Bordeaux e St. Émilion

Bordeaux é uma cidade muito rica: seus monumentos, seu rio, suas praças com fontes magníficas, seu vinho e seus canelés fazem parte de seu grande acervo! É um passeio sofisticado para quem gosta de cultura, e especialmente, de comer e beber magnificamente.

Cidade portuária às margens do rio Garonne, centro de uma famosa região vinícola no sudoeste da França, Bordeaux encanta. Programa imperdível é a visita às inúmeras caves, cada uma mais charmosa do que a outra.

BordeaxFoto Yeda Saigh

Fomos de Paris para Bordeaux no trem expresso Inoui, Gare de Montparnasse. A melhor dica é comprar o bilhete de trem de primeira classe porque a diferença de preço é pequena e se tem muito mais conforto. A segunda classe é muito ruim, vagão bem apertado. Saímos às 12h11 e chegamos em Bordeaux às 14h40, comemos um sanduíche no trem bem razoável. 

Trem para BordeaxFoto Yeda Saigh

O hotel escolhido foi Le Palais Gallien. Fomos de tramway (bonde elétrico que transita sobre trilhos) até a Cité du Vin, onde vimos uma exposição sobre vinho, muito interessante e muito bem montada!! 

Cité du VinFoto Yeda Saigh

Não deixe de ver um filme com Pierre Arditi e vários artistas famosos representando personagens da história, muito divertido que consta da exposição! 

Filme ArditiFoto Yeda Saigh

Para completar vimos uma exposição sobre Picasso e o vinho. Subimos ao último andar do prédio para tomar um taça de vinho, e desfrutar de uma vista bonita da cidade. Voltamos de tram, que aliás é bastante utilizado para circular na cidade, até uma rua cheia de restaurantes simpáticos. Escolhemos um chamado “Dupont” e jantamos, muito bem, voltamos a pé para o hotel.

O café da manhã do hotel é excelente, com croissants e geleias. Variadas. Andar a pé pela cidade é prazeroso, fomos até a Opera que é muito antiga e bonita. Infelizmente não conseguimos comprar ingressos para ópera, Don Giovanni, o que muito lamentamos.

Opera de LyonFoto Yeda Saigh

Bordeaux é conhecida pela Catedral Gótica de Santo André, por mansões dos séculos XVIII e XIX e por importantes museus de arte, como o Musée des Beaux-Arts de Bordeaux. Jardins públicos ornamentam o traçado curvo do cais do rio. A grande Place de la Bourse, com a fonte das Três Graças no centro, contorna o Miroir d’Eau.

CatedralFoto Yeda Saigh

Depois continuamos até a Place des Miroirs, um espelho d’água ao lado do rio Garonne, cheio de crianças nadando, muito calor! 

De lá pegamos um barco para ir do outro lado do rio Stalingrad, travessia bem bonita, parece St Petersburg, edifícios antigos na frente do rio, andamos muito até chegar num lugar Darwin, nada de especial, caminho bonito cheio de plátanos. 

DarwinFoto Yeda Saigh

Voltamos de ônibus para o hotel, pegamos o carro e fomos até a Cave Sauternes: assistimos uma exposição das vinhas e da história do vinho do mesmo nome muito interessante. A cave teve toda sua produção de em 2018 perdida em função da chuva de granizo e depois duas geadas fortes! Estão refazendo e se recuperando aos poucos. O guia era muito bom comunicador, além disso, parecia muito com Brad Pit, o que foi um colírio para os olhos.

Cave SauternésFoto Yeda Saigh

O melhor jantar da viagem foi no restaurante do hotel, Montaigne, que recomendo fortemente.

No dia seguinte fomos ao Museu du Vin, andamos por toda exposição, subimos para fazer a degustação, tomamos dois vinhos, programa delicioso programa delicioso e que não se deve perder.

Em seguida fomos até Margaux pela route des Châteaux, passeio muito bonito, vários Petits Châteaux, todos lindos! 

Em seguida fomos para St Emilion. Chegamos no Château Grand Barrail Hotel, lindo, no meio das vinhas, sol maravilhoso. 

Entrada Château Grand Barrail Hotel Foto Yeda Saigh

Saint-Émilion é um pequeno vilarejo medieval localizado a 40 km de Bordeaux, classificado como Patrimônio Mundial da Unesco. Erguida sobre colinas, a comuna é divida entre partes “alta” e “baixa”, ligadas por estreitas ruelas charmosas com calçamento de pedra e declives acentuados. Ao redor do pequeno centro histórico se espalham 5 500 hectares de vinícolas que produzem 3,5 milhões de garrafas por ano, com alguns rótulos que podem chegar a quatro dígitos!!

Vinhas St. ÉmilionFoto Yeda Saigh

De navette e fomos conhecer a cidade de St Émilion. Visitamos a igreja linda Paroisse de St Émilion, com um claustro muito bonito!! Descemos um pouco na pracinha, demos uma volta e voltamos na própria navette para o hotel.

No dia seguinte depois do café delicioso fomos visitar a cave Château Franc Mayne, (quer dizer enfrentar pequeno), visita ótima nos subterrâneos da cave, degustação de vinhos, todos adoraram a visita. 

Árvore Cave St. ÉmilionFoto Yeda Saigh
Cave Château Franc MayneFoto Yeda Saigh

De lá fomos para o centro de St Emillion, passeamos pelas lojas, almoçamos na Praça num restaurante bem simpático

De noite no hotel vi um anúncio na televisão de uma visita aos subterrâneos de St Émilion, que eu nem sabia que existia e nunca tinha ouvido falar. Resolvi ir ao Office du Tourisme e perguntar onde era o tour, e para nossa surpresa, era lá mesmo. Esperamos uma meia hora e fomos fazer o tour que foi maravilhosa! 

Visitamos: o Ermitage de Émilion, com a cadeira milagrosa, sentamo-nos nela para ter sorte no futuro, a capela da Trinité, as catacumbas e a igreja subterrânea. É muito impressionante os subterrâneos com as caves! Aconselho muito para quem for para St Émilion fazer esse tour!

Um pouco de história

A principal atração do centro histórico da cidade é o complexo subterrâneo. Isso porque o vilarejo está localizado sobre um solo de calcário, que foi extraído por habitantes entre o século 9 e 19 e utilizado na construção das casas e até da antiga muralha da cidade. O resultado são 200 km de galerias subterrâneas.

Cave St. ÉmilionFoto Yeda Saigh

Grotte de l’Ermitage, uma pequena gruta onde morava o monge Émilion quando ele estava na cidade. Diz-se que, no século 8, o tal monge trabalhava como cozinheiro na casa de um nobre da região francesa da Bretanha. Ele se aproveitava de sua posição para surrupiar alguns pães e dá-los aos pobres, escondendo-os embaixo de sua túnica. Um dia, no entanto, ele teria sido surpreendido por seu chefe, que lhe perguntou o que ele estava carregando. Émilion teria respondido que levava madeira e, quando ele levantou a sua túnica, os pães teriam se transformado em madeira por milagre. As histórias de sua generosidade se espalharam pela região que hoje leva seu nome, pra onde ele teria fugido. Dentro da gruta, é possível ver a “cama” de pedra onde ele dormia e os pequenos canais de onde bebia água. Há também uma “poltrona” de pedra, e diz a lenda que as mulheres que se sentam ali ficam grávidas.

Capela da Trinidade, construída no século 13 em homenagem ao monge. A capela já serviu de armazenamento de especiarias e também de fábrica de barris, o que permitiu a preservação de seus afrescos coloridos durante a Revolução Francesa. Seguindo pelo corredor, chega-se à 

Igreja Monolítica, a maior igreja subterrânea da Europa, com 38 metros de comprimento, 20 metros de largura e 11 metros de altura. A igreja impressiona por suas dimensões, principalmente quando se lembra que os habitantes da cidade a construíram a partir de uma pedra. Dentro, contudo, pouco restou das pinturas decorativas: só é possível ver os vestígios de São Jorge em um canto e de um crucifixo em outro. Os pilares que sustentam a igreja hoje estão reforçados por uma estrutura de ferro, porque descobriu-se que a água que circula no solo estava fazendo com que as colunas não conseguissem suportar o peso da torre do relógio. 

Depois fomos passear no Halles du Marché, uma pequena área coberta rodeada por arcos que antigamente abrigava o mercado da cidade, já que os comerciantes queriam proteger os grãos das chuvas.

Cloître des Cordeliers (como os franceses chamam os franciscanos, fazendo referência à corda de suas roupas). Os franciscanos chegaram a Saint-Émilion no início do século 13. Durante a Revolução Francesa, contudo, os religiosos foram expulsos e o monastério foi vendido como um bem nacional em 1791. Quase um século depois, os proprietários decidiram utilizar a propriedade para começar a produzir espumante e transformar o subsolo em cave. O lugar é bem bonito: há uma estrutura de colunas que suportam arcos e um jardim no fundo, onde se pode fazer a degustação do espumante local. 

Tour du Roy,

a história é um pouco controversa: não se sabe se foi construída pelo rei Luís VIII, em 1224, ou por Henrique III Plantageneta, rei da Inglaterra e duque da Aquitânia, em 1237, quem ordenou sua construção em 1237, quando Saint-Emilion voltou a cair sob o controle inglês. ou se foi durante a Guerra dos Cem Anos. É possível subir os 118 degraus desta torre para acessar o telhado panorâmico que oferece uma vista deslumbrante da cidade sob a imponente torre do relógio.

Tour du RoiFoto Yeda Saigh

Couvent des Ursulinas, um convento que abrigava freiras que no passado educavam jovens meninas das classes pobres. As irmãs foram expulsas durante a Revolução Francesa, mas na fachada do que sobrou do prédio ainda se lê “Le Couvent”.

Outra propriedade que merece a visita, mas que não fomos é o Château La Dominique; não só pelo rótulo Grand Cru Classé, mas pela adega moderníssima projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel, um quadrilátero com paredes espelhadas vermelhas. Os tours apresentam a vinícola e oferecem uma prova comentada de dois vinhos num terraço panorâmico com vista para as plantações – para complementar a experiência, reserve um almoço no restaurante La Terrase Rouge.

Em Saint-Émilion, se faz somente vinho tinto, sendo a maior parte merlot, seguido por cabernet franc. As vinícolas visitadas mudam de acordo com o dia, mas uma das propriedades parceiras é a Château Laniote Saint-Émilion, que produz o vinho de mesmo nome classificado como Grand Cru Classé, uma subdvisisão do Grand Cru.

Depois fomos tomar um café no hotel Pavie, lindo, jardim com esculturas de bichos de Muchel Audiard, lembram muito as esculturas de Pompom.

Hotel PavieFoto Yeda Saigh

A Vinícola de Pavie foi a primeira a ser listada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Hoje, a Família Perse supervisiona a excepcional vinificação de três propriedades de prestígio: Château Pavie, Château Pavie Decesse e Château Monbousquet.

Desde 2000, Chantal Perse e sua filha Angelique Da Costa fazem do Hôtel de Pavie um lugar excepcional no coração de Saint-Emilion, não deixe de ir conhecer!

Jantamos num restaurante da cidade muito bom!

Acordamos 8nhs, café saímos do hotel 9h45, 30 mns até Bordeaux, devolvemos carro, conseguimos trocar o trem para mais cedo, chegamos em Paris às 14h20, 

Para terminar um pensamento de Michel de Montaigne:

Abandonar a vida por um sonho é estimá-la exatamente por quanto ela vale.

Boa Viagem!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s