Buenos Aires é aquele destino que a gente sempre quer repetir. É elegante e cheia de história, tem uma vida cultural intensa e se come muito bem, e é das nossas cidades vizinhas que mais lembra a Europa. Não é à toa que é chamada de “a Paris da América do Sul”: as avenidas largas, os palacetes de inspiração francesa e os cafés tradicionais dão à cidade um charme todo especial. E fica a menos de três horas de São Paulo!

Foto Yeda Saigh
A cidade foi fundada duas vezes. A primeira foi em 1536, pelo espanhol Pedro de Mendoza, mas os ataques dos povos indígenas e a fome fizeram os colonos abandonarem o povoado poucos anos depois. A segunda, a definitiva, veio em 1580, com Juan de Garay. No fim do século XIX e começo do XX, com a riqueza da carne e do trigo, Buenos Aires viveu seu período de ouro. Foi nessa época que a elite portenha encheu a cidade de palácios, teatros e avenidas no estilo parisiense. Hoje são cerca de 3 milhões de habitantes na capital e mais de 15 milhões na região metropolitana.
Viajamos pela Latam, de Guarulhos direto para o Aeroparque. Esse aeroporto fica praticamente dentro da cidade, à beira do Rio da Prata, e em poucos minutos você já está no hotel!
Ficamos no Alvear Palace Hotel que continua ótimo!! O bar do hotel é muito simpático, o café da manhã maravilhoso e o brunch do domingo imperdível!!

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O Alvear é um clássico da cidade. Foi inaugurado em 1932 na Avenida Alvear, no coração da Recoleta, decoração no estilo francês, com muito dourado, mármore e cristal. Por ali já passaram reis, chefes de Estado e artistas do mundo inteiro, e até hoje é considerado um dos hotéis mais tradicionais da América do Sul.
O brunch do hotel é muito bom! Comidas deliciosas e frequência muito chique!

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Fomos jantar no restaurante Fervor, continua excelente, público quase exclusivo de locais.

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Fizemos um passeio a pé no bairro de Palermo: nos encontramos no Museu Nacional de Arte Decorativa no Palácio Errázuriz. Construído entre 1911 e 1917 para Matías Errázuriz e sua mulher, Josefina de Alvear, o projeto foi do arquiteto francês René Sergent, que nunca pisou na Argentina e desenhou tudo de Paris! A casa virou museu em 1937, e só a visita ao palácio já vale o passeio.

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Palermo é o maior e mais vibrante bairro de Buenos Aires, praticamente uma cidade dentro da cidade. Sua grande extensão fez com que fosse dividido em diferentes regiões, cada uma com personalidade própria:
Palermo Chico se destaca pelas ruas tranquilas e residências imponentes; o descolado
Palermo Soho, pelas boutiques, feiras de design e arte urbana;
Palermo Hollywood, pela gastronomia e pelos bares;
Las Cañitas, pelas parrillas e pelo clima mais local. Juntas, essas áreas reúnem bons restaurantes, bares descolados, um enorme parque, lojas de marca, vida noturna agitada e vários hotéis.
Palermo Chico (ou Barrio Parque)
É a parte mais residencial e nobre — uma das regiões mais caras de Buenos Aires. Tem mansões, embaixadas e ruas bem tranquilas. Não é a melhor opção para quem quer agito, mas é um passeio muito gostoso para fazer durante o dia e conhecer as elegantes mansões argentinas

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Um pouco da história de Palermo
A origem do bairro Palermo data do final do Século XVI. Naquela época, Juan Domingo Palermo, um imigrante italiano que foi político e militar na Argentina, comprou grande parte das terras da região e transformou aquilo numa enorme fazenda. Daí veio o nome.
Já no meio do século XIX, o governador da cidade, Juan Manuel de Rosas, comprou essas terras e construiu ali sua residência e algumas avenidas. Foi a partir dessa época que o bairro começou a se desenvolver rápido. E um dos grandes marcos disso é o Parque Tres de Febrero, mais conhecido como os Bosques de Palermo, que até hoje é uma das atrações principais do bairro.
Palermo é lindo; é um passeio muito agradável para se fazer, Recomendo! Continuamos a pé até o Malba Vimos uma exposição linda de arte latino-americana e outra da Frida Kahlo.
A história do bairro ganhou novos capítulos no século XIX com a residência de Juan Manuel de Rosas e a criação do Parque Três de Febrero, conhecido como Bosques de Palermo.
É nessa paisagem de lagos e jardins que o bairro convida a desacelerar. Entre os destaques estão: El Rosedal, um jardim de rosas com mais de 18 mil pés de rosas, e o jardim japonês

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um dos maiores jardins japoneses fora do Japão. Tem lagos com carpas, pontes vermelhas, restaurante de comida japonesa e até cerimônias do chá.

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Não deixe de visitar também o Jardim Botânico Carlos Thays. São mais de 5.500 espécies de plantas, estufas antigas e uma legião de gatos vivendo solto pelo parque. Se encontra próximo aos bosques do bairro de Palermo. Foi inaugurado em 7 de setembro de 1898.
Entre arte, arquitetura e muito verde, Palermo é um convite para caminhar sem pressa e descobrir Buenos Aires em seus detalhes.
Para quem deseja conhecer mais da história argentina, o Museu Evita completa o roteiro, e para quem se interessa pela história argentina, é parada obrigatória. Vestidos, objetos pessoais, vídeos.

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MALBA — Museu de Arte Latino Americana: Um dos melhores museus de arte da América Latina, com obras de Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Diego Rivera, Portinari lado a lado com gigantes argentinos como Xul Solar, Antonio Berni e Emilio Pettoruti. O MALBA tem um foco bem claro: arte latino-americana a partir do início do Século XX até hoje. É uma coleção excepcional e tem o nosso famoso Abaporu, de Tarsila do Amaral, que foi comprado em 1995 do Galerista e colecionador Raul Forbes.

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O acervo nasceu da coleção pessoal do empresário argentino Eduardo Costantini. Durante anos as obras circularam emprestadas em exposições pelo mundo — passaram inclusive por museus em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em 1998 surgiu a ideia de construir uma casa fixa para todo esse acervo, e o museu foi inaugurado em 20 de setembro de 2001. De lá para cá, o MALBA virou referência absoluta no circuito de arte da região. E em 2026 ele comemorou 25 anos com uma programação especial. Uma das estrelas do acervo é brasileira: o Abaporu, de Tarsila do Amaral, o quadro-símbolo do nosso modernismo.

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Hipódromo de Palermo: Para quem quer um programa diferente e ver corridas de cavalo. A entrada é gratuita e o ambiente é curioso. Vale o passeio mesmo que você não aposte nada.
Eco Parque (antigo Zoológico): O antigo zoo virou um parque de conservação, com entrada gratuita e várias áreas pra caminhar.
Shopping Alto Palermo: um dos mais movimentados da cidade, com marcas argentinas e internacionais.
Shopping Alcorta: mais sofisticado, voltado para grifes premium.
Distrito Arcos: outlet a céu aberto montado embaixo de viadutos antigos. Marcas com desconto real, ambiente bonito.
Boutiques de Palermo Soho: é onde estão as marcas argentinas autorais, designers independentes e lojas mais conceituais. As ruas Honduras, El Salvador, Gurruchaga e Armenia são onde ficam as melhores lojas.
Jantamos no restaurante Brava, em Belgrano, uma nova opção gastronômica em Buenos Aires que coloca a carne e o fogo no centro da experiência. A proposta combina seis técnicas de preparo, diferentes processos de maturação e uma seleção de carnes premium da Muge Carnes, incluindo raças como Angus e Wagyu. Para completar, a casa oferece uma carta de vinhos pensada para acompanhar cada corte, em um ambiente amplo, elegante e sofisticado, inspirado no universo da carne e do vinho.

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O Shopping Pateo Bullrich tem história: o prédio era a antiga casa de leilões Bullrich, onde se arrematavam gado, cavalos de raça e obras de arte. Virou shopping em 1988 e é hoje um dos mais elegantes da cidade.

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Passeio pela Recoleta: vitrines, farmácia, e muito mais. O bairro é um dos mais bonitos de Buenos Aires, cheio de palacetes, embaixadas e cafés, e é ali que fica o famoso cemitério onde está enterrada Evita Perón.

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Fomos assistir o tenor Juan Diego Flórez no Teatro Colón. Foi um espetáculo!! Ele fez bis cinco vezes!!

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Curiosidade
O Teatro Colón foi inaugurado em 1908 com a ópera Aida, de Verdi, e sua acústica é considerada uma das melhores do mundo. O peruano Juan Diego Flórez, por sua vez, é famoso pelos bis: em 2007, no Scala de Milão, quebrou uma tradição de mais de 70 anos sem bis na casa ao repetir a ária “Ah! mes amis”, com seus nove dós de peito!Almoçamos no restaurante Regina, em baixo dos arcos da 9 de Julho, simpático.

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Passear na Av. Alvear é um passeio muito agradável, ver os palacetes lindos e lojas de grife.
Jantamos no Fogón, uma experiência muito boa!! É um restaurante de carnes com menu degustação e harmonização de vinhos, incrível!! Os cortes vão sendo preparados na brasa, na frente dos clientes, e o assado argentino é tratado ali quase como um ritual.

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Fomo conhecer o Circuito del Cuero, na Rua Murillo, em Villa Crespo, onde há dezenas de lojas de couro uma ao lado da outra, com jaquetas, bolsas e sapatos a preços ótimos.
Depois passamos pela Zadig & Voltaire e, por último, pela loja Calfun!
Tomar café no La Rambla, , um café tradicional da Recoleta.
Fomos visitar a Villa Ocampo, em San Isidro. É um bairro lindo, com casas muito bonitas, e a casa da Victoria é maravilhosa, cercada por um parque enorme onde há até cisnes!

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Almoçamos no bistrô de lá.
Jantar no Presencia, maravilhoso!

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Um pouco de história
Victoria Ocampo (1890–1979) foi escritora, editora e uma das mulheres mais importantes da cultura argentina. Em 1931 fundou a revista Sur, que publicou grandes nomes da literatura, e foi a primeira mulher eleita para a Academia Argentina de Letras, em 1977. A Villa Ocampo foi construída pelo pai dela em 1891 e, nas mãos de Victoria, virou ponto de encontro de intelectuais do mundo inteiro. Por ali passaram Borges, Tagore, Stravinsky, Camus e Le Corbusier. Em 1973 ela doou a casa à UNESCO
Fomos almoçar em Puerto Madero no restaurante Parolaccia É muito simpático, bem familiar aos domingos, uma vista bonita para o rio com os prédios bem modernos
Puerto Madero é um dos bairros mais modernos e sofisticados de Buenos Aires, mas sua história remonta ao final do século XIX, quando a cidade, em plena expansão econômica, necessitava de um porto capaz de receber grandes navios comerciais. Idealizado pelo empresário Eduardo Madero, o projeto começou a ser construído em 1887 e foi inaugurado em etapas entre 1889 e 1897. Curiosamente, apesar de sua importância, o porto tornou-se obsoleto em poucas décadas, pois seus diques já não comportavam as embarcações cada vez maiores. Com a construção do Puerto Nuevo, a região perdeu sua função original e permaneceu em decadência durante boa parte do século XX. Somente em 1989 teve início um ambicioso projeto de revitalização urbana, que transformou os antigos armazéns de tijolos vermelhos em restaurantes, escritórios e residências de luxo, preservando parte de sua arquitetura industrial. Hoje, Puerto Madero é um dos melhores exemplos de renovação urbana da América Latina, onde o charme das antigas instalações portuárias contrasta harmoniosamente com modernos arranha-céus, hotéis e restaurantes à beira dos diques.

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Fomos passear nas Galerias Pacífico, achei que melhorou muito desde a última vez que eu fui: lojas de grife, tudo muito bem bonito e arrumado!
Localizada na tradicional Rua Florida, a Galerías Pacífico é um dos centros comerciais mais elegantes e históricos de Buenos Aires. Construído no final do século XIX, o edifício foi inspirado nas grandes galerias europeias, especialmente na Galleria Vittorio Emanuele II, de Milão, e concebido para abrigar uma versão argentina da famosa loja de departamentos Le Bon Marché, de Paris. Entretanto, a crise econômica de 1890 impediu a concretização do projeto original. Ao longo dos anos, o prédio teve diferentes utilizações, chegando a abrigar o Museu Nacional de Belas Artes e escritórios da companhia ferroviária Buenos Aires al Pacífico, de onde surgiu seu nome atual. Uma de suas maiores atrações é a magnífica cúpula central, decorada em 1946 com afrescos de importantes artistas, entre eles Antonio Berni, Juan Carlos Castagnino e Lino Enea Spilimbergo. Declarado Monumento Histórico Nacional em 1989, o edifício passou por uma grande restauração e foi reinaugurado como centro comercial em 1992. Atualmente, reúne lojas de marcas nacionais e internacionais em um ambiente que combina compras, arte e arquitetura, preservando o charme da Buenos Aires do final do século XIX.

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Fomos assistir um tango bem diferente de todos ou outros que já tinha ido e gostei muito!! É um lugar pequeno, com cadeiras em volta de uma sala para poucas pessoas. Valeu a pena!!
Localizado no bairro de Palermo, o Secreto Tango Society oferece uma experiência diferenciada para quem deseja conhecer uma das mais importantes expressões culturais da Argentina. Ao contrário dos tradicionais espetáculos de tango apresentados em grandes teatros e casas de shows, o Secreto privilegia um ambiente intimista e exclusivo, com poucos espectadores reunidos em um espaço de iluminação suave e atmosfera acolhedora. Idealizado para resgatar a essência do tango, que surgiu no final do século XIX nos bairros populares de Buenos Aires e Montevidéu, o espetáculo aproxima o público dos músicos e bailarinos, permitindo acompanhar de perto cada movimento, cada expressão e os sons característicos do bandoneón, instrumento que se tornou um dos símbolos dessa música. Com apresentações ao vivo de dança, piano, bandoneón e canto, a experiência valoriza a espontaneidade e a emoção, proporcionando um contato mais próximo com a tradição portenha. Mais do que um espetáculo turístico, o Secreto Tango Society procura recriar a atmosfera dos antigos encontros musicais, nos quais o tango era vivido de maneira pessoal, intensa e envolvente.

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Para terminar, um pensamento de Jorge Luis Borges:
“Cada leitor é, quando lê, o próprio leitor de si mesmo” – Frase de Sete Noites (1987).
E um de Victoria Ocampo:
“A mim me parece conto, que Buenos Aires tenha começado: julgo-a tão eterna quanto a água e o ar.”
Boa Viagem!!!