Montreal – Mont Royal

Um pouco de história – Fundada em 1642, Montreal foi até à década de 1960 o principal polo financeiro e industrial do Canadá, bem como a maior cidade do país. É a maior cidade da província  de Quebec, a segunda mais populosa do Canadá. Fica na ilha do Rio São Lourenço, sendo um dos principais centros industriais, comerciais e culturais da América do Norte.

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Chegada em Montreal (vista aérea) – Foto Yeda Saigh

O primeiro europeu a pisar na atual cidade de Montreal foi Jacques Cartier, em 1535. e então fincou uma cruz, a primeira de uma série, em honra ao Rei francês Francisco I, que havia patrocinado a excursão de Cartier. Não achou ouro como esperava mas quartzo conhecido na época como o ouro dos tolos.

 Ficou sob o domínio da Colonização Francesa até 1760 e passou definitivamente para controle britânico em 1763, dada a decisão francesa de manter a Ilha de Guadalupe, no Tratado de Paris, cedendo as colônias na América do Norte para o Reino Unido.

Montreal era habitada por nativos algonquinos, hurões e iroqueses, por milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus.

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Catedral – Foto Yeda Saigh

Montreal é a metrópole que representa as duas metades da alma canadense: a inglesa e a francesa. Segunda maior cidade de língua francesa do mundo depois de Paris, Montreal é também a capital do bilinguismo: seus moradores trocam do francês para o inglês com uma facilidade impressionante. Há bairros em que o inglês predomina e locais nos quais o francês é mais usado, mas em toda parte é possível encontrar pessoas que falam os dois.

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Montreal no Outono – Foto Internet

Os contrastes de Montreal não são apenas linguísticos. Num mesmo dia é possível voltar ao século 18 ao passear pela Vieux-Montréal, parte antiga da cidade, com charmosas construções coloniais e ruas de paralelepípedo, e apreciar a arquitetura avant-garde do Quartier International; fazer compras nas butiques da movimentada Rue Saint Catherine e relaxar em meio aos gramados e árvores do Parc du Mont-Royal.

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Centro Montreal moderno – Foto Yeda Saigh

A palavra “Montréal” vem de Mont-Royal, um morro localizado na cidade, no centro da ilha. Montreal é um dos centros culturais mais importantes do país, sediando vários eventos nacionais e internacionais. Entre eles estão o Juste pour Rire, um dos maiores festivais de comédia do mundo, o Festival de Jazz de Montréal, um dos maiores festivais de jazz do mundo, e o Grand Prix de Montréal. Com todos estes eventos, aliado ao seu centro antigo, “le Vieux-Montréal“, Montreal é considerada a cidade mais européia da América do Norte.

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Festival de Jazz – Foto Internet

Montreal possui uma das populações mais bem educadas do mundo, e é atualmente uma das cidades mais seguras do continente americano.

Ficamos no hotel Le Crystal ****, localização bem central perto da Av. St Catherine (a mais importante de comércio), dá para fazer tudo a pé, estação de metro ao lado. O hotel é ótimo, recepção super eficiente, educada, atenciosa e profissional. Os quartos são super modernos e muito bem decorados. Tem um Starbuks dentro do hotel que sempre ajuda para um café da manhã rápido e econômico, além do restaurante La Coupole que é muito bom, recomendo!

An innovative cuisine using products from local artisans from all Québec

Endereço: 1100 Rue de la Montagne, Montréal, QC H3G 0A1, Canadá

Telefone: +1 514-861-5550

http://www.hotellecrystal.com/default-fr.html

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Hotel Le Crystal – Foto Internet

Passeios

Museu des Beaux Arts

Com um público estimado em aproximadamente 500 mil visitantes por ano, o Museu de Belas Artes de Montreal é uma das atrações turísticas mais visitadas da cidade.

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Musée des Beaux Arts – Foto Yeda Saig

O acervo é um dos mais importantes da América do Norte e conta com mais de 35 mil obras de arte, objetos e esculturas da arte européia, arte barroca, além de obras de renomados artistas impressionistas e pós-impressionistas, como Pablo Picasso, Henri Matisse e Otto Dix. Outro destaque é a coleção de arte canadense desde a chegada dos colonizadores a Nova França até os dias de hoje.

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Musée des Beaux Arts – Foto Yeda Saigh

Vimos duas exposições lindas, uma dos affiches de Toulouse Lautrec e outra de fotos de Mapplethorp 

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Exposição Mappethorp – Foto Yeda Saigh

 

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Exposição Affiches de Toulouse Lautrec – Foto Yeda Saigh

Um dos bons programas para se fazer é pegar o ônibus de dois andares hop-on hop-off: você conhece os lugares mais importantes de Montreal, tais como a Basílica de Notre-Dame, Chinatown, Mount Royal Park, Crescent Street, Old Port e Old Montreal, você pode descer visitar o lugar e depois pegar outro ônibus, eles passam a cada 15 mns. Nós descemos no Museu Pointe-à-Callière visitamos a exposição do Hermès e depois pegamos outro e continuamos o passeio, é muito prático, não é barato, custou 48,00 dólares canadenses por pessoa mas valeu a pena! É realmente uma maneira divertida e rápida de conhecer a cidade de Montreal e as muitas atrações surpreendentes que oferece.

Curiosidade

Existe esse hop-on hop-off tour de ônibus em várias cidades do mundo, eu já fiz em muitas! Procure saber quando você estiver em alguma cidade grande se existe esse tipo de tour.

Musée d’Archéologie et d’Histoire Pointe-à-Callière

O museu de Arqueologia e da História de Pointe à la Callière também é um dos mais relevantes museus de Montreal. A atração reúne, no mesmo local, um sítio arqueológico e centenas de artefatos encontrados ao longo do tempo. Mas um dos destaques é que seu prédio foi construído onde aconteceu a missa de celebração à fundação de Montreal, e outro destaque é o fato do museu ter sido erguido acima de um sítio arqueológico.

Foi inaugurado em 1992 para marcar o 350º aniversário da fundação da cidade. A missão do Museu é a conhecer e amar a história da metrópole de Quebec e para estabelecer relações com as redes regionais, nacionais e internacionais preocupadas com arqueologia, história e urbanidade.

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Musée Pointe à Calliere – Foto Internet

Dessa vez vimos uma exposição lindíssima: Le Cheval et l’homme, coleção Émile Hermès – Paris, é uma exposição produzida por Pointe à Callière em colaboração com a família dos descendentes do Sr. e Sra Émile Hermès e seus patrocinadores.

Pela primeira vez em sua história, Hermès concordou em viajar mais de 300 objetos importantes do gabinete amador da 24, rue du Faubourg Saint-Honoré, em Paris. A coleção traça a história do cavalo e sua relação com o homem.

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Exposição Le Cheval et l’homme – Foto Yeda Saigh

Almoçamos no Restaurante L’Arrivage de paredes de vidro, no andar de cima do museu, no edifício Éperon: é banhado pela luz natural e oferece uma vista excepcional do Porto Velho, super simpático, comida muito boa, aconselho a sentar no terraço.

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Vista do Restaurante L’Arrivage – Foto Yeda Saigh

Musée du Château Ramezay

O encantador palacete Chateau Ramezay, na Vieux-Montréal abriga um museu com acervo super completo com obras de arte e objetos de uso diário da Nova França, a Quebec colonial. Em uma construção clássica, datada do século XVIII, o palacete foi o primeiro a ser considerado um monumento histórico na província de Quebec. O passeio é imperdível, ainda mais pelo belíssimo jardim em estilo francês e também pelos tours com guias vestindo trajes de época.

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Musée du Château Ramezay – Foto Internet

Cidade subterrânea

Em Montreal existe uma cidade subterrânea de 32kms de túneis espalhados por mais de 12 km2, as áreas conectadas incluem shopping centers, prédios de apartamentos, hotéis, condomínios, bancos, escritórios, museus, univeridades, sete estações de metrô, duas estações de trem, um terminal regional de ônibus e o Centre Bell, complexo servindo de anfiteatro e arena. Existem mais de 120 pontos externos de acesso à cidade subterrânea.

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Exposição Barbie – Foto Yeda Saigh

No inverno, aproximadamente 500.000 pessoas circulam na cidade subterrânea diariamente. Foi construída por causa do intenso inverno. Assim que chegamos em Montreal, me chamou a atenção a quantidade de obras na cidade, perguntei para um chauffeur de taxi se eram obras de metro e ele respondeu: nós só podemos trabalhar durante 4 meses do ano ao ar livre, o inverno chega a 40 graus negativos e é impossível trabalhar fora, então eles procuram fazer todas as obras no verão. 

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Cidade Subterrânea – Foto Internet

Vieux Montreal

É um bairro histórico da cidade de Montreal localizado no bairro de Ville-Marie. Foi declarado um distrito histórico em 1964. E´super agradável passear sem lenço e sem documento em Vieux Montreal. Fomos a pé até a Praça Jacques Cartier que é a mais importante, bem bonita, ruas cheias de lojinhas, muito turistas. Almoçamos num restaurante francês muito simpático e bom:

Maison Christian Faure

Além de ser um ótimo salão de chá onde comemos um sanduiche muito gostoso, é uma escola de pâtisserie e tem doces divinos. Muito bem servido.

Endereço: 355 Place Royale, Montreal, Quebec H2Y 2V3, Canadá.

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Vieux Montreal – Foto Internet

Restaurantes

Ferreira Café

Restaurante português, excelente serviço do início ao fim. A comida super fresca, preparada com perfeição. Ambiente muito agradável.

Endereço: 1446 Rue Peel, Montréal, QC H3A 1S8, Canadá

Telefone: +1 514-848-0988

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Café Ferreira – Foto Internet

Maison Boulud 

Dentro do hotel Ritz, cozinha de um grande chef Daniel Boulud com tradição francesa, mas também inspirado por décadas passadas em New York. O menu acompanha a riqueza de fornecedores quebequenses. Você vai encontrar carnes Lyonnaise, sabores mediterrâneos e pratos criados apenas para a Maison Boulud.

Endereço: Ritz-Carlton Montreal, 1228 Sherbrooke St W, Montreal, QC H3G 1H6, Canadá

Telefone:+1 514-842-4224

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Maison Boulud – Foto Internet 

Para terminar um pensamento de Amir Klink:

“Pior que não terminar uma viagem é nunca partir.”

 

 

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