Caríssima Yeda

Estive em Londres em novembro por conta de minha exposição e eu também não ia lá há 10 anos. Fui umas 6 vezes antes, desde 1979.
Fiquei impactado com a mudança que a cidade havia sofrido, segundo minha observação.
Tornou-se uma cidade viva e agitada, com intensa vida noturna, inúmeros restaurantes e cafés charmosos dignos de um St. Germain de Près – o que não era minha impressão anterior – que sempre tinha sido uma cidade ruim para comer e sem vida após o anoitecer, o que não é de forma alguma agora – de todos os tipos de comida e para todos os gostos (além dos indianos e paquistaneses, ou fish and chips – mas italianos, franceses, etc..).
Fiquei hospedado em Marylebone (que eles falam algo como Merlbonn) bem pertinho da casa de concertos Wigmore Hall na Wigmore Street, há duas quadras de Oxford Street (fiquei em Elbeck Street quase esquina com a Wigmore). A Marylebone Street e todo o neibourghood são charmosíssimos, além dos múltiplos restaurantes com um ambiente à la St. Germain, que estão logo ali do lado, entre a Wigmore e a Oxford Street, mais ou menos na altura da Selfridges (na Duke Street).
Não podemos esquecer as extraordinárias salas de concerto, começando pela Royal Opera House em Covent Garden, que aloja também o Royal Ballet, cujas montagens são extraordinárias e de extremo bom gosto – só acho que há equivalentes no Metropolitan de NYC, mas em Londres, costumam ter um charme de contos de fadas que envolvem você completamente. O Royal Opera House foi modernizado mais recentemente e conta com um anexo de cafés e restaurantes ótimos, para antes e durante o espetáculo (intervalos) que está dentro de uma imensa Green house colada ao teatro – o visual é sensacional.
Entre os museus mais fabulosos, além do British e suas fantásticas coleções gregas, assírias, mesopotâmias, egípcias, etc.,

British Museum – Templo Grego
também está o fabuloso Victoria and Albert Museum (é um museu fantástico de artes, que possui também uma grandiosa coleção de esculturas orientais, ocidentais, tapetes, roupas, tecidos, móveis, e uma fantástica sala/cofre de jóias, desde o Egito antigo até os tempos atuais – dá para se sentir o Ali Babá na caverna, ou o Tio Patinhas nadando em meio a tesouros de pedrarias). O próprio prédio é uma maravilha.

Cafeteria Victoria & Albert Museum
Ao lado, o fantástico Museum of Natural History com equivalentes só em NYC e no Smithsonian de Washington DC.
A antiga Tate Gallery – agora Tate Britain – que continua existindo em Pimlico, e que para mim é bem mais interessante que a Tate Modern (que tem um acervo razoável, mas bem pequeno, é contemporâneo ao do Beaubourg em Paris, mas muito mais exíguo: tem também muita mistificação e, cujo prédio em forma de usina mais parece uma imensa tumba escura) – a Tate Britain é dedicada somente a artistas britânicos de aproximadamente 1500 até hoje. O prédio é em estilo neoclássico – um museu à antiga com grandes salas como a National Gallery, que foi modernizado com bela iluminação, cafés, etc. (parte ainda está em reforma).

Tate Gallery – Lateral
Tate Gallery – galeria
Todos os museus públicos de Londres são grátis – não precisa pagar nada (a não ser mapas – 1 libra –  e áudio guias para quem quiser).
A National Gallery of Art em Trafalgar  Square é a grande pinacoteca dos grandes europeus (vai uma foto de um quadro do espanhol Zubarán que adoro – o monge franciscano rezando com a caveira nas mãos) – também grátis. Nela está havendo uma importante exposição à parte – e aí paga – de Leonardo da Vinci.

O monge Franciscano – Zubarán
Na Royal Academy em Picadilly vai abrir uma maravilhosa exposição retrospectiva de David Hockney – que eu lamentei não poder ver.
Um maravilhoso museu que era um grande palácio privado que foi deixado para o Estado é a impressionante Wallace Collection, com imensas galerias de Reynolds, Gainsboroughs, móveis franceses Rococó, salas suntuosas de pés direito altíssimos – elegância, pompa e circunstância em grau máximo.

Wallace Collection
Wallace Collection
Há também o Courtald Institute em Somerset House, White Hall, Buckingham Palace para quem vai na época em que pode ser visitado, os Royal Mews, A National Portrait Gallery, etc…
Acho imperdível caminhar da Oxford Street, descer a imponente Regent Street, chegar até Picadilly Circus, andar pela Piccadilly e Park Lane, entrar por Green Park e Hyde Park, do elegante St. James Park (sem deixar de mencionar a construção Tudor de St. James Palace onde mora o príncipe Charles). Bond Street e seus joalheiros de tirar o fôlego também é um must.

Vitrine Joalheria Bond Street
Perto de Londres e para se visitar durante um dia, os palácios de Hampton Court e Windsor, que são em si extraordinários.
Não cheguei nem a falar da Torre de Londres e seus tesouros (não fui dessa vez), e dos mercados medievais com super ambiente.
Sequer mencionei os teatros – para quem fala inglês. Acho que Londres é um centro fabuloso do ponto de vista cultural.
Há ainda o grande contraste cultural entre os diferentes estamentos sociais (Londres ainda está na idade média neste ponto, onde pode-se perceber a “classe” social de acordo com o “inglês” que cada um fala). São praticamente línguas diferentes, algumas delas praticamente incompreensíveis para quem aprendeu e fala inglês, mesmo que muito bem. O inglês da BBC não é o mais comum de se encontrar…
Há ainda a Londres dos arranha-céus ultra modernos.
Anexei algumas fotos do interior da Tate Gallery (Tate British) e da fachada dela, da cafeteria do Victoria and Albert Museum, do Albert Memorial em Hyde Park em novembro com o folliage de outono, da fachada de St. James Palace, de uma vitrine em Bond Street, e duas de Regent Street à noite.

Regent Street
Resolvi lhe escrever porque voltei realmente impressionado desta vez! Mais do que todas as anteriores. É realmente uma cidade extraordinária, sem falar no super desenvolvido sistema de transporte urbano, desde o trem que sai do aeroporto de Heathrow para a estação de Paddington, que vai com todo o conforto e rapidez em 15 minutos para o centro de Londres (aí dá para pegar o taxi com as malas até o hotel e se chega muitíssimo mais rápido e mais em conta do que se pegar o taxi direto desde o aeroporto), ao metrô (underground/tube) e ônibus. Com um passe comprado nas estações de metrô juntamente com o Oystercard, dá para se andar à vontade pelos ônibus e metrô por uma semana por menos de 30 libras!
Beijão grande
PS 1- Eu acrescentaria a lista anterior a imponente e suntuosa Aspley
House – palacete que pertenceu ao duque de Wellington (o que derrotou Napoleão em Waterloo) que fica em Hyde Park Corner.
Sempre leio com interesse e atenção o que você tem enviado.
Esta tudo bem com você?
Grande beijo
PS 2 – Estou enviando anexadas neste email, três fotos da Wallace Collection – que dão a dimensão da grandiosidade do lugar e uma da Aspley House (residencia do I duque de Wellington em Hyde Park Corner), que acho que seriam bacanas para ilustrar o escrito e para fomentar o desejo de visitá-las. Acho que quem vir as imagens certamente ficará mordido pela vontade de ir até lá! As três primeiras são da Wallace Collection e a quarta é da Aspley House. Os dois palácios não são distantes um do outro e estão em pleno centro de Londres – pertinho de Hyde Park.
Beijo

Um comentário em “Londres II

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