Vamos falar de alguns programas bem diferentes, perto de Nova York, que podem ser feitos de ferry, trem ou carro.

Ellis Island

A Ellis Island é uma ilha na foz do rio Hudson, no porto de Nova York, famosa por ser o principal portão de entrada para os imigrantes que foram para os Estados Unidos, tendo se transformado em marco da imigração nos Estados Unidos. As instalações funcionaram de janeiro de 1892 até novembro de 1954, período em que quase 10 milhões de imigrantes passaram por ali.

O projeto do edifício, de Eduardo Lippincott Tilton e William Boring, ganhou uma medalha de ouro na Exposição de Paris de 1900. Segundo registros, a primeira imigrante a passar por Ellis Island foi uma menina irlandesa de 15 anos, Annie Moore, em Janeiro de 1892. Desembarcou com dois irmãos para encontrar seus pais, que há 2 anos estavam nos Estados Unidos. Conta-se que foi saudada pelos funcionários da estação, que lhe entregaram uma moeda de ouro no valor de US$ 10. A última pessoa a entrar por ali teria sido um marinheiro e comerciante norueguês chamado Arne Peterssen em 1954. Só em 1990, depois de restaurado é que o edifício principal foi reaberto ao público, como Museu da Imigração de Ellis Island, por onde passam quase 2 milhões de visitantes por ano.

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Ellis Island – Foto Internet

O acervo começa com o próprio edifício, uma imponente construção de 1900, em estilo renascentista. Distribuídos pelos 3 andares do museu podemos ver também originais de documentos e fotografias, assim como audiovisuais que enriquecem a experiência de conhecer o museu. Para uma visita ao local, vá até ao terminal marítimo próximo de Battery Park, no extremo sul de Manhattan. É de lá que sai o ferry. O ingresso é vendido no Clinton Castle, em Battery Park e vale para todos os trechos do passeio. A travessia para a Ellis Island passa também pela Liberty Island, local onde fica a estátua da Liberdade. Vale a pena para quem ainda não conhece, fazer uma parada e visitar a Estátua da Liberdade.

Quando quiser prosseguir até a ilha Ellis é só pegar o próximo ferry usando o mesmo bilhete. Depois do ataque aéreo em 2001, quando as Torres Gêmeas foram destruídas, o acesso à coroa da estátua foi fechado ao público. Reaberto em 2003, com maior esquema de segurança, é preciso adquirir um ingresso específico para essa visita, com muita antecedência. Para subir até a coroa da estátua, esteja preparado. Além da revista, deve-se deixar os objetos pessoais num guarda valores e esperar numa fila, pois liberam um pequeno número de visitantes a cada intervalo de tempo.

Dica: se pretende fazer esses passeios com crianças, durante as férias ou verão, vale a pena comprar o bilhete para a travessia pelo ferry (www.statuecruises.com), com antecedência pela internet. Outra opção é comprar o City Pass de Nova York (www.citypass.com/new-york), que pode ser usado durante 9 dias e permite acesso a vários outros pontos turísticos da cidade. Melhor ainda: com esse city pass você não precisa ficar nas enormes filas, tão comuns nos dias de hoje.

Storm King Art Center

Em 2010 o Centro de Arte Storm King, local de uma antiga fazenda, comemora o seu cinqüentenário. Com as mudanças na economia americana do pós guerra e na produção agrícola, a antiga fazenda já não era mais rentável. O proprietário, Ralph E. Ogden um executivo bem sucedido prestes a se aposentar, and H. Peter Stern idealizou o que seria um novo conceito em centro de arte na América. Nascia o Storm King, ao norte de Nova York (96km), próximo a pequena cidade de Mountainville. São mais de 200 hectares de gramados, campos, florestas e colinas, que servem de cenário para as esculturas.

Livre de paredes, delimitado apenas pelo céu e pela terra, o local cria uma experiência visual única, onde a relação entre a natureza e a arte é constante. As esculturas são continuamente afetadas pelas mudanças de luz natural e do clima, tornando cada visita ao local uma experiência única. A coleção tem obras de artistas europeus e americanos, modernos e contemporâneos. Destaco alguns como Louise Bourgeois, Sol LeWitt, Alexander Calder, Andy Goldsworthy, Roy Lichtenstein, Magdalena Abakanowicz, Aycock Alice, Mark di Suvero, Nam June Paik e Ursula von Rydingsvard. Boa parte dessas obras de arte foi concebida especialmente para o local, um dos importantes centros de esculturas do mundo a céu aberto.

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Alice at Storm King Art Center – Foto Internet

As visitas guiadas são feitas ao longo de caminhadas pelas áreas externa e interna do museu. Escolha o tipo de visita de acordo com sua disposição de caminhar naquele dia. É um programa imperdível e muito diferente, para quem vai ficar mais dias em Nova York.

 

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Storm King Art Center – Foto Internet

Dia Beacon

A pouco mais de uma hora ao norte de Nova York (cerca de 100km), às margens do Rio Hudson, fica o Dia:Beacon, um centro de artes de 30 mil metros quadrados, instalado em uma antiga fábrica de biscoitos. Além da coleção de arte propriamente dita, o museu é super interessante pela arquitetura do prédio e de seus jardins. Construídos em tijolo, aço, concreto e vidro (1929), os vários galpões da antiga fábrica dispõem de enormes espaços abertos e muitas clarabóias, criando uma iluminação natural para as obras.

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DIA – Foto Internet

Fundado por Philippa de Menil e Heiner Friedrich, a coleção do Dia começou a ser montada nos anos 1970, com trabalhos de nomes como John Chamberlain, Walter De Maria e Cy Twombly. Há três gigantescas esculturas de Richard Serra; vários trabalhos de Dan Flavin, feitos com tubos de lâmpadas fluorescentes; além de Shadows, de Andy Warhol, uma obra composta por várias telas.

A Fundação de Arte DIA, instituição sem fins lucrativos, reconhecida internacionalmente por incentivar e patrocinar artistas e seus trabalhos tem um endereço também em Manhattan, além de obras expostas em alguns pontos de Manhattan, como na West 22nd. Street, na Wooster Street, na West Broadway e em Times Square.

Uma curiosidade: o nome DIA (da palavra grega que significa “através”) foi especialmente escolhido em alusão ao papel visionário da instituição, ao concretizar projetos artísticos tão arrojados e de grande porte.

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DIA Beacon – Foto Internet

Atlantic City

Distante de Nova York cerca de 200km, rumo ao sul, Atlantic City data de 1854, mesma época em que o trem da Philadelphia chegou a essa, até então, pequena cidade. Acredita-se que dois fatores foram o ponto de partida para tornar Atlantic City um resort muito procurado no fim do séc. 19: a ligação por trem com a Philadelphia e a posição geográfica da cidade, a beira do Oceano Atlântico. A esses dois fatores some-se um terceiro: a percepção por parte de investidores imobiliários da oportunidade para criar um balneário (como se dizia naquela época) moderno e atrair turistas. Parece que acertaram e o balneário tornou-se um destino famoso. O período de ouro de Atlantic City (NJ) foi no começo do século 20.

A cidade era frequentada pela nata de artistas, políticos e artistas da época. Luxuosos hotéis, como o Haddon Hall, Traymore e o Shelburne atraiam celebridades dos Estados Unidos e da Europa. Passar uma temporada em Atlantic City era sinônimo de alto poder aquisitivo e gosto refinado. O grande problema de Atlantic City é que as temporadas duravam apenas enquanto fazia calor. Situada no nordeste americano, com meses de inverno sempre frios e ventosos, era impossível fazer sucesso o ano inteiro. Após a segunda grande guerra o charme de Atlantic City desapareceu quase que por completo. As mudanças ocorridas no mundo e no país (a proibição ao jogo quase acabou com Atlantic City), somadas à expansão e facilidade do transporte aéreo, pareciam ter levado as celebridades a outros lugares. Atlantic City voltou a ser apenas mais uma pacata cidade à beira mar, como tantas outras da região.

 

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Atlantic City – Foto Internet

Em 1976, depois que um referendo popular permitiu o jogo, começaram a surgir os super resorts à beira mar, fazendo com que a cidade ressurgisse das cinzas e voltasse a um período de prosperidade e grande movimentação turística. Uma característica de Atlantic City são os boardwalkers, o primeiro deles de 1870, ao longo da praia, criado para manter a areia bem longe do hall de entrada dos hotéis. A idéia agradou e ao longo dos anos, diversas versões do primeiro boardwalk foram construídas e substituídas.

Uma dessas versões foi completamente destruída em 1889, quando a cidade foi atingida por um furacão e inundada pelas águas do Atlântico. Conta-se que o maior boardwalker da história da cidade, reforçado com aço e concreto, media 18m largura e 11km de extensão. Também acabou levado por um furacão em 1944. Atualmente, o Boardwalk de Atlantic City, com 20 metros de largura e cerca de 4 quilômetros de extensão, é uma estrutura metálica sobre a areia, revestida com placas de madeira.

Amish

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Grupo Amish – Foto Internet

Os Amish são um grupo religioso cristão anabatista baseados nos Estados Unidos e Canadá. Conhecidos pelos costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos elétrico/eletrônicos, inclusive telefones e automóveis, vivem fora das cidades, em comunidades rurais. As prioridades para eles são a família, a igreja e a natureza. Tal como os Mennonitas, os Amish descendem dos grupos suíços de anabatistas chamados de Reforma radical. Os Anabatistas suíços ou “os irmãos suíços” tiveram suas origens com Felix Manz (1498-1527) e Conrad Grebel (1498-1526).

O nome “Mennonita” foi aplicado mais tarde e veio de Menno Simons (1496-1561), um padre católico holandês, que se converteu ao Anabatismo em 1536. O movimento Amish começou com Jacob Amman (1656 -1730), líder suíço dos Mennonitas, que acreditava estarem-se afastando dos ensinamentos de Simons. Houve então uma divisão no movimento Mennonita em 1693 que levou ao estabelecimento dos Amish.
Os primeiros Amish começaram a emigrar para os Estados Unidos no século XVIII, no condado de Berks, Pensilvânia, para evitar as perseguições e a obrigatoriedade do serviço militar. No início deste século uma estimativa calculou a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços, que migraram para os Estados Unidos e Canadá.
Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade, não prestam serviço militar, não pagam Seguro Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida. A maioria fala um dialeto alemão conhecido como “Alemão da Pensilvânia” (em inglês: Pennsylvania Dutch ou Pennsylvania German). Dividem-se em irmandades, que por sua vez, se dividem em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas próprias regras de convivência.
O filme “A Testemunha”, com o ator Harrison Ford, mostra bem o modo de viver dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e vestidos pretos. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles nesse filme. Não gostam de ser fotografados, pois acreditam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada. Mas, acreditem, passar um fim de semana com os amish é uma experiência incrível! Se você estiver em Nova York pegue o trem na Penn Station e vá até a Philadelphia (uma hora mais ou menos).
Lá você pode aluguar um carro e ir até a comunidade Amish (mais uma hora). As pousadas e a comida são ótimas, principalmente o café da manhã, divino! Geléias de frutas sem adoçantes, pãezinhos e bolos deliciosos. O artesanato é bárbaro, tem muitas lojinhas para fazer compras e não perder o hábito.
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Amish Village – Foto Internet

Dicas de viagem:

Além de conhecer o povoado dos Amish, aproveite para fazer um tour pela Philadelphia e conhecer os principais pontos turísticos e históricos. Vale lembrar que a Philadelphia é a cidade berço da Independência dos Estados Unidos. Há guias vestidos como no tempo da Independência, prontos para acompanhar os turistas pela parte histórica da cidade. Experimente o famoso sanduíche Phylli, típico da região. Antes de partir, faça uma visita ao Museu de Arte da Filadélfia. É imperdível! Para as compras há dois grandes shoppings: o Franklin Mills e o King Of Prussia (é preciso estar de carro, pois são afastados do centro e não há taxis na saída, como no Brasil).

Compras Woodbury Common Outlet

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Woodbury Outlet – Foto Internet

O Woodbury Commom é um lugar pitoresco: parece uma mini-cidade planejada. Com cerca de 220 lojas distribuídas em ruas e setores. Prepare-se para andar muito o dia todo. As lojas são todas conhecidas e de grife (GAP, Giorgio Armani, Burberry, Coach, Lacoste, Diesel, Dolce & Gabbana, Gucci, Nike, Adidas, Banana Republic, Fendi, Guess, Chanel, Calvin Klein. Se quiser uma lista completa das marcas existentes em Woodbury, visite o site : http://www.premiumoutlets.com

Dica final

Caso prefira o conforto de um carro com motorista, sem se preocupar com tickets de trem, aluguel de carro, ou onde deixar todas as compras enquanto passeia, há competentes serviços de van, com motoristas brasileiros, que podem levá-lo de Nova York até Woodbury, Atlantic City, Washington, ou mesmo dentro de Nova York a teatros e shows.

Boa viagem!

Serviço

Statue Cruises

(877) 523-9849
http://www.statuecruises.com

Storm King Art Center

Old Pleasant Hill Road
Mountainville, NY, 10953
(845) 534-3115

DIA: Beacon

3 Beekman Street,
Beacon, NY, 12508
(845) 440-0100

Dia Art Foundation

535 West 22nd Street
New York, NY, 10011
(212) 989-5566

Woodbury Common Premium Outlet

498 Red Apple Court
Central Valley, NY, 10917
(845) 928-4000

Vipturs NYC

Paulo Endo
(203) 739-9069
Nextel: 174*321691*2
http://www.vipturs.com
vipturs@hotmail.com

Colaboradora: Virginia Figliolini Schreuders

8 comentários em “Nova York III

  1. Cara Yeda,
    Tenho recebido seus e-mails com as sugestões sobre NY e gostaria de cumprimentá-la: acho que estão muito bons! Recomendei a duas sobrinhas que partiram para a “Big Apple” em primeira viagem.
    Um abraço,
    Carmen

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