Fim de semana em Belo Horizonte e Ouro Preto

Partimos de avião de São Paulo direto para Belo Horizonte (1h05), onde nos hospedamos no Hotel Platinum (www.promenade.com.br), hotel bom, sem pretensões. Jantamos no restaurante do próprio hotel, Olegário, que é muito simpático e oferece uma comida honesta.

Em Belo Horizonte um passeio imperdível é percorrer o Museu de Artes e Ofício (MAO), um espaço cultural destinado a abrigar e difundir um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil. Iniciativa do Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, em parceria com o Ministério da Cultura e a CBTU, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, o MAO preserva objetos, instrumentos e utensílios de trabalho do período pré-industrial brasileiro.

Criado a partir da doação ao patrimônio público de mais de duas mil peças pela colecionadora e empreendedora cultural Angela Gutierrez, o MAO revela a riqueza da produção popular, os fazeres, os ofícios e as artes que deram origem a algumas das profissões contemporâneas.

A localização do museu é muito interessante, uma vez que está instalado na Estação Central de Belo Horizonte, por onde transitam milhares de pessoas diariamente. É assim, um espaço coerente com a natureza da coleção, bem próximo ao trabalhador.

Para abrigar o Museu foram restaurados dois prédios antigos, de rara beleza arquitetônica, tombados pelo patrimônio público. A linha de trem fica no meio dos dois prédios e, para ir de um para o outro, atravessa-se um túnel subterrâneo.

No dia que lá estivemos, me impressionou muito a atenção e a criatividade que pude observar na parede deste túnel: estavam escritos os nomes de todos os trabalhadores que participaram da construção do museu com a indicação do respectivo ofício ao lado de cada nome.

A sua implantação incluiu ainda a recuperação, pela Prefeitura de Belo Horizonte, da Praça da Estação, marco inaugural da cidade, que, cada vez mais, se consolida como espaço destinado a eventos e manifestações culturais.

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Museu de Artes e Ofício (MAO) – Foto Yeda Saigh

Onde fica: Praça Rui Barbosa, s/n (Praça da Estação), Centro,
Belo Horizonte – CEP: 30160-000,- Minas Gerais – Brasil
Tel.: 55 31 3248 8600
http://www.mao.com.br/

Recomendo também para quem gostar de antiguidades o Antiquário Márcio e Sandra, tem ótimas compras.

End: Rua Passa Tempo, 477 – Sion – BH
e-mail: contato@sandraemarcio.com.br
Tel.:31-3227-3870

Jantamos no Restaurante A Favorita, que foi uma indicação muito boa.

End.: Rua Santa Catarina, 1235 – Lourdes – BH
Tel.:31-3275-2352

No dia seguinte cedo fomos visitar a Praça Tiradentes e ver um dos primeiros edifícios criados por Niemeyer (Edifício Niemayer) contemporâneo ao Edifício Copan, em São Paulo. O que mais nos chamou a atenção foi o trompe l’oeil criado pelos traços do arquiteto: de longe parece ter 20 andares e na realidade tem só oito!

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Cassino – Foto Yeda Saigh

Almoçamos na Casa Bonomi, que recomendo vivamente! Nosso querido guia Clovis (Clóvis França), encomendou nosso almoço por telefone e quando chegamos lá já estava tudo à mesa: uma maravilhosa salada verde, um risoto de 7 grãos com queijo derretido em cima e uma bacalhau desfiado divino!

End.: Av.Afonso Pena, 2600 – Funcionários – BH
Tel.: 31-3261-3460

De lá partimos para Ouro Preto. Fomos de ônibus (cerca de 100kms), onde nos hospedamos na Pousada do Mondego, casarão antigo muito simpático, na frente da praça onde há uma feira com todo tipo de artesanato local.
End.: Largo de Coimbra, 38.

e-mail: mondego@mondego.com.br

Visitamos o Museu do Oratório, uma construção setecentista, situada no centro de Ouro Preto (antiga Vila Rica). O casarão histórico de três andares foi totalmente recuperado e equipado com modernos recursos tecnológicos para receber as obras da coleção. Durante um período foi a moradia de Aleijadinho (1738-1814) – o mais importante escultor barroco do Brasil em todos os tempos.

O Museu do Oratório, inaugurado em Ouro Preto, em outubro de 1998, abriga uma coleção de oratórios e imagens dos séculos XVII ao XX. As peças do acervo –genuinamente brasileiras, principalmente de Minas Gerais – foram doadas ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) pela colecionadora Angela Gutierrez.

Segundo o guia do museu, ela ganhou o primeiro oratório de seu pai quando fez 14 anos e desde então começou sua coleção, que é maravilhosa!!! A diversidade de tipos, tamanhos e materiais, faz com que o acervo ofereça detalhes valiosos da arquitetura, pintura, vestuário e costumes da época em que foram produzidos, proporcionando uma viagem antropológica pela história do Brasil. O Museu do Oratório recebe anualmente mais de 50 mil visitantes.

É um prédio do século XIX que serviu às atividades da Terceira Ordem das Carmelitas. Abriga a mais fascinante coleção de oratórios de Minas. É o único museu do gênero no mundo. Entrada paga.

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Igreja do Carmo – Foto Yeda Saigh

Localizado no adro da igreja de N. Sra. do Carmo 28 – Centro.
Horário: diariamente, das 9h30 às 17h30.

Fomos também a um antiquário muito bom, fiz compras ótimas lá, e mandam tudo para São Paulo.

End.: Antiguidades Toledo
Rua Henri Gorceix, 57
e-mail toledo@ouropreto.com.br
http://www.toledo.art.br/

Jantamos no restaurante Benê da Flauta, muito simpático e comida muito boa. Tivemos a oportunidade de conhecer o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo de Araújo Santos, amigo pessoal de uma das integrantes do nosso grupo.

Depois de ter ocupado vários cargos públicos entre as décadas de 70 e 90, sempre relacionadas a arte e cultura no Brasil, vem desempenhando esta função em vários paises da Europa. Ao lado desse lado profissional tão desenvolvido, não perdeu o típico jeito mineiro de contador de casos, nos entretendo noite afora com sua prosa interessante.

No domingo de manhã fomos ao Museu da Inconfidência, uma construção iniciada em 1785, com o intuito de servir como casa da Câmara e cadeia. Para a obra o governador de Minas, Luís da Cunha Menezes na época, usou sentenciados e escravos recapturados nos quilombos e convocou ainda um exército de pedreiros, carpinteiros e artistas.

Reúne valiosa coleção de objetos e manuscritos referentes à Inconfidência, obras atribuídas a Aleijadinho, Xavier de Brito, Mestre Ataíde, Servas… além de indumentárias, mobiliário e variados objetos do séculos XVIII e XIX. Destacam-se o Panteão dos Inconfidentes (onde se encontram os restos mortais dos principais nomes do movimento), pedaços da forca em que morreu Tiradentes e a primeira edição do livro “Marília de Dirceu”.
Fica na Praça Tiradentes.

Horário: terça a domingo, das 12h30 às 18h.

Depois visitamos Museu Casa de Guignard onde morou Alberto da Veiga Guignard, um dos maiores pintores e desenhistas brasileiros do séc. XX. Apaixonado por Ouro Preto, dedicou à cidade grande parte de sua criação. Além de objetos pessoais, no museu encontra-se ainda uma galeria de arte. Uma peanha e o chafariz em pedra-sabão são atribuídos a Aleijadinho. Entrada gratuita.
Fica na Rua Conde de Bobadela (Rua Direita) 110.

Horário: terça a sexta, das 12h às 18h. Sábado, domingo, feriados, das 9h às 15h.

Fomos ao Teatro Municipal que é uma gracinha, parece um teatro de boneca. Era conhecido nos séculos XVIII e XIX como Casa da Ópera, e é considerado por muitos o mais antigo da América do Sul. Com certeza, é o mais antigo do país. Ainda em funcionamento, possui o diferencial de ter sido o primeiro teatro onde mulheres, pela primeira vez, pisaram em um palco no Brasil. É um dos atrativos mais charmosos de Ouro Preto. Localiza-se na Rua Brigadeiro Musqueira.

Almoçamos no restaurante Chafariz, típico de comida mineira, self service maravilhoso com direito a leitão pururuca, torresmo, caldo de feijão e variados doces mineiros!! De lá fomos para o hotel arrumar as malas e voltamos para Belo Horizonte para pegar o avião para São Paulo.

Não deixe de visitar ainda em Ouro Preto: Casa dos Contos, Igreja do Pilar, Museu de Arte Sacra e Igreja de São Francisco de Assis. Em cada um desses marcos históricos há muito o que se ver no que se refere à arquitetura, escultura e à nossa história propriamente dita.

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Igreja São Francisco – Foto Yeda Saigh

De lá passamos pela Casa do Baile e fomos visitar a Igreja da Pampulha e o Cassino, duas obras primas de Niemeyer da década de 40. O arquiteto era à época amigo pessoal do então prefeito Juscelino Kubitschek. Acredito que foi a partir dessa amizade, que começou o que seria uma grande trajetória profissional para Niemayer, uma vez que essas foram as primeiras – de uma série de obras – encomendadas por Kubitschek ao arquiteto.

 

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Vista de Ouro Preto – Foto Yeda Saigh
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Igreja da Pampulha – Foto Yeda Saigh
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Edifício projetado por Oscar Niemeyer – Foto Yeda Saigh

Aproveite também as compras nas ruas paralelas à Praça Tiradentes, tem jóias com pedras brasileiras imperdíveis!

Boa viagem!!!

Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

 

 

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