inglês é compreendido pela população mais culta da cidade.

Rua em Katmandu
Vista de Katmandu
Visitar:
1 – Templo budista Swayambhunath

Uma das maiores atrações do Nepal, o Templo budista Swayambhunath, fica no alto de uma colina. Para chegar lá é preciso subir 367 degraus! É conhecido também como o Monkey Temple, tantos são os macacos que lá vivem, pois sendo um animal sagrado não pode ser tocado.

De vez em quando, por uma janela bem pequena, pode se ver um monge conversar com as pessoas, ou cantando, tocando tambor e cornetas. Swayambhunath tem uma vista panorâmica linda sobre Katmandu.

Templo budista Swayambhunath
Curiosidade

Geralmente em volta dos templos, há uma espécie de instrumento, no qual as pessoas vão passando a mão e fazendo rodar, ao mesmo tempo em que rezam ou cantam, como se fosse um terço, semelhante a uma roda de orações. Normalmente as pessoas comuns não podem entrar nos templos.

Roda de Orações
2 – Stupa Boudhanath

A mais velha stupa do Nepal, com mais de 2.000 anos, é uma enorme cúpula branca brilhante, simbolizando a pureza do Nirvana ou a libertação do ciclo interminável de reencarnações.

A grande cúpula tem em cima uma torre em espiral com 13 camadas de ouro. Entre a cúpula e a torre estão os tradicionais olhos que Tudo Vêem, pintados em todos os quatro lados da stupa, olhando para toda a cidade e o número um no lugar do nariz, porque só existe um caminho para se chegar a verdade.

Em cima da torre, eles penduram um monte de faixas coloridas, parecendo de longe um enorme brinquedo de um parque de diversões. Ao lado da stupa vimos um centro de refugiados tibetanos e muitas lojas.

Stupa Boudhanath

A base da stupa é uma mandala de lótus estilizada e dizem ter sido construída no local exato onde o santo chines Manjushri viu o lótus flamejante flutuando no lago, que cobria o vale de Katmandu.

Segundo a lenda, para venerar o lótus flamejante, Manjushri cortou com sua espada gigante uma área nas colinas que cercam Katmandu e drenou o lago. Ao lado, uma imagem enorme de um buda, um pagode, uma imagem da deusa Hariti e dois templos hindús, tudo na mesma praça.

3 – Katmandu Durbar Square Royal Palace

Durbar quer dizer Palácio, é muito bonito, com destaque para o trabalho de entalhe na madeira, e é o que mais chama a atenção nos monumentos do Nepal, realmente um trabalho extraordinário.

Trabalho de entalhe na madeira
O Palácio Real tem quatro construções, cada uma seguindo o estilo de uma cidade para comemorar a unificação do Nepal, onde antes havia 52 reinados.

Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco

Durbar Square Katmandu
Kumari Devi

Residência da Deusa Viva: Um complexo de pagodes ou templos, os turistas só podem ficar no pátio central, não podem entrar. O guia chama a menina pelo nome santo da deusa e ela aparece: é uma garota de 13 anos com os olhos muito pintados. As meninas ficam no templo e são deusas até ficarem menstruadas, depois escolhem outra.

Chama a atenção uma enorme imagem de Kalo Bhairab em pedra, deus que cuida e pune, usada antigamente como detetor de mentiras. São muitos templos em diferentes estilos, formando um conjunto maravilhoso: lojas, barracas de frutas, pessoas de todos os tipos, de  tudo um pouco, é muito interessante.

Kumari Devi
4– Pashupatinath
Um dos mais importantes templos hinduístas em homenagem ao deus Shiva, onde só os hindus podem entrar. Ao lado do templo passa o rio sagrado Bagmati, que deságua no Ganges. Na beira do rio tem várias plataformas onde cremam os mortos. O costume das pessoas da cidade é ir para lá para morrer. Os moribundos ficam em um pagode até a morte chegar e depois são cremados. Pode se ver o pagode do rio, é muito bonito com muito detalhe em madeira dourada. Tem vários pequenos templos dedicados a Shiva com esculturas de lingham (pênis) dentro, feito por diferentes famílias. Vimos um morto ser cremado. A cidade dá muita paz, pessoas e monges rezando.

Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco

Templo Pashupatinath
Curiosidade

Os monges são da Índia, não há monges nepaleses. Vimos um cadáver coberto com cetim amarelo esperando para ser cremado. Subimos uns degraus para uma colina de onde se vê um templo hindú com uma linda porta de prata. Novamente só entra hindu, nem budistas, nem turistas podem entrar. Muitos macacos por todos os lados. Vimos ainda muito “sadhus”, que significa, homens santos hinduístas.

Monges rezando
5 – Montanha Dulikhel
Ir para a montanha de Dulikel para ver o Himalaia e o Monte Everest é um programa imperdível! O caminho é lindo e a paisagem belíssima!!! Ao longo da estrada vê-se muita plantação de arroz e de trigo pelas encostas em curvas de nível. A vista para o vale é maravilhosa. O lugar se chama Kakam, tem uma casa da Embaixada da Inglaterra e uma outra casa onde servem um chá.

Com o tempo lindo que fazia vimos o Himalaia coberto de neve, três picos maravilhosos, que sorte! O local é usado para a prática do “paraglide”, esporte muito procurado nessa montanha.

Vista Everest Himalaia
Ir ver as danças do Nepal perto do hotel, muito bonitas.
Annapurna Hotel*****

O primeiro cinco estrelas do Nepal no coração da cidade, muito bem localizado, serviço muito bom, spa, fitness, piscina, restaurantes, um pequeno shopping e jardins lindos.

Annapurna Hotel
Dwarika Hotel

Hotel fora do centro da cidade, espaçoso, apartamentos muito confortáveis, com decoração personalizada em cada um deles. Belo jardim, massagens incríveis e bom restaurante. Um pouco antigo como os outros da cidade, mas confortável e espaçoso.

Dwarika Hotel
Hotel Yak & Yeti****

Muito bonito, estilo meio suiço, restaurante ótimo, com lareira, bem decorado, piscina, quadra de tenis. Quartos mais ou menos, um pouco antiquado, precisando uma reforma. Verificar se ainda existe ao lado do hotel uma loja de pashmina ótima, a melhor que fomos no Nepal.

Hotel Yak & Yeti
Hotel Katmandu-Soaltee Crown Plaza (antigo Soltee Oberoy)****

Em uma área verde muito bonita, fora do centro, o hotel tem vários restaurantes onde se pode escolher entre a cozinha local, chinesa e italiana. Houve época em que esse hotel, antigo Oberoi Soaltee, foi o melhor em Katmandu, hospedando personalidades como a Rainha Elizabeth II e a Princesa Diana.

Soaltee Crown Plaza Hotel
Bhaktapur
A segunda pequena cidade medieval no vale de Katmandu, vista maravilhosa durante o caminho, (a menos transformada pelo progresso) bem bonita, com templos de diversas arquiteturas do século VII, construídos pelo rei Malla, o mais importante de todos.
Visitar:
1 – Durbar Square

Palácio das 25 janelas com uma porta toda dourada. Vários templos, Mahadev, Parvati, Machender Bahl, lugar sagrado para os budistas e hindús, todos de madeira do século XVII.

Durbar Square  Bhaktapur
2 – Festival da deusa Kali

Durante esse festival sacrificam animais em honra da deusa Kali. É impressionante. As pessoas levam galinhas, porcos, bodes, e matam na hora. Depois tem pessoas pagas para limpar os animais, então eles assam e comem. Todo esse ritual é uma oferenda para a Deusa Kali. Levam também comidas e flores. É cheio de gente: gurus, velhas, crianças, turistas, tudo misturado.

Festival da Deusa Kali
Patan
É a terceira cidade do vale de Katmandu, a segunda em tamanho e a mais budista delas. A “Durbar Square” é maravilhosa: templos, estátuas e palácios e o imperdível Museu Patan. A cidade de Patan é também conhecida como um tradicional centro de artezanatos, jóias típicas, estátuas de Budas e máscaras.
Visitar:
1 – Durbar Square

O palácio tem um pátio interno todo entalhado em madeira com uma banheira toda entalhada em pedra. Depois outra praça interna com uma coluna de pedra e a escultura do rei em cima, com uma cobra e um passarinho. Conta a lenda que quando o rei estava para morrer, disse que só estaria morto quando o passarinho voasse, como ele nunca voou, acreditam que o rei esteja vivo até hoje. Arrumam a cama dele todas as noites e de manhã a encontram desarrumada. Do lado de fora do palácio um extenso comércio de camelots, vacas, etc…

Durbar Square – Patan
Ao lado, vários pagodes com sinos nos telhados, que tocam com o vento. Um pátio com um pequeno pagode no meio e um Buda de ouro.
2 – Palácio Real

Muito parecido com os outros. Entalhes em madeira lindos. No meio do palácio tem um pátio com uma fonte onde o rei tomava banho, lugar muito bonito. Tem uma porta dourada para o rei entrar. O complexo onde fica o Palácio residencial de Keshav Narayan Chowk, abriga o museu desde 1734 e um monastério budista onde ainda reverenciam o ritual da passagem da porta todos os anos. Na verdade tanto o monastério quanto o palácio ficam sobre fundações tão antigas que remontam aos séculos III a IX D.C.

Palácio Real Patan
3 – Patan Museum
O Museu mostra a tradicional arte sagrada do Nepal em um conjunto arquitetônico muito bonito. Fica numa parte antiga de Patan Darbar e um dos palácios reais do então rei Malla do Vale do Katmandu. Sua porta e janela com guirlandas dão para uma das praças mais bonitas do mundo.
O palácio e a praça também são Patrimônio Mundial da Unesco.
Campos de refugiados tibetanos
Em 57, quando a China invadiu o Tibet, 8.000 tibetanos fugiram para o Nepal. Hoje são quinze a vinte mil refugiados tibetanos e já estão misturados com o povo nepalês.
Fábrica de tapetes
Visitar uma fábrica de tapetes e ver as pessoas trabalharem, pareciam muito felizes. Dá para comprar tapetes muito bonitos com preços ótimos! No Nepal muitas crianças trabalham em fábricas.
Antiquários

Havia dois antiquários maravilhosos na cidade: um só com peças do Butão e outro só com peças chinesas. Compras imperdíveis!!

Loja Katmandu
Para terminar um pensamento de Mahatma Gandhi:
“Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.”
A semana que vem continuamos nossa viagem pela Índia!
Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

8 comentários em “Nepal

  1. …desculpem se não é para responder…
    mas, queridas Virginia e Yeda, que beleza…..! e quero que saibam que vcs são responsáveis por algumas boas e belas “idéias” …..
    vou guardando, fundo da gaveta, rsrrrrr , uma hora acabo usando!

    Merci! bjs para as duas

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  2. Olá, Yeda! Há quanto tempo! Quase morro de inveja com a visita ao Nepal! Agora tenho de me conformar com fotos e imaginação! Mas obrigada por mostrar um pouco do que não posso mais sonhar em ver! Beijos.Barbara

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