Embarcamos em São Paulo rumo a Barcelona em um voo da Latam às 18h10, chegamos a Barcelona às 10h30, com cinco horas de diferença em relação ao Brasil. Vôo muito bom!

Foto Yeda Saigh
Ficamos no Hotel “The One Barcelona”, no elegante bairro de Eixample, a poucos passos do Passeig de Gràcia. Gostei muito do hotel e recomendo! Quarto ótimo, decoração muito bonita e bem confortável.

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O prédio já abrigou um edifício de escritórios e foi redesenhado para se transformar em hotel de luxo. O projeto de interiores ficou a cargo do renomado designer chileno Jaime Beriestain, que assina também boa parte do mobiliário. No último andar, há uma piscina exclusiva para hóspedes e o Mood Rooftop Bar, com vista panorâmica de Barcelona, inclusive da Sagrada família, ícone de Barcelona, e foi premiado como Best Urban Hotel pela Condé Nast Traveler.

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Tomamos café no Baluard, padaria vizinha ao hotel, deliciosa. O dia era especial: 23 de abril, “Dia de Sant Jordi”, uma das datas mais queridas da Catalunha.
A tradição manda que o homem dê uma rosa para a mulher e ela dê um livro para ele. A lenda conta que Sant Jordi, um cavaleiro, matou um terrível dragão que aterrorizava a vila de Montblanc e estava prestes a devorar a princesa. Do sangue do dragão, brotou uma roseira vermelha, e o cavaleiro colheu a rosa para presentear a princesa. Já a tradição do livro vem do fato de 23 de abril ser também o dia da morte de Cervantes e Shakespeare, em 1616 — em 1995 a UNESCO declarou a data como o Dia Mundial do Livro. As duas comemorações se uniram em Barcelona, transformando a cidade num grande encontro de cultura e romantismo, com bancas de livros e rosas espalhadas por todas as avenidas.

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Andamos bastante pelo Passeig de Gràcia, com suas boutiques e a arquitetura modernista de Gaudí ao redor — Casa Batlló e La Pedrera. Voltamos ao hotel para almoçar no rooftop, vista linda da cidade, com a Sagrada Família visível ao longe.

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À tarde, fomos à Fundació Joan Miró, no Montjuïc (nome de uma colina em Barcelona), e foi maravilhoso.
A Fundação foi idealizada pelo próprio Joan Miró em 1968, em parceria com seu amigo Joan Prats. O artista queria criar um espaço que incentivasse principalmente artistas jovens a experimentar a arte contemporânea.

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O edifício foi projetado pelo arquiteto catalão Josep Lluís Sert — um dos poucos museus do mundo em que a cumplicidade entre artista e arquiteto sustenta o diálogo entre obras e espaço. Inaugurada em 10 de junho de 1975, a Fundação reúne mais de 10.000 obras, sendo a maior coleção de Miró do mundo.

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Em seguida fomos visitar a Basílica da Sagrada Família. Não se esqueça de reservar e comprar os ingressos antes, é uma visita muito procurada pelos turistas. A igreja é simplesmente maravilhosa.
O Templo Expiatório da Sagrada Família é um grande templo católico em Barcelona, Catalunha, projetado pelo arquiteto Antoni Gaudí, considerado por muitos críticos como sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista catalã. Financiado unicamente por contribuições privadas, o projeto foi iniciado em 1882 e assumido por Gaudí em 1883, quando tinha 31 anos, dedicando-lhe os últimos 40 anos de vida, os últimos quinze de forma exclusiva. A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra Civil Espanhola.

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O projeto prevê 18 torres e três fachadas — Natividade, Paixão e Glória —, com destaque para a torre central de 172,5 metros dedicada a Cristo. Em fevereiro de 2026, a catedral atingiu sua altura definitiva, tornando-se a igreja mais alta do mundo. A fachada da Natividade e a cripta, concluídas ainda em vida de Gaudí, integram o Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.
A Sagrada Família foi idealizada pelo livreiro Josep Maria Bocabella, que fundou uma associação de devotos para erguê-la no Eixample de Barcelona. O projeto inicial, de estilo neogótico, ficou a cargo de Francisco de Paula del Villar, mas Gaudí assumiu a obra em 1883, transformando-a completamente. Em vida, concluiu apenas a fachada da Natividade.
A Guerra Civil Espanhola destruiu grande parte dos esboços e maquetes de Gaudí, dificultando a continuidade fiel ao seu estilo. As obras foram retomadas em 1944 e seguem até hoje sob a orientação de diferentes arquitetos e escultores.
À noite, jantamos no restaurante Maritoca, indicação do concierge — muito bom, mas caríssimo. O La Maroteca é a expressão de um legado familiar de seis gerações ligado ao mar. Conduzido pelo pescador Agustí Patiño e sua família, o restaurante opera com um conceito simples e poderoso: do barco ao prato. O próprio Agustí costuma circular pelas mesas, compartilhando histórias do mar com a paixão de quem passou a vida pescando — o que transforma uma refeição ali em algo verdadeiramente memorável.
Seguimos nossa viagem com o cruzeiro da Seabourn Venture de Barcelona até Roma.
Para finalizar um pensamento do famoso arquiteto Antonio Gaudi:
“A originalidade consiste em voltar à origem.”
“A natureza é o grande livro, sempre aberto, que devemos forçar-nos a ler.”
E do pintor catalão Miró
“O silêncio é pleno de respostas.”
Boa viagem!!