Roma

Dessa vez chegamos à Roma pelo navio Seabourn no porto de Civitavecchia, vindo de Barcelona. Ficamos no Hotel d’Inghilterra, que foi todo reformado e está muito bonito! A localização do hotel é maravilhosa: dá para ir a pé a todas as lojas e restaurantes.

Piazza di Spagna
Foto Yeda Saigh

O Hotel d’Inghilterra ocupa um Palazzo do século XVI que originalmente servia como casa de hóspedes da nobre família Torlonia, uma das mais proeminentes de Roma. Em 1845, percebendo que a cidade tinha poucos hotéis para receber os ilustres viajantes do Grand Tour, o Príncipe Giovanni Torlonia abriu a ala de hóspedes ao público. Foi batizado “Albergo d’Inghilterra” para atrair os ingleses, e seu logotipo é inspirado no brasão da Família Real Britânica. Por mais de 170 anos, hospedou personalidades como Mark Twain, Henry James, Lord Byron, John Keats, Oscar Wilde, Ernest Hemingway, Hans Christian Andersen, Maria Callas, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e Gregory Peck. Em 2026, recebeu o Four-Star Award do Forbes Travel Guide.

Tomar um drink no hotel antes do jantar é muito bom e agradável; aperitivos incríveis, deliciosos e frequência super simpática.

Hotel d’Inghilterra
Foto Yeda Saigh

Almoçamos no restaurante Due Ladroni, muito bom e famoso em Roma. Voltamos ao hotel e fomos surpreendidos com um upgrade para um quarto ótimo!

Restaurante Due Ladroni
Foto Yeda Saigh

Visitar a Rinascente, vale muito à pena, custo benefício ótimo! É uma famosa loja de departamentos considerada um símbolo de modernidade desde o início do século XX — e com nome criado pelo poeta D’Annunzio —, a Rinascente, foi pioneira em Roma até nas primeiras escadas rolantes da cidade. 

Curiosidade: na unidade da Via del Tritone, quem desce ao subsolo encontra os vestígios do antigo aqueduto romano Acqua Virgo, o mesmo que alimenta a Fontana di Trevi na Roma antiga. 

Rinascente
Fonte Internet

Recomendo ir ao  Babington’s na Piazza di Spagna comer um salmão acompanhado de vinho branco.

Babington’s
Foto Yeda Saigh

CURIOSIDADE
O Babington’s Tea Room foi fundado em 1893, ao pé da Escadaria da Praça de Espanha, por duas jovens que chegaram a Roma com 100 libras nos bolsos, Isabel Cargill, e Anna Maria Babington. À época, chá só era vendido em farmácias na Itália, e o empreendimento parecia arriscado — mas foi um sucesso imediato, atraindo os ingleses que faziam o Grand Tour. Sobreviveu a duas guerras mundiais e à política anti-britânica de Mussolini, mantendo aberta a placa em letras inglesas. Nos anos 1950 e 60, com o auge da Cinecittà, um complexo de teatros e estúdios na periferia de Roma, tornou-se ponto de encontro de Richard Burton, Liz Taylor, Charlton Heston, Audrey Hepburn, Peter Ustinov e Federico Fellini. Hoje, é tocado pela quarta geração da família.

Fomos almoçar em Vignanello, no Castelo Ruspoli, da minha querida amiga Giada

Ruspoli. Vignanello é uma aldeia medieval com ruas de pedras, as casas se encostam umas nas outras. O Castello Ruspoli domina tudo com uma elegância quase intimidante. Mas é o jardim — projetado em 1611 por Ottavia Orsini — que rouba o fôlego: doze parterres de buxos aparados em formas geométricas perfeitas, representando os meses do ano, melhor admirados lá de cima, das janelas do castelo. 

Castelo Ruspoli
Foto Yeda Saigh

Da cidade, a vista se abre para um tapete de vinhedos e olivais que desce até o Vale do Tibre. No almoço foi servido um vinho local — a região tem denominação de origem própria, e os brancos têm aquela frescura que só solos vulcânicos conseguem dar.

Castelo Ruspoli
Foto Yeda Saigh

Fomos almoçar na casa de nossos amigos Mema Rio Branco e Jay Lovatelli na Via Appia. Essa estrada continua perfeitamente transitável apesar de ter mais de 2000 anos! A propriedade de Mema é muito bonita, faz parte de uma fazenda antiga e a casa deles era uma das doze casas de colonos da época. O jardim é maravilhoso, de um bom gosto incrível, todo planejado e feito por ela. Almoçamos deliciosamente com nossos amigos e depois voltamos à Roma.

Casa Via Apia
Foto Yeda Saigh

A Via Ápia (também conhecida como Regina Viarum ou “Rainha das Estradas”) é a via mais famosa da Roma Antiga. Começou a ser construída em 312 a.C. pelo censor romano Ápio Cláudio Cego. Inicialmente projetada para fins militares, conectava Roma a Cápua e foi posteriormente estendida até o porto de Brindisi, no sul da Itália, alcançando cerca de 540 km. Seu objetivo era permitir o rápido deslocamento de legiões romanas e o transporte de mercadorias.

Hoje, a rota é um museu a céu aberto onde é possível caminhar sobre parte das pedras originais da Antiguidade. Em Roma, a área é preservada e conhecida como Parque Regional da Appia Antica.

Casa Via Apia
Foto Yeda Saigh

Visitamos o Museu Massimo, dedicado à estatuária grega e romana, com mosaicos maravilhosos e a Villa de Lívia.

Museu Massimo
Foto Yeda Saigh

O Palazzo Massimo é um dos quatro museus que formam o Museu Nacional Romano, um dos mais importantes do país, com uma das melhores coleções arqueológicas do mundo. Conhecido também como Palazzo Massimo alle Terme, devido à sua proximidade com as Termas de Diocleciano, o edifício é um grande palácio renascentista construído entre 1883 e 1887. No andar superior — o mais interessante — estão os melhores afrescos romanos preservados no mundo. Foram retirados das paredes da Casa de Lívia e da Villa Farnesina e, após a restauração, reproduzem os ambientes originais. No mesmo andar, há uma impressionante coleção de mosaicos feitos entre os séculos II e IV d.C.

Museu Massimo
Foto Yeda Saigh

Curiosidade

Lívia Drusa  58 a.C.  chamada de Júlia Augusta depois de 14 d.C., foi a primeira imperatriz-consorte romana,esposa do imperador Augusto por todo seu longo reinado. Ela era a mãe do imperador Tibério, de um casamento anterior, avó materna de Cláudio, bisavó paterna de Calígula e trisavó materna de Nero. Lívia foi deificada por Cláudio.

Museu Massimo
Foto Yeda Saigh

Almoçamos no rooftop do Hotel Hassler e depois visitamos a maravilhosa Igreja Trinità dei Monti. 

Hotel Hassler
Foto Yeda Saigh

O hotel Hassler nasceu em 1893 bem no topo da Escadaria Espanhola, ponto onde termina a escadaria mais famosa do mundo, construída entre 1723 e 1725 para ligar a Piazza di Spagna à Igreja de Trinità dei Monti. 

Curiosamente por trás desse ícone tão “romano” está uma dinastia suíça: foi Alberto Hassler, vindo de Maladers, perto de Chur, quem fundou o hotel — e a família, hoje na sexta geração dos Bucher-Wirth, segue à frente do negócio até hoje. A história do prédio guarda ainda um capítulo de guerra pouco lembrado: ao fim da Segunda Guerra Mundial, o hotel foi requisitado pelos Aliados, que instalaram ali o Comando Supremo das Forças Aéreas, e só reabriu ao público em 1947, após o gerente Oscar Wirth enfrentar resistência política para reconstruir praticamente todo o edifício.

Vista do Hotel Hassler
Foto Yeda Saigh

Almoçar ou jantar no Nino é um must!! Comida excelente, frequência principalmente de romanos, ambiente muito acolhedor!

Restaurante Nino
Foto Yeda Saigh

Jantamos no Hotel de Russie, considerado hoje um dos melhores hotéis de Roma

CURIOSIDADE

Um verdadeiro ícone romano, situado entre a Piazza del Popolo e a Escadaria da Praça de Espanha, o Hotel de Russie une o clássico ao cosmopolita. Construído em 1818, o edifício original foi projetado pelo arquiteto neoclássico Giuseppe Valadier, também responsável pela Piazza del Popolo. O nome se deve aos muitos membros da Casa Imperial Russa e aos pintores românticos russos que escolhiam o hotel para suas estadias na Cidade Eterna — entre eles, os Romanov. Em fevereiro de 1917, Pablo Picasso e Jean Cocteau se hospedaram aqui enquanto preparavam o primeiro balé cubista — ocupavam quartos contíguos e se debruçavam nas janelas para colher laranjas do jardim. Foi nessa ocasião que Cocteau descreveu o hotel como “paraíso na Terra”, título que permanece até hoje. Igor Stravinsky e Sergei Diaghilev também foram hóspedes ilustres. Após a Segunda Guerra, o edifício foi sede da RAI, a televisão italiana, até 1993, sendo reaberto como hotel de luxo em 15 de abril de 2000 por Sir Rocco Forte.

Hotel de Russie
Foto Yeda Saigh

A lenda de Rômulo e Remo é o mito fundador de Roma. Segundo a tradição, os irmãos gêmeos eram filhos do deus Marte e da princesa Reia Sílvia. Condenados à morte pelo tio-avô Amúlio, foram jogados no rio Tibre, mas acabaram salvos por uma loba que os amamentou. Mais tarde, adultos, fundaram Roma em 21 de abril de 753 a.C.

Rômulo e Remo – Hotel Hassler
Foto Yeda Saigh

Para terminar, um pensamento de Federico Fellini, que conhecia bem cada esquina dessa Roma encantadora:

“Um lugar diferente da nossa terra é como uma página de um livro: para conhecê-lo, é preciso lê-lo.”

Boa Viagem!!!

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